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Vinte e um produtos do PGPAF serão atualizados na próxima safra

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai atualizar, até o fim do ano, os custos de produção de produtos contemplados pelo Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF). Segundo o diretor substituto do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção (DFPP/SEAD), José Carlos Zukowski, a atualização dos custos é a base para definição do preço de garantia do programa para a próxima safra, que terá início em julho de 2017.

“Esse levantamento é feito com os produtos da agricultura familiar que já fazem parte do programa. Todo ano é realizada uma revisão desses itens e qualquer um, dos mais de 40 produtos, está sujeito à atualização. A Conab faz dois levantamentos: o custo de produção que é um trabalho anual, e o levantamento de preços, que é um trabalho mensal”, explica.

Para a realização desse levantamento, foram liberados, na última semana, R$ 100 mil por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED) entre a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) e a Conab.

A Conab é responsável por levantar os custos de produção, o que é a base para definição do preço garantidor dos produtos que estão contemplados no PGPAF. O levantamento mensal dos preços de mercado também é responsabilidade dessa empresa pública para a operacionalização do Programa. Assim, quando o preço de mercado do produto contemplado pelo PGPAF estiver abaixo do preço garantidor, o agricultor receberá um bônus em forma de desconto no pagamento do seu financiamento do Pronaf.

/com informações da Conab

Fonte: Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Venda de terras para investidores estrangeiros será definida em março

Projeto de lei para liberar a venda de terras do País para empresas e investidores estrangeiros deve seguir para aprovação do Congresso Nacional já no início de março, logo após o Carnaval. De acordo com matéria do Estadão, o governo trabalha nos últimos detalhes do texto. A questão tem ganhado destaque na gestão de Michel Temer, com o assunto sendo tratado diretamente pelo ministro­-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. A maior parte da bancada federal de Mato Grosso do Sul é favorável à medida, com restrições.

A nova proposta, que tem como relator o deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB­-MG), prevê que o investidor estrangeiro poderá comprar até 100 mil hectares de terra (cerca de 1 mil km², ou três vezes a área de uma cidade como Belo Horizonte) para produção, podendo ainda arrendar outros 100 mil hectares. Dessa forma, o investidor internacional teria 200 mil hectares de terra à disposição. Ele acredita que o fim das restrições pode destravar investimentos da ordem de R$ 50 bilhões no País.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, no entanto, defende que haja restrições no caso das chamadas “culturas anuais”, como a soja e o milho, dois dos principais produtos de exportação do Brasil. Segundo o Estadão, Cardoso afirma que o projeto de lei não afeta as terras da região amazônica, além de áreas em regiões de fronteira com outros países. Mas a proposta tem sido duramente criticada por organizações socioambientais e entidades de direitos humanos.

Fonte: Correio do Estado

Vazio sanitário do feijão começa terça-feira (20)

Produtores de feijão no Distrito Federal estão proibidos de cultivar o grão e preservar as plantações vivas da safra anterior, prática conhecida como vazio sanitário, de 20 de setembro a 20 de outubro. A medida tem por objetivo interromper o ciclo do vírus causador do mosaico-dourado entre a safra de inverno e a de verão, e assim reduzir a população da mosca-branca, que se torna virótica quando se alimenta de uma planta de feijão contaminada com o vírus.

Há multa de até R$ 50 mil para quem não cumprir o vazio sanitário
A responsabilidade da eliminação é de quem ocupa as áreas produtoras de feijão. Quem não cumpre o vazio sanitário fica sujeito à multa de até R$ 50 mil e à obrigatoriedade de destruir a lavoura, conforme a Lei Distrital nº 4.885 de 2012, além da responsabilização penal e cível cabíveis. A reincidência na infração prevê a aplicação da multa em dobro.

Para a gerente de Sanidade Vegetal da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Marília Angarten, é importante o comprometimento dos produtores para que o vazio sanitário atinja o seu objetivo. “É uma medida eficaz por ter como fundamento a eliminação da fonte de alimentação da praga, visando a minimização dos prejuízos causados por estes agentes”, ressalta.

Segundo a gerente, “é importante lembrar que o vazio sanitário do feijão não elimina a população de moscas-brancas, mas evita que as moscas contaminadas com o vírus ataquem a cultura logo no início do ciclo, momento em que a planta é mais sensível à ocorrência da doença”, explica.

Para alertar as autoridades sobre suspeitas de descumprimento do vazio sanitário, basta ligar para o telefone (61) 3051-6422 ou mandar e-mail para gsv.defesa.seagri@gmail.com.

Fonte: Encontro

Valor da produção de 2017 é atualizado em R$ 535,4 bilhões

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2017 está estimado em R$ 535,4 bilhões, 4,5% acima do obtido em 2016 (R$ 512,5 bilhões). O VPB – reajustado com base nas informações de julho – foi divulgado nesta terça-feira (15) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O resultado das lavouras corresponde a R$ 367,9 bilhões e o da pecuária a R$ 167,5 bilhões. O crescimento do valor real das lavouras é de 10,2%, enquanto o da pecuária apresenta recuo de 6,3%.

De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques, como o ano agrícola está quase encerrado para a maior parte das lavouras, não deve haver mudanças acentuadas daqui até o fim do ano.
Enquanto no ano passado os preços agrícolas foram decisivos na formação do valor da produção, neste ano o fator mais importante na composição do valor é a produtividade. “Isso acontece em função da safra recorde de grãos, estimada em 238,2 milhões de toneladas pela Conab, e de 242,1 milhões segundo o IBGE”, analisa Gasques. A expansão de área e os preços têm importância menor na composição do valor de 2017.

De uma lista de produtos que têm apresentado resultados mais favoráveis, destacam-se o algodão, com aumento real de 75,6%, cana de açúcar (46,4%), laranja (25,2%), milho (19,3%) e soja (2,3%). O valor da produção de soja, de R$ 115,6 bilhões, corresponde a 31,4% do VBP total, mas, segundo estudo da SPA, houve anos em que a participação foi maior, como em 2015 e 2016. Para o coordenador-geral de Estudos e Análises, pode-se dizer que milho, soja e cana de açúcar têm sustentado o crescimento do faturamento do setor.

Na pecuária, suínos e leite, que têm se beneficiado de aumento de preços ao produtor, são os principais destaques. Mas carne bovina, de frango e ovos têm tido retração de preços, o que resulta em menor faturamento dessas atividades.

Há um grupo de produtos das lavouras que vêm apresentando desempenho menos favorável na comparação com o ano passado. Isso se deve a menores níveis de produção ou de preços. Mas neste ano, para a maior parte do grupo, como banana, batata-inglesa, cacau, cebola, feijão e maçã, a principal razão da retração são preços menores na comparação com 2016. Em alguns, como café e trigo, há uma combinação de preços mais baixos e quantidades também menores.

Os valores da produção regional mostram a liderança do Sul, com o VBP de R$ 141,3 bilhões, seguida pelo Centro-Oeste (R$ 138,6 bilhões), Sudeste (R$ 137,5 bilhões), Nordeste (R$ 50,1 bilhões) e Norte (R$ 32,5 bilhões). Os estados de São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia, representam conjuntamente 70,5% do VBP neste ano.

Fonte: Mapa

Valor da Produção Agropecuária é de R$ 535,42 bilhões
Lavouras puxaram alta ao registrarem crescimento real de 6,3 %

A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária ( VBP ) de 2017 com base em informações do mês de setembro é de R$ 535,42 bilhões, revelando crescimento de 2,1 % sobre o valor estimado em setembro de 2016, R$ 524,49 Bilhões.

O aumento foi impulsionado pelo resultado das lavouras, que tiveram aumento de 6,3 % , em termos reais (descontada a inflação do período), enquanto na pecuária, houve redução de 5,9 %.

Na composição do VBP, lavouras geraram R$ 365,88 bilhões, 68,3 % do total, e a pecuária, R$ 169, 53 bilhões, 31,7 % do total. Como o ano civil está quase encerrado, devemos ter pequenas alterações até o fim do ano, prevê José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Destacaram-se em termos de aumento de valor, o algodão herbáceo, 74,4 %; cana-de-açúcar, 33,4 %; mandioca, 91,1 %; milho, 14,6 %, e uva, 49,3 %. Os destaques devem-se principalmente aos preços alcançados, embora o milho esteja obtendo tal resultado com aumento de 47% da safra, sobre 2016. O crescimento se deve ao aumento da segunda safra, que foi de 65,2 %. O resultado permitiu elevar as exportações de 18,9 milhões de toneladas, em 2016, para 30 milhões de toneladas neste ano.

 

Na pecuária, os melhores resultados são observados em carne suína, com aumento real do valor de 7,7 % e leite, 8,6 %. Mas os preços de carne bovina, frango e ovos, derrubaram os resultados da pecuária neste ano.

Produtos que tiveram queda nos preços foram banana (-22,7 %); batata-inglesa (-52,2 %); cacau (-28,2 %); café (- 13,6 %); cebola (- 47 %; feijão (-19,6 %) trigo (- 36,9 %); e maçã (- 21,5 %).

Os resultados regionais mostram a liderança do Sul, com faturamento de R$140, 98 bilhões, seguido por Centro-Oeste, R$ 138,53 bilhões, Sudeste, R$ 137, 2 bilhões, Nordeste, R$ 49,4 bilhões, e Norte R$ 32,5 bilhões

Valor da produção agropecuária de 2017, de R$ 546,3 bi, é o maior dos últimos 27 anos

A estimativa do valor bruto da produção agropecuária (VBP) de 2017, de R$ 546,3 bilhões, é o maior dos últimos 27 anos. O montante é 5,3% superior ao de 2016, de R$ 519 bilhões. Esse resultado reflete a elevada safra de grãos prevista para esta temporada, conforme anúncio feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  O VPB – estimado com base nas informações de maio – foi divulgado, nesta terça-feira (13), pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Além da safra de 234,3 milhões de toneladas estimada pela Conab, o aumento da produtividade, da ordem de 21%, é outro fator relevante no incremento do VBP deste ano.

As lavouras devem ter aumento de 11,3% em valor, totalizando R$ 376,3 bilhões. A pecuária deve ter queda de 6%, ficando em R$ 170 bilhões.  O valor bruto das principais lavouras, estimado para este ano, representa 69% e a pecuária, 31%.

De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises do Mapa, José Garcia Gasques, a maior parte das lavouras tem apresentado desempenho melhor do que em 2016. Preços e maior produção são os principais responsáveis por isso.

Produtos agrícolas

Numa lista de produtos agrícolas, o algodão apresenta acréscimo do VBP de 70,7%; cana-de-açúcar de 51,4%, mandioca de 76,2%, milho de 25,7% e uva de 41,1%. Com crescimento menor, mas também expressivo, destacam-se o amendoim (29,4%), arroz (12,1%), laranja (21,7%), soja (2,7%), pimenta do reino (10%) e tomate (6,3%). Na pecuária, tiveram aumento em valor a carne suína (10,5%) e leite (2,8%).

Apresentam decréscimo em valor, em relação a 2016, os seguintes produtos: banana (-16%), batata-inglesa (-61,3%), cacau (-15,5%), café (-11,4%), cebola (-44,9%), feijão (-20,7%), mamona (-44,6%), trigo (-29,7%), maçã (-17,5%). Na pecuária, estão sendo observadas reduções de valores da produção na carne bovina (- 5,4%), carne de frango (-11,1%) e ovos (- 23,6%).

Os resultados regionais mostram, a exemplo de meses anteriores, que o maior VBP é alcançado no Sul (R$ 145,3 bilhões), seguido do Centro-Oeste (R$142,4 bilhões), Sudeste (R$ 139,1bilhões), Nordeste (R$ 51,2 bilhões) e Norte (R$ 33,1 bilhões). São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul ocupam as cinco primeiras posições no ranking por estados e respondem por 59% do valor total.

Fonte: Mapa

Valor Bruto da Produção de 2016 é de R$ 523,6 bilhões

O faturamento da agropecuária é de R$ 523,62 bilhões em 2016. As lavouras tiveram um valor bruto da produção de R$ 340,6 bilhões, e a pecuária, R$ 183 bilhões. Na série iniciada em 1990, o resultado do Valor Bruto da Produção (VBP) de 2016 é o segundo maior, ficando atrás apenas do ano passado, quando chegou a R$ 533,1 bilhões. O número, referente ao mês de novembro, foi divulgado nesta quarta-feira (14) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“A seca é a principal variável, afetando o valor deste ano”, assinala o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Garcia Gasques.

O melhor desempenho neste ano é apresentado pela banana, com aumento real de 48,2%. Depois, aparecem o feijão (25,6%), o trigo (25,5%), a batata-inglesa (24,9%), o café (15,9%), a maçã (12,6%) e a soja (1,2%). Na pecuária, destacam-se pelo bom resultado a carne de frango, que teve aumento de valor de 3,4%, e ovos, 3%.

Os produtos que mais tiveram perdas de valor foram o tomate (-49%), mamona, (-41,4%), fumo (- 29%), cacau (-14,5%) uva (-14,2%) amendoim (-13,4%), algodão (-12%), arroz (11,8%), laranja (-11,4%), cebola (-9,2%), mandioca (-7,2%) e milho (- 5,5%). Na pecuária, as quedas ocorreram em carne suína (-11,6%), bovina (-4,7%) e leite (-8,1%).

Apesar de 2016 ter sido bastante afetado por problemas climáticos, os preços agrícolas recebidos pelos agricultores foram para a maioria dos produtos pesquisados mais elevados do que no ano passado. Isso evitou que houvesse redução maior do valor da produção do ano.

Os resultados regionais mostram tendência ocorrida durante o ano, em que o Sul e Centro-Oeste lideram o faturamento da agropecuária no país, com R$ 154,9 bilhões e R$ 143,9 bilhões, respectivamente. A seguir, Sudeste, R$ 142,9 bilhões, Nordeste, R$ 43,2 bilhões e Norte, R$ 31,4 bilhões.

Prognóstico para 2017

“Parece que 2017 será melhor do que este ano”, avalia Gasques. Os resultados de produção divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam safras mais elevadas para o próximo ano. O aumento deve ocorrer especialmente pelos ganhos de produtividade, que estarão em torno de 13%, ressalta o coordenador.

O valor da produção previsto com base nas informações preliminares é de R$ 552, 56 bilhões, 5,5% acima do valor deste ano. As lavouras devem representar R$ 365 bilhões, com destaque para a soja (R$ 118 bilhões) e a pecuária, R$ 187,5 bilhões.  Ambas com aumento real expressivo em relação a 2016, conclui Gasques.

 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Ureia agrícola está custando 7,8% menos que em março de 2016
Segundo levantamento, em março a tonelada da ureia agrícola ficou cotada, em média, em R$1.181,90, sem o frete, em SP
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em março a tonelada da ureia agrícola ficou cotada, em média, em R$1.181,90, sem o frete, em São Paulo. O menor valor encontrado foi R$1.000,00 por tonelada no estado. O preço ficou estável na comparação mensal, no entanto, na comparação com março do ano passado o adubo está custando 7,8% menos este ano. Considerando a praça de São Paulo, atualmente são necessárias 8,0 arrobas de boi gordo para a compra de uma tonelada de ureia agrícola.
Trigo: 17 milhões de toneladas ainda não estão definidas no Mercosul

Das 21 milhões de toneladas de trigo previstas para o Mercosul nesta safra, apenas cerca de 4 milhões estão colhidas (entre o Paraná e o Paraguai). Nada menos que 17 milhões ainda estão nos campos e em fases muito sensíveis, com previsões de clima adverso pela frente.

De acordo com o analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, “tudo continua em aberto. Os relatórios dos analistas e dos órgãos governamentais falam em safras ótimas de trigo na América do Sul, mas a verdade é que (quase) tudo continua em aberto ainda”.

O especialista aponta as previsões meteorológicas “assustadoras de chuvas pesadas, granizo e ventos fortes com acamamento do trigo em varias regiões. Tudo isto, se não afeta o volume, pode afetar a qualidade”.

Nesta segunda-feira (17.10) um relatório da Bolsa de Comércio de Rosário afirma que a produção argentina de trigo para a safa 2016/17 deverá ser de 13 milhões de toneladas, contra as 14,5 milhões estimadas pela Bolsa de Cereales de Buenos Aires e pela Agritrend, uma consultoria privada. Essas previsões não contam ainda com possíveis quebra de qualidade a serem contabilizadas a partir das fortes chuvas que ocorreram neste fim de semana, que podem continuar ocorrendo pelos próximos dois meses com vaiada intensidade.

Fonte: Agrolink

Trigo/Cepea: Maior interesse de venda pressiona cotações no BR

Com o início da colheita de trigo da nova safra no estado de São Paulo e o avanço das atividades no Paraná, produtores têm mostrado maior interesse em negociar, temendo recuos mais expressivos de preços. Segundo pesquisadores do Cepea, a expectativa de boa produção brasileira de trigo e a ampla oferta mundial do cereal têm deixado compradores recuados nas negociações de grandes volumes, reforçando as quedas nos valores.

Produtores estão preferindo, inclusive, aproveitar os atuais patamares do trigo e negociar o cereal em detrimento do milho e/ou soja. Entre 19 e 26 de setembro, o preço médio do trigo CEPEA/ESALQ caiu 2,9% no Paraná, fechando a R$ 678,54/t na segunda-feira, 26. No Rio Grande do Sul, a queda foi de 6,6%, com a tonelada a R$ 695,96 no dia 26.

Fonte: Cepea/Esalq

Transporte por ferrovia pode aumentar 30%

O transporte de cargas por ferrovias pode crescer até 30% no Brasil até 2026, de acordo com projeção da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF). A entidade estimou os investimentos globais da iniciativa privada em R$ 25 bilhões nos próximos sete anos, levando em conta a repactuação antecipada dos contratos de algumas concessionárias e novos contratos, que podem ampliar o volume de cargas transportadas para 709,1 milhões de toneladas úteis (TU).

 

“As ferrovias de carga têm papel essencial no comércio exterior brasileiro e contam com uma participação crescente no volume transportado anualmente. Mais de 98% dos minérios chegam aos portos pelos trilhos, por exemplo. A integração do sistema permite a competitividade do minério de ferro no mercado externo, contribuindo para o saldo positivo da balança comercial e, por consequência, impactando positivamente o PIB do País”, afirma o diretor executivo da ANTF, Fernando Paes.

Ele destaca que, de 1997 a 2016, houve um aumento de 148% na produção das ferrovias, chegando a 341 bilhões de TU no ano passado: “O crescimento na movimentação saltou 117,9%, alcançando 503 milhões – marca inédita para o setor. No transporte de contêineres, multiplicamos em 128 vezes a quantidade transportada desde o primeiro ano de concessão, com nada menos que 442.100 TEUs em 2016”.

 

De acordo com o estudo da entidade, esses investimentos podem gerar, em consequência, quase 38 mil postos de trabalho na construção civil e mais 3,5 mil na indústria ferroviária nacional, entre diretos e terceirizados: “Está mais do que evidente que a conclusão desse processo de prorrogação é do interesse tanto das empresas concessionárias quanto do interesse público – da sociedade e do Governo Federal”.

O diretor executivo da ANTF destaca a realização da NT Expo, um dos principais eventos do setor de transporte metroferroviário da América Latina, que acontece de 7 a 9 de novembro em São Paulo (SP). “Oferece o espaço adequado para que a ANTF possa colocar em pauta questões que envolvem, e impactam, a complexa infraestrutura logística brasileira – e, ao lado de grandes empresas e entidades representativas nacionais e internacionais, buscar novas e mais eficientes soluções para o país”, conclui.

 

 

Transgênicos são 93% da área plantada com soja, milho e algodão

A utilização de sementes transgênicas tem sido cada vez mais presente nas lavouras brasileiras, seja pelo menor custo de produção ou pela praticidade no manejo das culturas. Na safra 2016/17, essa tecnologia deverá ser observada em 49 milhões de hectares.

Isso significa que as sementes transgênicas estarão em 93,4% da área total onde são produzidos soja, milho (verão e inverno) e algodão no país, de acordo com a previsão da consultoria Céleres, especializada na análise do agronegócio, para o próximo ano. O aumento em relação à safra 2015/16 passa de 7%.

Entre essas três culturas, é na da soja que se observa a maior presença de sementes transgênicas, chegando perto de 100%. Segundo a consultoria, a soja deverá totalizar 32,7 milhões de hectares, que equivalem à adoção de 96,5%. De uma safra para a outra, o crescimento registrado é estimado em 4%.

Fonte: G1
Tendência – Fungicidas protetores voltam às lavouras

Os fungicidas protetores são moléculas químicas que atuam na germinação de esporos fúngicos (amônia quartenária – cloretos de benzalcônio), sulfurados ou à base de enxofre, mancozebe, clorotalonil, propinebe, metiram, oxicloreto de cobre, sulfato de cobre, óxido de cobre, estanhados, caldas cúpricas (bordalesa e viçosa), caldas sulfocálcicas, etc.

Estes produtos, com sua camada protetora, impedem também a penetração de células bacterianas pelas aberturas naturais das folhas (mesófilo), como os estômatos e hidatódios. Deste modo, os agentes fitopatogênicos não penetraram no interior das plantas.

 

Por onde andam

 

Os fungicidas protetores “saíram” das lavouras devido ao marketing da indústria química que, ao buscar cada vez mais as moléculas sistêmicas e específicas e também a redução da dose no campo ou lavoura, foram aos poucos deixando de comercializar e usar estas moléculas, em alguns casos, como os cúpricos ou a base de cobre devido à fitotoxicidade em algumas plantas ou cultivos.

Houve, ainda, problemas com o uso inadequado, que deixavam resíduos nos produtos de colheita.

 

Resistência às pragas e doenças

 

Resistência é um fenômeno biológico em que os indivíduos mutantes se multiplicam após a aplicação do produto químico (fungicida ou inseticida (insetos pragas) ou plantas infestantes (herbicidas)), ou são selecionados de forma crescente e vão dominando a população original, a não ser que o produto químico ou agente de seleção seja retirado.

Estes mutantes existem naturalmente na população e, em média, a cada um milhão de células aparece um mutante. O uso contínuo de moléculas sistêmicas e específicas levou ao aumento da resistência no campo. Urge, portanto, restabelecer o equilíbrio com as moléculas protetoras que sejam fungicidas, inseticidas ou herbicidas.

Estas moléculas são de amplo espectro, pois apresentam, em muitos casos, mais de 60 mecanismos de ação, reduzindo brutalmente o risco de resistência.

 

Benefícios

 

Os fungicidas protetores atuam com seus mais e 60 mecanismos no metabolismo vital de fungos e, desta forma, eliminam as chances de células ou esporos resistentes sobreviverem e dominarem, com o passar do tempo, a população original das pragas e doenças.

Veja pelo diagrama:Tendência - fungicidas protetores voltam às lavouras

 

X – Células resistentes (Originalmente ou naturalmente um indivíduo em cada um milhão)

 

Manejo

 

O manejo desses produtos deve levar em conta a alternância nas pulverizações dos fungicidas sistêmicos com os protetores, ou ainda a associação destes durante as pulverizações.

O importante é reduzir a frequência de fungicidas sistêmicos no campo em sequência como PrioriXtra, Ópera, Aproauch Prima, Fox, Orkestra, Cercobim e outros.

Deve-se reforçar que os fungicidas protetores devem ser usados nas primeiras pulverizações e não no final de ciclo da cultura. O uso deve ser preventivo.

Nas últimas pesquisas desenvolvidas na UFU e no Brasil tem-se demonstrado uma redução da severidade de doença e melhoria da produtividade quando se adicionam os protetores junto aos sistêmicos, ou seja, ocorre um efeito aditivo do protetor com o sistêmico, e nunca um efeito antagônico.

 

Resultados de campo

 

Os fungicidas protetores têm trazido mais sanidade, redução nas formas resistentes, mais qualidade na proteção e mais produtividade às lavouras brasileiras. Quanto ao custo, fica, em média, 0,5 sc/ha de soja, ou menos, considerando o custo do fungicida e a aplicação em si (máquina e operador).

Tempo vai melhorar nos EUA

O Meio Oeste dos Estados Unidos se encaminha para um padrão climático mais favorável, aponta o meteorologista Dan Hicks, da Agência Freese-Notis Weather. “As condições para as próximas duas semanas devem ser melhores do que o que o Meio Oeste observou em julho. Veremos uma estabilização ou até melhora nas condições do milho e da soja em agosto”, afirma Hicks.

Em termos gerais, a região terá maiores chances de precipitações e temperaturas mais baixas até meados de agosto. “Vai diminuir um pouco nas próximas semanas a quantidade de áreas que necessitam desesperadamente de chuva, mas não acabarão completamente”, diz ele.

De acordo com o especialista, essas chuvas não vão compensar totalmente os déficits a longo prazo e não vão eliminar as condições de seca que se desenvolveram. “Embora ainda haja lugares com necessidade de chuva, a perspectiva é melhor a frente do que foi até agora”, sintetiza Hicks.


Fonte: Agrolink

Tempo para exportação de trigo é extremamente reduzido

Na avaliação do analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, será “extremamente reduzido” o tempo para a exportação do trigo adquiridos nos leilões oficiais. “Todos sabemos que a maior parte dos negócios feitos sobre os leilões de trigo são destinados à exportação. Acontece que a janela de exportação no Paraná já está praticamente fechada (porque a colheita já começou) e no porto de Rio Grande será encerrada em 15 de março próximo, isto é, serão apenas 19 dias para se negociar os lotes no exterior, contratar e carregar (todos os) navios de trigo”, alerta.

“O prazo para nomeação de qualquer navio de grãos é de 15 dias. Assim, ou a Conab faz apenas mais um leilão só com todo o volume de trigo que quer escoar ou ele será exportado somente depois de completados os embarques de soja, de agosto em diante (mas, onde guardar este trigo até lá e a que custo?)”, questiona.

Na avaliação do especialista, nada disto precisaria acontecer se os responsáveis pela comercialização no estado tivessem saído a campo procurando compradores para este trigo (como fazem argentinos, americanos e russos) no mercado internacional quando a supersafra se configurou, em outubro passado.

“Chamamos atenção disto, porque haverá um encontro no próximo dia 03 de março, preparatório para a ExpoDireto, sobre este assunto. Nosso projeto de exportação de trigo do RS, com sugestões que vão muito além dos procedimentos normais do setor (porque o buraco é bem mais em baixo), continua à disposição”, conclui.

Fonte: Agrolink

Tecnologias no Campo ajudarão produtores a lidar com incertezas climáticas e aprimorar gestão da propriedade

Ferramentas foram discutidas nesta quarta-feira (19/10), no 2º Diálogo Agrícola Brasil-Estados Unidos

A incorporação de tecnologia ao campo tende a ser uma necessidade cada vez mais frequente para que os produtores rurais, por exemplo, possam lidar com as variações climáticas no mundo e tomar as decisões corretas na gestão das suas atividades. Desta forma, a irrigação, o plantio direto na palha, a fixação biológica de nitrogênio, investimentos em pesquisa e inovação, além do uso de aplicativos e drones na lavoura para acompanhar o andamento da produção são alguns dos métodos que devem ser intensificados no meio rural para mitigar os efeitos negativos do aumento da temperatura do planeta sobre a agropecuária.

Estas e outras ferramentas foram discutidas, nesta quarta-feira (19/10), no 2º Diálogo Agrícola Brasil-Estados Unidos, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. A segunda edição do evento teve como tema “O Futuro da Agricultura: Cultivando com Inteligência” e reuniu especialistas brasileiros e americanos para debater propostas e compartilhar experiências bem sucedidas de ferramentas já aplicadas nas propriedades para dar mais eficiência à produção. “Ouvimos aqui muita ciência, muita pesquisa e isso passa pelo produtor rural”, disse o vice-presidente da CNA, José Mário Schreiner.

“Os produtores brasileiros e americanos têm muitas coisas em comum e temos todas as condições de trabalhar em conjunto para discutir propostas mais eficientes”, destacou Clay Hamilton, ministro conselheiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que promoveu os debates junto com a CNA. Ele participou de um dos painéis que abordou a desmistificação do uso de tecnologia no campo, juntamente com o pecuarista leiteiro Eloir Lohmann e o presidente da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Luiz Roberto Barcelos.

O papel das tecnologias frente às incertezas climáticas foi outro tema abordado no encontro. O chefe-geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo Miranda, defendeu o maior uso da irrigação no país, mas criticou as dificuldades impostas pela legislação, que impedem os produtores de armazenar água em suas propriedades para a atividade irrigada, o que permitira um uso mais racional dos recursos hídricos. Já o professor Charles Rice, da Universidade de Kansas (EUA), alertou que um dos principais problemas a ser enfrentado pelos produtores não é apenas o aumento de temperatura, mas a variabilidade climática.

No cenário da inovação, o professor Marcos Fava Neves, da Faculdade de Economia Agrícola da Universidade de São Paulo (FEA-USP), mediou discussão sobre empresas, no setor agropecuário, que estão entrando no mercado com alguma ideia inovadora em tecnologia, as chamadas startups. Maycon David Stahelin, analista do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), apresentou o programa InovAtiva, coordenado por ele, que incentiva a criação de startups e a formação de uma rede de empresas neste segmento. Os executivos Cláudio Notini e Mariana Vasconcelos falaram sobre aplicativos utilizados na pecuária.

O uso de bancos de dados na agropecuária também foi debatido no evento. A diretora sênior da American Farm Bureau Federation, Mary Kay Thatcher, afirmou que Informações consolidadas e confiáveis são fundamentais para auxiliar produtores rurais na tomada de decisões.  Os executivos Mateus Barros e Fernando Martins também abordaram o tema, dentro da perspectiva de monitoramento do clima.

Fonte: CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

Tecnologia sustentável e produtividade no campo são destaques da Simbiose na TecnoShow Comigo 2016

ori_94_DSC_8194Empresa que é referência na produção de microbiológicos no país apresenta produtos inéditos para o controle da mosca-branca e nematoides na cultura da soja

 

As boas práticas agrícolas são fundamentais para uma safra produtiva. Nessa convergência de escolhas, optar por produtos eficientes é uma forma de diminuir os prejuízos no campo e elevar os índices de produtividade. A Simbiose, referência nacional na produção de insumos e inseticidas microbiológicos, disponibiliza produtos sustentáveis para o desenvolvimento de lavouras vigorosas. Na TecnoShow Comigo, em Rio Verde – GO, a empresa apresentará sua completa linha para o campo.

“Os produtos biológicos são formulados a partir de microrganismos isolados da natureza, que são comprovadamente eficientes e não agridem o meio ambiente. Além disso, as tecnologias para o controle de pragas possuem excelente relação custo/benefício quando comparados a alguns agrotóxicos convencionais, resultando em benefício financeiro para o produtor,” explica Marcelo Godoy Oliveira, diretor da Simbiose.

Um exemplo é o NemaControl, tecnologia genuinamente brasileira para o controle de nematoides Pratylenchus fitopatogênicos. Os nematoides são vilões da produtividade. De acordo com a Embrapa Soja, cerca de 10% da produção brasileira de soja se perde a cada safra por causa desse fito- patógeno.

O NemaControl é um aliado para evitar esses danos. O produto é formulado a partir da bactéria Bacillus amyloliquefaciens. Quando inoculado na semente ou aplicado via sulco de plantio, o Bacillus amyloliquefaciens coloniza o sistema radicular da planta, alimentando-se dos exsudatos radiculares, impedindo assim a localização das raízes pelos nematoides.

“A bactéria produz várias toxinas e antibióticos que serão liberados no solo, formando uma capa protetora ao redor do sistema radicular. Além disso, promove o crescimento da planta, graças à característica de sintetizar moléculas orgânicas com efeito hormonal (auxina, giberelina e citicinina),” explica o Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Simbiose Dr. Artur Soares.

Outro destaque da Simbiose é o BeauveControl: produto formulado pela linhagem IBCB 66 do fungo Beauveria bassiana, recomendado para o controle da mosca-branca. Esta tecnologia estará disponível em poucos meses.

 

Inoculantes

A Simbiose disponibiliza aos produtores uma completa linha de inoculantes que fixa o Nitrogênio, promove um maior desenvolvimento radicular das plantas, além de melhorar a absorção dos nutrientes e da água. O Simbiose Maíz, por exemplo, é o inoculante com maior concentração já registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: 500 milhões de células por ml de produto.

 

Controle biológico da dengue

Na guerra contra o Aedes aegypti, tecnologias são desenvolvidas para auxiliar no combate. A Simbiose entrou na campanha de erradicação do mosquito: desenvolveu um larvicida biológico para uso doméstico e profissional. O AedesControl elimina os focos sem afetar animais, plantas e a saúde humana.

O AedesControl é fruto de constantes pesquisas e estudos da Simbiose. A tecnologia foi testada por um laboratório de São Paulo credenciado pela Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que comprovou 100% de eficiência no controle da larva.

O produto pode ser utilizado a conta-gotas ou pulverizado, diluído em água. O principal diferencial é sua concentração, que aumenta significativamente a efetividade no combate. O diretor da Simbiose Marcelo de Godoy Oliveira explica que o AedesControl estará disponível em supermercados em frascos de 10 e 50 ml. A expectativa é que em poucos meses a população tenha acesso ao produto.

 

Sobre a empresa

Com sede em Cruz Alta, no Noroeste do Rio Grande do Sul, a Simbiose responde por uma das maiores produções genuinamente nacional de produtos à base de fungos e bactérias nativos do solo brasileiro. Além disso, tem a maior estrutura para a produção de insumos microbiológicos do país.

A empresa se prepara para inaugurar uma nova fábrica em Curitiba, no Paraná. Também, conta um centro de distribuição em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso.

Tecnologia é apontada como solução para produtividade da soja

A disseminação de tecnologias no processo de cultivo da soja pode ser a solução para impulsionar ainda mais a produtividade da soja, sem aumentar os custos de produção. O tema é abordado no estudo “A produtividade da soja: análise e perspectivas”, que integra uma série de compêndios elaborados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo o documento, apesar dos investimentos em tecnologia feito nos últimos anos, o crescimento dessa cultura no país ocorreu principalmente pela incorporação de novas áreas ao processo produtivo. “Em relação à produtividade, no período avaliado de 40 anos até a safra 2015/16, a cultura global de soja atingiu um nível médio de produtividade que não tem mais avançado”, explica Aroldo de Oliveira Neto, superintendente de Informações do Agronegócio da Conab. “Nos três maiores produtores mundiais – Estados Unidos, Brasil e Argentina – a marca de 3 mil kg/ha representa um patamar de produtividade média que não se consegue avançar de forma significativa, então é preciso pensar em alternativas para aumentar o rendimento”.

A análise mostra ainda que a soja atualmente pode ser cultivada em várias regiões do Brasil, em diferentes épocas, por meio de diferentes sistemas de produção e novas fronteiras agrícolas, graças aos programas de melhoramento que desenvolvem cultivares que se adaptam às condições de solo e ambiente. Exemplos desse desenvolvimento agrícola são estados como o Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia.

As alternativas para se aumentar o rendimento, segundo o estudo, seria o uso de máquinas mais eficientes, novos métodos de cultivo e cultivares resistentes a doenças. No entanto, o desafio será construir uma tecnologia que seja acessível ao ponto de ser viável para os produtores.

Fonte: Conab – Companhia Nacional de Abastecimento

STR de Ijuí registra redução na procura por sementes de milho Troca Troca

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ijuí registra redução no número de pedidos de sementes de milho pelo sistema Troca Troca, neste ano. Para o plantio da segunda safra ou safrinha, cujas inscrições terminaram nos últimos dias, houve solicitação de 244 sacas, contra 273 do mesmo período de 2016. Já para a primeira safra deste ano, a entidade contabilizou pedidos de 958 sacas. Na mesma época de 2016 foram 1.101 sacas.

Sorriso tem maior área plantada e gera 2ª maior renda agrícola do Brasil

Município plantou 1.084 milhão de hectares em 2015, a maior área dedicada à lavoura no país

Sorriso foi mais uma vez destaque no cenário nacional. De acordo com a Pesquisa de Produção Agrícola (PAM), divulgada, hoje, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município plantou 1.084 milhão de hectares em 2015, a maior área dedicada à lavoura no país. Ainda ficou em 2º no ranking em valor de produção, com quase R$ 2,5 bilhões, um crescimento de 13,4% em relação ao ano anterior.

Segundo o IBGE, Sorriso também se consagrou como maior produtor de milho e soja do Brasil. Isso porque o município praticamente manteve a área cultivada com soja e aumentou em 6,8% a área com milho. Produziu 2,6 milhões de toneladas de milho, um aumento de aproximadamente 600 mil toneladas. O instituto colocou ainda o município como responsável por 0,9% da produção agrícola nacional (em valores).

Outros municípios mato-grossenses também aparecem entre os principais produtores do país, no ranking sobre valores de produção. Sapezal (3o), Campo Novo do Parecis (4o), Campo Verde (7o), Nova Mutum (9o), Diamantino (11o), Primavera do Leste (13o), Nova Ubiratã (14o), Querência (15o) e Lucas do Rio Verde (18o), Campos de Júlio (19o) etc. Entre eles, apenas Santo Antônio do Leste apresentou variação negativa no valor da produção.

Fonte: Agronotícias MT

Soja: Mercado tem sessão volátil e volta a registrar boas altas na Bolsa de Chicago nesta 3ª feira

O mercado da soja na Bolsa de Chicago parece ter recuperado o fôlego da realização de lucros registrada mais cedo e, por volta de 12h40 (horário de Brasília), os principais contratos subiam mais de 12 pontos. O contrato setembro/16 era cotado a US$ 10,14 por bushel, enquanto o novembro vinha sendo a US$ 9,99.

Segundo explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, os traders ainda encontram suporte no bom momento de demanda pela soja norte-americana para dar continuidade ao seu movimento de altas iniciado na última semana.
“As ofertas brasileiras diminuíram muito, os embarques caíram no Brasil e os chineses continuam indicando que ainda precisam de muita soja e foram em busca de produto nos Estados Unidos, o que deu um bom suporte às posições”, explica o consultor.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou, nesta terça-feira, uma nova venda de soja em grãos em 120 mil toneladas para destinos não revelados. O volume é todo da safra 2016/17. Este é o segundo anúncio da semana e, no acumulado, as vendas americanas já chega a 366 mil toneladas. Na semana passada, o total passou de 2 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo, os traders acompanham ainda o desenvolvimento da nova safra de grãos dos EUA e os preços sentem também a pressão das boas condições dos campos americanos de soja. No novo boletim semanal de acompanhamento de safras divulgado no final da tarde de ontem, o  USDA que manteve o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições inalterado nos 72% até o domingo (7).

“O otimismo do mercado sofre a força das exportações dos EUA foi renovado com o anúncio de uma outra venda para a China nesta segunda-feira (de 246 mil toneladas), disse o diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank da Austrália, Tobin Gorey.

Assim, há especulações também sobre os dados que o departamento agrícola dos EUA traz no seu reporte mensal de oferta e demanda na próxima sexta-feira, 12. O número mais aguardado é o de produtividade e muitas consultorias internacionais já esperam por uma revisão positiva nas estimativas do departamento.

“No entanto, se o USDA não aumentar os números de produção dos EUA, o mercado vai trabalhar com dados que já conhece” afirma Brandalizze.

Portos do Brasil

No Brasil, poucas mudanças podem ser registradas na formação dos preços, uma vez que o dólar segue em queda e ainda dificulta sua recuperação internamente. Na tarde desta terça, a moeda americana perdia quase 1% para ser cotada a R$ 3,13, se distanciando ainda mais dos R$ 3,20.

Assim, em Rio Grande a soja disponível recuava 0,64% para R$ 78,00 por saca, enquanto no mercado futuro a baixa era ainda mais severa, de 1,94%, para R$ 76,00. No terminal de Paranaguá, queda no disponível, de 0,61% para R$ 81,50, mas alta de 1,28% no mercado futuro, por outro lado, R$ 79,00 por saca.

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas
Soja: mercado mantém tom negativo com foco na safra americana

Na contramão desse cenário, a boa demanda pelo produto continua a dar sustentação aos preços

Ao longo do pregão de hoje, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) reduziram as perdas. Às 11h24 (horário de Brasília), as principais posições da oleaginosa exibiam quedas entre 7 e 12,75 pontos. Os vencimentos retomaram o patamar de US$ 10 por bushel e o setembro/16 era cotado a US$ 10,25 por bushel. Apenas o março/17 trabalhava a US$ 9,97 por bushel.

De acordo com o economista e analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, as boas condições climáticas no Meio-Oeste continuam sendo o principal fator de pressão nos preços. “No cinturão produtor do país há boa umidade nos solos e as temperaturas estão mais amenas”, reforça.

Na porção leste da região produtora, como os estados de Indiana e Ohio, enfrentam alguns bolsões de seca que inspiram atenção, conforme ainda pondera o analista. “Mas, no geral, o clima segue promovendo as condições para uma safra recorde”, completa.

Em seu último boletim de oferta e demanda, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estimou a produção americana de soja em 110,5 milhões de toneladas na temporada 2016/17. E, em torno de 72% das lavouras ainda permanecem em boas ou excelentes condições.

Na contramão desse cenário, a boa demanda pelo produto continua a dar sustentação aos preços, ainda na visão do analista da Granoeste. A China continua adquirindo produto norte-americano, o que tem dado sustentação aos preços em Chicago.

“Os chineses ainda buscam mercadoria e há especulações de que nos próximos três meses deverão ser embarcadas ao país mais de 15,5 milhões de toneladas da oleaginosa”, disse o consultor de mercado da Novo Rumo Corretora, Mário Mariano.

Ainda hoje, o USDA reportou a venda de 261 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos. O volume negociado deverá ser entregue na temporada 2016/17.

Mercado brasileiro

Diante da queda em Chicago e também no dólar, as cotações praticadas no Porto de Rio Grande recuaram nesta sexta-feira. A saca disponível era cotada a R$ 81,30, com perda de 0,85% e o preço futuro a R$ 79,80 a saca e desvalorização de 1,24%.

A moeda norte-americana opera com instabilidade na sessão desta sexta-feira. Às 11h39 (horário de Brasília), o câmbio recuava 0,17% e era cotado a R$ 3,2278. Segundo dados do site G1, a desaceleração do ritmo de intervenção no mercado por parte do Banco Central e as incertezas sobre o ajuste fiscal no Brasil contribuem para o cenário.

Fonte: Agronotícias MT

Soja: Cotações seguem em alta; saca é negociada acima de R$ 90/sc

Os preços da soja e derivados continuam em alta no mercado brasileiro. A média ponderada da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, subiu 2,4% em sete dias, a R$ 83,57/sc 60 kg na sexta-feira, 20. Além da firme demanda, especialmente externa, a valorização do dólar frente ao Real na última semana também impulsionou as cotações.

Nos portos brasileiros, o grão chegou a ser negociado acima dos R$ 90,00/sc de 60 kg, tanto no spot quanto para entrega em fevereiro de 2017. Nos quatro primeiros meses de 2016, foram exportadas 20,89 milhões de toneladas de soja em grão, volume 60% superior ao do mesmo período de 2015, segundo a Secex.
Com esse intenso ritmo de embarques, os excedentes domésticos seguem diminuindo. Segundo colaboradores do Cepea, cerca de 70% da safra brasileira 2015/16 foi comprometida, sendo que mais de 50% já havia sido comercializada antes de a colheita ser iniciada.
Se considerada a produção estimada pela Conab, de 96,905 milhões de toneladas, restam menos de 30 milhões de toneladas de soja no Brasil para serem comercializadas até a chegada da nova safra, em 2017.
Fonte: Notícias Agrícolas
Soja precoce plantada no Paraná tem problema de germinação por seca, diz Ocepar

As primeiras lavouras de soja plantadas no Paraná, segundo maior Estado produtor da oleaginosa do Brasil, estão tendo problemas de germinação em função do tempo seco, afirmou nesta sexta-feira o gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas no Paraná (Ocepar), Flávio Turra. “Já tem soja plantada no Paraná… as lavouras plantadas mais cedo estão com problemas, tem pouco coisa plantada, mas se tivesse chuva teria mais soja no campo”, afirmou ele.

“Para quem semeou é um problema, vi lavouras de soja começando a germinar, e elas não estavam boas”, acrescentou ele. Ele disse que é difícil estimar no momento o total semeado no Estado na safra 2017/18.

O plantio de soja do Paraná deverá alcançar um recorde de 5,4 milhões de hectares, 3 por cento maior na comparação com 2016/17. O governo do Paraná, em levantamento divulgado no início da semana, ainda não registrava o início dos trabalhos de plantio de soja.

No ano passado, o plantio efetivamente começou a partir do dia 20 de setembro, mas em 2017 produtores já foram autorizados a plantar a partir de 10, com o fim do período do vazio sanitário, estabelecido para combater a ferrugem da soja. Dados climáticos publicados no terminal Eikon da Thomson Reuters indicam pouca chuva no Estado até pelo menos o dia 24 de setembro, com acumulados no período de menos de cinco milímetros na maioria das regiões.

No caso do milho, Turra não mostrou a mesma preocupação. Disse que o cereal é mais resistente. Além disso, afirmou que a área de milho verão no Paraná é pequena. Enquanto isso, em Mato Grosso, o maior produtor de soja do Brasil, produtores aguardam o fim do vazio sanitário na próxima semana para iniciar os trabalhos, mas as previsões climáticas não são melhores que no Paraná, o que pode dificultar o cultivo.

Segundo o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca, são surpreendentemente fracas as projeções de chuvas para regiões que tradicionalmente começam o plantio precocemente, como Campo Novo do Parecis (oeste). “Sim, há preocupação especialmente para quem faz o algodão (na segunda safra e antecipa o plantio de soja)”, disse ele.

Em 2016, o plantio começou mais cedo, lembrou Latorraca, “mas ano passado foi perfeito, foi uma exceção”. No início da semana, especialistas alertaram que as previsões climáticas sugerem que o plantio de soja no Brasil, maior exportador do produto, deve sofrer atraso na safra atual, por conta da escassez de chuva.

Fonte: Reuters

Soja mantém valorização nos EUA – Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na sexta-feira (16.12) alta de 7,75 centavos de Dólar no contrato de Janeiro/17, chegando a US$ 10,3675 por bushel. O contrato de Março/17 subiu 7,50 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Maio/17 valorizou 7,75 centavos de Dólar.

O mercado norte-americano de soja exibiu ganhos nas principais cotações dos futuros no fechamento da semana, recuperando um pouco das perdas acumuladas neste período. A demanda mundial segue aquecida, mas os investidores acompanham a possibilidade de novas altas no Dólar, provocadas pela elevação na taxa básica de juros dos Estados Unidos.

Fonte: Agrolink

Soja intensifica ganhos em Chicago com clima nos EUA e puxa preços nos portos do Brasil

Os futuros da soja vêm intensificando suas altas na Bolsa de Chicago e, por volta das 13h (horário de Brasília), subiam quase 30 pontos nos principais vencimentos. O contrato agosto/16, que passa a ser a referência para o mercado spot, era negociado a US$ 11,28, enquanto o novembro/16, indicativo para a nova safra dos EUA, era cotado a US$ 11,12 por bushel.

O mercado dá continuidade às boas altas registradas na sessão anterior e busca garantir uma recuperação a patamares importantes depois do forte recuo dos últimos dias. No radar dos traders, segundo explicam analistas, estão no primeiro plano as previsões que indicam um tempo mais quente e seco nos próximos dias para o Meio-Oeste americano.
O Corn Belt, de acordo com os últimos mapas climáticos do NOAA – o departamento oficial de clima dos EUA – deverá contar com temperaturas bastante elevadas, acima da média para essa época do ano – e com chuvas que podem ficar abaixo do normal em um itervalo dos próximos 6 a 10 e 8 a 14 dias.
“O mais recente modelo indica uma área maciça de calor no coração do Cinturão de milho. Isto é acompanhado por precipitação inferior ao normal. Parece que o mercado está empurrando um prêmio de risco firmemente nos mercados de soja e milho”, segundo noticiou o portal internacional Agrimoney, nesta quarta-feira.
Além disso, também de acordo com analistas nacionais e internacionais, os traders receberam bem os números apresentados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta terça (12), em seu reporte mensal de oferta e demanda, que indicaram maior demanda pela soja norte-americana – com aumento das exportações e esmagamento – além de estoques globais menores da temporada 2016/17.
Dólar e preços no Brasil
No Brasil, o dólar volta a cair – e perdia 0,19%, perto das 13h20, para ser cotado a R$ 3,292 na tarde de hoje – mas as altas em Chicago e os prêmios, que chegam a bater em US$ 2,00 sobre os preços do mercado futuro norte-americano no porto de Paranaguá, neutralizam essa pequena baixa e, mais uma vez, permitem uma recuperação das cotações.
Os negócios, entretanto, são limitados para a soja brasileira, uma vez que a oferta é escassa e os preços, que caíram recentemente, ainda não estimulam os produtores. Além disso, já há mais de 80% da safra 2015/16 comercializada e, para a safra nova, são esperadas melhores oportunidades, após bons volumes também já terem sido negociados.
Na tarde desta quarta-feira, em Paranaguá, as referências para a soja eram de R$ 91,50 no disponível, e de R$ 87,00 no mercado futuro, com altas respectivas de 1,67% e 3,33%. Já em Rio Grande, R$ 90,50 e os mesmos R$ 87,00, os ganhos, porém, eram de 3,31% e 1,75% em relação ao fechamento de ontem.
Fonte: Notícias Agrícolas
Soja Brasil começa na próxima segunda-feira em Mato Grosso

Soja Brasil é considerada a maior expedição por lavouras de soja já realizada no Brasil

Começa na próxima segunda-feira (12/09) a etapa Mato Grosso do programa Soja Brasil. A “Carrega Brasil”, a carreta do programa, inicia sua rota por Campos de Júlio e segue para mais 16 municípios do Estado até o dia 07 de outubro abordando o tema gestão de propriedades rurais. No total serão mais de cinco mil quilômetros rodados pela Caravana.

Esta edição do Soja Brasil é um pouco diferente das outras edições, que normalmente aconteciam em duas etapas, sendo a primeira em outubro e a segunda em janeiro do ano seguinte. Neste ano o programa será realizado nos meses de setembro e outubro.

A programação conta com palestra sobre gestão de índices, custos e resultados e a sucessão nas empresas rurais familiares, sempre no período noturno. Já na manhã do dia seguinte acontece oficina do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/MT) com o tema implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção, seguido de apresentação do software Referência, que será feita pela Aprosoja.

Segundo o presidente do Sistema FAMATO/SENAR, Rui Prado, o projeto Soja Brasil é importante para mostrar a todo o Brasil a importância de Mato Grosso como um dos maiores produtores de grãos do mundo. “É um programa que, além de levar informações e conhecimento ao produtor, também abre espaço, na mídia, para discussões de assuntos, dificuldades e desafios de cada safra”.

Para o superintendente do SENAR/MT, Otávio Celidonio, o projeto destaca a importância de ter um trabalho profissional na gestão das propriedades rurais. “Nesta etapa de 2016, temos na programação do SENAR/MT para o Soja Brasil oficinas de custo de produção e indicadores. Além de conhecimento e informações, o Soja Brasil também é o ponto de encontro e palco para troca de experiências”.

O Soja Brasil é considerada a maior expedição por lavouras de soja já realizada no Brasil.  Assim que o plantio da oleaginosa começa, as equipes do SENAR-MT e parceiros colocam o pé na estrada para acompanhar todos os detalhes desde a preparação do solo até o último grão colhido.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

1º SEMANA

Campos de Júlio

12 de setembro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Hyberville Paulo D?Athaide Neto
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrante Hugo Monteiro da Cunha
13 de setembro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Sapezal

13 de setembro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Hyberville Paulo D?Athaide Neto
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrante Hugo Monteiro da Cunha
14 de setembro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Campo Novo do Parecis

14 de setembro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Hyberville Paulo D?Athaide Neto
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrante Hugo Monteiro da Cunha
15 de setembro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Diamantino

15 de setembro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Hyberville Paulo D?Athaide Neto
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrante Hugo Monteiro da Cunha
16 de setembro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Tapurah

16 de setembro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Hyberville Paulo D?Athaide Neto
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrante Hugo Monteiro da Cunha e Eduardo Leon
17 de setembro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)
Ipiranga do Norte

19 de setembro
19:00 ? Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Rafael Ribeiro de Lima filho
20:00 ? A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrante Eduardo Leon
20 de setembro
07:30 ? Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Sinop

21 de setembro
Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Rafael Ribeiro de Lima filho

Nova Mutum

22 de setembro
19:00 ? Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Rafael Ribeiro de Lima filho
20:00 ? A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrante Eduardo Leon
23 de setembro
07:30 ? Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)
Querência

26 de setembro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Alex Lopes da Silva
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrantes Felipe Leal/Charles Daneberg
27 de setembro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Gaúcha do Norte

27 de setembro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Alex Lopes da Silva
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrantes Felipe Leal/Charles Daneberg
28 de setembro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Canarana

28 de setembro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Alex Lopes da Silva
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrantes Felipe Leal/Charles Daneberg
29 de setembro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Água Boa

29 de setembro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Alex Lopes da Silva
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrantes Felipe Leal/Charles Daneberg
30 de setembro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Nova Xavantina

30 de setembro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Alex Lopes da Silva
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrantes Felipe Leal/Charles Daneberg
01 de outubro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Paranatinga

03 de outubro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Gustavo Adolfo Aguiar
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrantes Sandro Al Alam Elias
04 de outubro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Primavera do Leste

04 de outubro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Gustavo Adolfo Aguiar
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrantes Sandro Al Alam Elias
05 de outubro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Jaciara

05 de outubro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Gustavo Adolfo Aguiar
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrantes Sandro Al Alam Elias
06 de outubro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Alto Garças

06 de outubro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados
Palestrante Gustavo Adolfo Aguiar
20:00 – A sucessão nas empresas rurais familiares
Palestrantes Sandro Al Alam Elias
07 de outubro
07:30 – Implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção
Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 ? Apresentação software Referência (APROSOJA)

Fonte: Senar – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural

SLC Agrícola estima aumento de 5,1% no plantio 2016/17 para 396,4 mil ha

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos e oleaginosas do Brasil, indicou crescimento de 5,1 por cento na área total de plantio para a safra 2016/17, para 396,4 mil hectares, segundo comunicado publicado nesta quinta-feira.

O aumento anual foi avaliado pela companhia como “modesto” comparado ao histórico recente da empresa, que disse também que isso reflete os esforços da atual gestão em focar na geração de caixa.

A soja, que responde pela maior parte da área de plantio da SLC, deverá ser semeada em 229,7 mil hectares, aumento de 8 por cento ante a safra 2015/16.

O algodão deverá sofrer uma redução de 6,4 por cento na área, para 87,4 mil hectares, acrescentou a SLC em sua primeira estimativa geral de intenção de plantio.

A área de plantio do milho terá aumento de 12,4 por cento ante a safra anterior para 75,3 mil hectares, dos quais 74 mil hectares serão de milho da segunda safra, segundo a companhia.

 

Reuters
Autor: Laís Martins
Sistema radicular e nutrição da soja em função da compactação do solo

A compactação do solo diminui o crescimento radicular, podendo afetar tanto o desenvolvimento quanto a produtividade da soja. No presente trabalho, estudaram-se os efeitos da compactação subsuperficial na morfologia radicular da soja (Glycine max L. Merrill), procurando relacioná-los ao crescimento e à nutrição da planta. O ‘Primavera’ foi cultivado até os 37 dias da emergência, em vasos onde a camada de 15-18,5 cm de profundidade foi campactada a 1,03, 1,25, 1,48 e 1,72 g/ cm3, em um latossolo vermelho-escuro com 80% de areia e 16% de argila e cuja compactação em subsuperfície levou a um acúmulo de raízes na camada superficial do vaso, sem grandes consequências na nutrição da planta. Na densidade aparente de 1,72 g/cm3, as raízes não conseguiram penetrar, embora já houvesse alguma restrição ao crescimento na densidade de 1,25 g/ cm3. Quando a camada compactada apresentava resistência à penetração de 0,69 MPa, houve uma redução de 50% no crescimento radicular da soja.

 

Veja o artigo na integra clicando aqui.

 

Autora: ROSOLEM, C.A.; ANA CRISTINA DA SILVEIRA ALMEIDA, A.C.S.; SACRAMENTO, L.V.S.

 

Revista Bragantia

Fonte: Revista Bragantia

Sistema de plantio direto se consolida na região do cerrado brasileiro

A abertura oficial da 15ª edição do Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha – 15 ENPDP foi realizada na noite do dia 20 de setembro, no Centro de Eventos da Universidade Federal de Goiás (UFG) – Campus Samambaia (Goiânia/GO).

A mesa de abertura foi composta por Alfonso Sleutjes –  diretor presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (Febrapdp); José Mário Schreiner – presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás Faeg); Orlando Afonso Vale do Amaral – reitor da Universidade Federal de Goiás, Flávio Breseghello, chefe geral da Embrapa Arroz e Feijão; Nelson Ramos – representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Pedro Arraes – presidente da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária de Goiás (Emater/GO);  Rubens de Souza Andrade – representante da Itaipu Binacional, Miguel Carballau – presidente da Confederação das Associações Americanas para a Agricultura Sustentável (CAAPAS),  Rocq Dechen – presidente da Fundação Agrisul; e, Bartolomeu Brás Ferreira – presidente da Aprosoja Goiás.

O encontro, que vai até o próximo dia 22 de setembro com o dia de campo sobre plantio direto e gases de efeito estufa, a ser realizado na Fazenda Capivara, sede da Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás/GO) conta com a participação de 600 representantes dos diversos segmentos da agropecuária, instituições públicas e privadas, professores e estudantes universitários, técnicos e extensionistas, consultores e produtores rurais de diversas regiões do país.

A edição deste ano traz como tema central ‘Palha, Ambiente e Renda’ e busca levantar aspectos para a melhoria da produção e renda agropecuária e debater sobre o Sistema Plantio Direto (SPD), que possibilita a conservação do solo e a melhoria da produção, além de diminuir seu custo.

A rotação de culturas, o controle biológico de pragas e doenças, a fertilidade do solo, o estresse hídrico, a mecanização agrícola e os sistemas integrados de produção são alguns dos temas que estão sendo debatidos na programação.

A conferência de abertura foi proferida pelo analista financeiro, Miguel Daoud, que debateu sobre as “Oportunidades e desafios no agronegócio”, tanto no contexto global, quanto nas decisões de governo e outros fatores que influenciam os setores produtivos do Brasil e as decisões de negócios na indústria e agronegócio.

Para Flávio Breseghello, o plantio direto é uma das tecnologias necessárias que, junto com outras tecnologias, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a fixação biológica de nitrogênio e a utilização de microrganismos benéficos à produção são condições importantes para a conservação do solo e melhoria da produtividade. “Estas ações estão sendo discutidas, também, em outros segmentos e instituições, indicando que estas coisas estão acontecendo”.

Pedro Arraes, em sua apresentação de boas vindas aos participantes, destacou que o Brasil tem um papel muito importante na pesquisa em agricultura tropical e que muito temos, ainda, que pensar e avançar na conservação ambiental, na biodiversidade, na produtividade de alimentos sustentáveis, nas pesquisas que estão sendo feitas e que tragam benefícios, efetivamente, para todos”.

Em 1996, o ENPDP ocorreu em Goiânia e teve uma abrangência para toda a região Centro-Oeste e outros estados do país, como Tocantins, Bahia, Piauí. Na época, os agricultores e técnicos se reuniram para discutir e trocar experiências sobre a adoção do Plantio Direto que apresentava diversos desafios. A erosão do solo, a dificuldade de formação de palhada, as poucas alternativas de cultivos e a deficiência de máquinas e equipamentos configuravam entre os principais entraves ao avanço do plantio direto.

Agora, após 20 anos, de volta a Goiânia, o Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha consolida na região do cerrado a proposta de viabilizar a conservação do solo, a melhoria e estabilidade da produtividade com redução dos custos de produção. Foi com a adoção do sistema de plantio direto (SPD) nestas condições de clima e solo que se difundiu, por exemplo, propostas de cobertura viva e as atividades agropecuárias integradas.

Atualmente os desafios são outros e mais complexos, como a resistência de plantas daninhas ao controle de herbicidas, novas pragas e doenças, instabilidades climáticas. Porém, da mesma forma, surgem inovações que devem ser avaliadas, validadas e difundidas. O conceito de SPD se ampliou, e hoje se aplica em todas as atividades agropecuárias e nos diferentes cultivos, como feijão, arroz, milho, sorgo, trigo, hortaliças, cana-de-açúcar, café, pastagens.

Fonte: Embrapa

Simpósio sobre grãos alimentícios destaca combate à fome e segurança alimentar

Como parte da programação referente a celebração do Ano Internacional das Leguminosas de Grãos Alimentícios (IYP 2016), a Embrapa Arroz e Feijão, em conjunto com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Goiás (Emater/GO) estão promovendo o simpósio ‘Sustentabilidade na produção das leguminosas de grãos alimentícios no Brasil’, que será realizado no dia 7 de outubro, na Fazenda Capivara, sede da Embrapa Arroz e Feijão, localizada em Santo Antônio de Goiás (GO).

O evento conta com a participação de representantes do estado e dos municípios, extensionistas, consultores rurais e produtores da região. O objetivo é discutir como a pesquisa e a extensão podem contribuir para a produção sustentável dessas leguminosas, assim que serão abordados temas relativos a produtividade e aos aspectos sociais, econômicos e ambientais. Espera-se com esse evento reforçar a importância do consumo das leguminosas de grãos alimentícios como grandes aliados na luta contra a desnutrição infantil, a obesidade e a inclusão na dieta humana.

A programação do simpósio consta de cinco temas: 1) Leguminosas de grãos alimentícios e sua relação com a segurança alimentar – Gustavo Chianca (FAO); 2) A importância social das leguminosas de grãos alimentícios para o Estado de Goiás – Pedro Antônio Arraes Pereira (Emater-GO); 3) A contribuição econômica das leguminosas de grãos alimentícios para o país – Marcelo Eduardo Lüders (Correpar Corretora); 4) Contribuições da pesquisa para a sustentabilidade ambiental da produção das leguminosas de grãos alimentícios no país – Alcido Wander (Embrapa Arroz e Feijão); e 5) Os segredos do GTEC para o sucesso do feijão – Hélio Dal Bello (GTEC-Feijão).

O Brasil é o maior produtor e consumidor de feijões-comum do mundo, produzindo e consumido todos os anos em torno de 2,7 milhões de toneladas. Sete de 10 brasileiros consomem feijão todos os dias, fazendo dele o prato-símbolo da nossa cultura gastronômica.

Atualmente, o Estado do Mato Grosso é a nova fronteira para o feijão-comum e para o feijão-caupi, sendo cultivado em torno de 200 mil hectares e gerando boas expectativas de acesso ao mercado nacional e internacional.

Com o feijão-comum, de grãos brancos, vermelhos, rajados ou pretos, por exemplo, há espaço para investimentos em exportações, pois o país é potencial fornecedor mundial desses grãos, concorrendo diretamente com Estados Unidos, Argentina e buscando clientes na Asia, Europa, América Central e África.

Desta maneira, o Ano Internacional das Leguminosas de Grãos Alimentícios (IYP 2016) possibilitará uma série de discussões sobre o quanto ainda podemos avançar em relação ao conhecimento destes alimentos, evidenciando para a sociedade brasileira a potencialidade ainda não explorada destas leguminosas e fortalecendo no combate à fome e desnutrição mundial.

Fonte: Embrapa

Simbiose é destaque no Canal Rural com tecnologia inédita para o controle da lagarta-falsa-medideira

ori_92_fdfdfdfOs produtores de soja enfrentam sérios problemas para o controle da lagarta-falsa-medideira. Desta forma, a Simbiose se propôs a desenvolver de maneira inédita o primeiro inseticida biológico à base de Baculovírus para o controle da praga. Os resultados obtidos com o projeto irão promover inúmeros benefícios aos agricultores brasileiros trazendo inovação tecnológica para a cadeia produtiva da cultura.

Confere a matéria completa no link abaixo:

http://migre.me/sY4uo

Seminário reúne especialistas para debater a conservação do solo

A conservação do solo e os desafios para a produção sustentável serão debatidos durante seminário no próximo dia 12, das 9h às 12h50, no auditório da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília O evento visa aprofundar as discussões sobre o tema, a fim de contribuir para a formulação de políticas públicas, e reunirá especialistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e do setor privado.

Promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Distrito Federal (Senar/DF), o seminário faz parte das atividades do Dia Nacional da Conversação do Solo, comemorado em 15 de abril.  O evento é aberto ao público e as inscrições devem ser feitas no site www.agricultura.gov.br/dia-nacional-da-conservação-do-solo  ou entre 8h e 9h do dia 12, no auditório da CNA.

Segundo o chefe da Divisão de Agricultura Conservacionista do Mapa, Maurício Carvalho de Oliveira, a discussão sobre a conservação do solo é essencial para o Brasil não só por sua importância para a agricultura no presente e no futuro, como também por seu papel na segurança alimentar nacional e mundial: “Temos que estabelecer uma política capaz de assegurar o desenvolvimento do setor agrícola e o equilíbrio ambiental, atendendo às necessidades das populações atuais, sem comprometer as gerações futuras.”

O planejamento do uso e conservação dos recursos naturais, principalmente do solo, da água e da biodiversidade, são fundamentais para o país alavancar o desenvolvimento sustentável, destaca Carvalho. “O uso e o manejo inadequados provocam sérios impactos ao meio ambiente, com reflexos negativos na produtividade das culturas e na qualidade de vida das populações. Por isso, o planejamento de uso das terras é essencial à sustentabilidade dos processos produtivos agropecuários e à manutenção da integridade dos ecossistemas.”

O chefe da Divisão de Agricultura Conservacionista do Mapa ressalta ainda a importância de os setores público e privado chegarem a um consenso para estabelecer e implementar políticas e instrumentos que garantam a sustentabilidade e a renda do produtor rural. Nas últimas décadas, acrescenta, o Brasil teve relevantes avanços em produtividade e no manejo sustentável da terra, com o aumento do plantio direto, da segurança dos alimentos e do recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos, o que demonstra o comprometimento do agricultor com a sociedade e a preservação ambiental.

Para Carvalho, é crucial que o Brasil continue ampliando o uso de tecnologias como o plantio direto, a integração lavoura-pecuária-floresta e a recuperação de pastagens degradadas, todas previstas no Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), para reforçar a conservação do solo, da água e dos recursos naturais.

Fonte: Min. da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Secretário-executivo do Mapa viaja à Rússia para intensificar negociações e participar de feira agropecuária

Na Prod Export, maior exposição de produtos agrícolas do país, Novacki falará sobre a qualidade dos produtos brasileiros

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, embarca nesta quarta-feira (1°) para a Rússia, onde participa de mais uma rodada de negociação para ampliar o comércio entre os dois países. O primeiro compromisso será na sexta-feira (3), quando Novacki se reunirá com o vice-ministro de Agricultura da Rússia, Evgeny Gromyko.

No mesmo dia, o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Eduardo Rangel, mantém encontro com o chefe do Serviço Federal de Supervisão Veterinária e Fitossanitária (Rosselkhoznadzor) da Rússia, Sergey Dankvert, para discutir sobre a legislação dos dois países.

No dia seguinte, os representantes do Mapa participarão da Prod Export, maior feira de produtos agropecuários da Rússia. No evento, o secretário-executivo fará uma apresentação sobre a qualidade dos produtos brasileiros, e Rangel falará sobre as garantias fitossanitárias do país.

A Rússia é um país com quase 150 milhões de habitantes e um PIB (Produto Interno Bruto) de cerca de U$ 1,3 trilhão. De acordo com dados do Mapa, o agronegócio representa 92% do total das exportações para o país asiático. Em 2015, as carnes – bovina, suína e aves – somaram 60% do total das exportações do setor para os russos.

Essa será a segunda visita do secretário-executivo do Mapa à Rússia em um período de quatro meses. A primeira foi em outubro do ano passado, quando Novacki negociou a ampliação do número de plantas frigoríficas autorizadas a exportar carnes para aquele país.

Na oportunidade, Novacki ainda discutiu com os russos a abertura do mercado para mel, frutas, ovos, lácteos e rações para animais de pequeno porte (pets). Por sua vez, os russos pretendem aumentar as exportações de pescados e trigo para o Brasil.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Secretaria de Defesa Agropecuária deve priorizar combate a fraudes em insumos

Entre as prioridades do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para este e o próximo ano, estão projetos de combate à fraude em insumos de origem animal e vegetal e planejamento de médio e longo prazo para mudar o estado sanitário de pragas e doenças, como a mosca da fruta e a febre aftosa. Para avançar nessas ações, técnicos do ministério participam, a partir desta quinta-feira (23), de oficina de planejamento realizada pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) com o tema Transformando Desafios e Oportunidade em Resultados.

As palestras giram em torno dos resultados alcançados em 2016 e a previsão do que será ampliado e implementado nestes dois anos, com o objetivo de contribuir para a meta estabelecida pelo ministro Blairo Maggi, de elevar a participação do agronegócio brasileiro no mercado mundial dos atuais 6,9% para 10% em cinco anos.

No balanço de 2016, de acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, se destacam o fortalecimento das áreas de planejamento, de acompanhamento e inteligência, e a agilização de processos administrativos. “Na oficina do ano passado, identificamos os principais riscos internos e externos para produtos de origem vegetal e animal, o que permitiu  melhorar o relacionamento com a vigilância sanitária internacional”, observou, acrescentando que fortalecer a rede de laboratórios foi uma estratégia de sucesso, “que queremos repetir em outros setores, nos organizando e pensando de maneira coletiva”.

Participam do evento diretores de departamentos e coordenadores. “A finalidade da oficina é pactuar planos estratégicos de cada um dos departamentos e levá-los ao ministro para trabalharmos com mais foco”, explicou o secretário.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Seca em lavouras contribuiu para queda do PIB agropecuário

Seca em lavouras contribuiu para queda do PIB agropecuário

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira (7) o PIB (Produto Interno Bruto) de 2016 que mostrou recuo de 3,6%, sendo que a Agropecuária teve queda de 6,6%, a Indústria, de 3,8%, e Serviços, de 2,7%. O recuo da Agropecuária foi o maior observado desde 1996. Representado em valores correntes, o PIB é de R$ 6,266 trilhões, da Agropecuária, R$ 295,20 bilhões, Indústria, R$ 1,15 trilhão e Serviços, R$ 3,96 trilhões. Expressa em percentual, a participação da Agropecuária é de 4,71%, da Indústria, 18,35% e dos Serviços, 63,34%.

Os produtos que podem ser apontados como principais responsáveis pela queda do PIB Agropecuário, são algodão, arroz, café conilon, cacau, feijão, fumo, laranja, milho e soja. De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola (SPA), José Garcia Gasques, “esses produtos tiveram fortes quedas de produção e de produtividade, que repercutiram acentuadamente sobre o valor dos bens produzidos no ano de 2016”. As reduções ocorreram, principalmente, pelas secas que afetaram várias lavouras, especialmente nos cerrados, observou.

Em 20 anos, a taxa anual média de crescimento do PIB da Agropecuária é de 3%, e do PIB é de 2,3%. Os anos que apresentaram maior crescimento da Agropecuária foram, 1999 (6,5%), 2001 (5,3%), 2002 (8,0%), 2003 (8,1%), 2006 (4,8%), 2008 (5,5%), 2010 (6,8%), 2011 (5,6%), 2013 (7,9%).

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Fonte: Min. da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Seca afetou canaviais principalmente de Goiás e Triângulo Mineiro, diz FCStone

A estiagem no centro-sul do Brasil, que se intensificou em setembro, deverá impactar negativamente a produtividade dos canaviais da região neste restante de safra 2017/18, iniciada em abril, disse nesta segunda-feira o analista João Paulo Botelho, da INTL FCStone. “Não dá para dizer que é um efeito generalizado. A seca foi mais forte no Triângulo Mineiro e em Goiás, mas isso terá, sim, um impacto negativo no TCH (tonelada de cana por hectare) e na moagem da safra atual”, explicou à Reuters no intervalo do Novacana Ethanol Conference, em São Paulo.

Minas Gerais e Goiás estão entre os maiores produtores de cana do Brasil, atrás de São Paulo. Conforme Botelho, o problema climático pode até provocar um encerramento antecipado dos trabalhos de campo no centro-sul, mas ainda assim será algo “dentro da normalidade”, no mês de novembro.

A INTL FCStone projeta que o centro-sul processará 584 milhões de toneladas de cana neste ciclo, abaixo das quase 590 milhões de toneladas inicialmente consideradas e inferior também ante as 607 milhões de toneladas de 2016/17. Segundo o analista, a revisão para baixo considera tanto a estiagem quanto as geadas durante o inverno, que afetaram principalmente os canaviais do Paraná.

Fonte: Reuters

Santa Catarina estabelece vazio sanitário da soja para combater ferrugem asiática

No período entre 15 de junho a 15 de setembro fica proibido ter plantas de soja em crescimento no estado. A medida visa proteger as lavouras catarinenses da ferrugem asiática da soja e atende a uma demanda do setor produtivo. A Portaria nº 18/2017 foi assinada nesta quinta-feira (27) pelo secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, em Abelardo Luz.

Para que seja respeitado o vazio sanitário, a Portaria proíbe a semeadura de soja no período de 11 de fevereiro até 14 de setembro de cada ano em Santa Catarina. O secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, destaca que o vazio sanitário foi estabelecido após ampla discussão envolvendo a Secretaria da Agricultura, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e representantes do setor produtivo catarinense. “A medida traz mais segurança para os produtores catarinenses e protege as lavouras da ferrugem asiática, que pode comprometer todo cultivo”, ressalta.

Cada estado do país pode estabelecer o período mais adequado para o vazio sanitário da soja, de acordo com suas condições climáticas. O secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, explica que, no caso de Santa Catarina, o frio intenso que ocorre no inverno nas regiões produtoras de soja, normalmente, já elimina todas as plantas de soja vivas, que são queimadas pela geada. Se isso não ocorrer, é necessário o controle químico por meio de dessecação com herbicidas.

Segundo o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no período de vazio sanitário não deve haver soja em estado vegetativo para que o fungo, que causa a ferrugem asiática, e seus esporos não consigam sobreviver e contaminar o próximo plantio.

Soja em Santa Catarina

Os produtores catarinenses colheram a maior safra de soja da história. A produção chegou a 2,4 milhões de toneladas, 13,4% a mais do que no último ano. A soja vem ganhando cada vez mais espaço nas lavouras catarinenses, principalmente as áreas que antes eram usadas para o plantio de milho. Na safra 2016/17, o grão ocupou 660,2 mil hectares no estado, a maior área plantada já registrada. O aumento na produção é o resultado da combinação entre área plantada e produtividade, o rendimento médio das lavouras catarinenses chega a 3,6 toneladas por hectare – um aumento de 11,24% em relação à última safra.

A soja é ainda um grande produto na pauta de exportações de Santa Catarina. Em junho, de tudo o que o estado exportou, 11,4% era do complexo soja. No acumulado do ano, de janeiro a junho, o volume exportado foi 15% superior ao volume exportado no mesmo período de 2016, passando de 1,2 milhão de toneladas. Os principais destinos da soja catarinense são China, Rússia, Coreia do Sul e Tailândia.

Fonte: Epagri

Safra de grãos do Ceará deve ser 195,1% maior neste ano

O Ceará deve ter uma safra 2,55% maior de grãos em 2017, comparado com estimativa de outubro, segundo a décima primeira atualização do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O órgão estima que Estado deverá produzir 554.130 toneladas até o fim do ano. O número representa um crescimento de 95,57% em relação à primeira edição do relatório (283.344 t), lançada em janeiro deste ano.

 

Em relação a safra de 2016, caso seja confirmado quantidade estipulada pelo LSPA, o valor seria 195,17% superior, quando o Estado produziu 187.731 toneladas de grãos, que inclui cereais, leguminosas e oleaginosas. A variação positiva foi puxada pelo aumento na expectativa de arroz irrigado, milho de sequeiro, fava, amendoim e mamona. Já para o arroz de sequeiro, o feijão-de-corda, o feijão-de-arranca e o algodão herbáceo de sequeiro, no entanto, a estimativa foi reduzida.

Ainda segundo o IBGE, o Brasil não teve um bom resultado e deverá produzir um número de grãos inferior ao que havia sido estimado no último relatório divulgado. Para o País, a queda da estimativa é de 0,1%. E a tendência deve ser mantida para 2018, com o IBGE afirmando que espera que a safra de grãos seja 9,2% menor em relação a este ano. Seriam 219,5 milhões de toneladas em 2018, 22,4 milhões a menos do que o esperado de 2017.

 

Apesar do bom resultado para os grãos, o Ceará teve a expectativa para a safra de frutas frescas – que inclui morango, banana, goiaba, laranja, melão, limão e outros – reduzida em 3,72. De acordo com o IBGE, a produção deverá fechar 2017 com 819.945 toneladas de frutas frescas. A expectativa na décima edição deste ano era de 850.608 toneladas.

Já a categoria de frutos secos, que agrupa a castanha de caju comum e a castanha de caju anão, foi a que apresentou o maior crescimento percentual do LSPA, chegando a ser apontada como 20,20% maior do que a esperada no relatório anterior.

Em 2017, o IBGE estima que o Ceará deverá obter 54.148 toneladas de frutos secos, quase dez mil toneladas a mais do que se esperava no mês de outubro (45.050 t). O volume apontado na décima primeira edição do LSPA é ainda 27,12% superior ao divulgado no relatório de janeiro deste ano.

 

Produtividade

Para os tubérculos e raízes, apenas a batata-doce de sequeiro teve a expectativa de produção reduzida, o que fez com o relatório do IBGE apontasse um crescimento de 3,58% em relação aos dados divulgados em outubro. A categoria, que também agrupa a macaxeira irrigada, a macaxeira de sequeiro e a mandioca de sequeiro deve fechar 2017 com a safra de 511.967 toneladas.

O LSPA do IBGE ainda trata do crescimento (0,03%) da expectativa para os frutos com rendimento expresso em mil frutos: o abacaxi de sequeiro, o coco da baía (seco) e coco. O Estado deve terminar o ano produzindo 189.319 mil frutos desse tipo.

Safra de algodão deverá crescer em 5%, diz IMEA

O Comitê Consultivo Internacional de Algodão (Icac) divulgou nova previsão para o algodão mundial. De acordo com o boletim informativo do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) espera-se que

O Comitê Consultivo Internacional de Algodão (Icac) divulgou nova previsão para o algodão mundial. De acordo com o boletim informativo do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) espera-se que a área da safra 17/18 cresca 5%, prevista em 30,8 milhões de hectares.

O relatório ainda mostra que a produção  deverá ter alta de 4% para para 23,58 milhões de toneladas e o consumo seja de 2% para 24,55 milhões de toneladas. Esta já é a terceira safra em que o consumo ultrapassa a produção.

Em contrapartida, os estoques sofreram retração, variando de 17,37 para 16,41 milhões de toneladas, representando uma queda de 6%.

O aumento de área se dá principalmente pelo acréscimo de 12% nos EUA, 7% na Índia e 3% na China, que impulsionados pelas cotações mais elevadas da safra 16/17 elevaram a produção mundial. Caso o cenário seja confirmado, o comitê projeta que as cotações médias internacionais variem entre ¢US$ 51,00/lp e ¢US$ 80,00/lp.

Fonte: Agrolinka área da safra 17/18 cresca 5%, prevista em 30,8 milhões de hectares.

O relatório ainda mostra que a produção  deverá ter alta de 4% para para 23,58 milhões de toneladas e o consumo seja de 2% para 24,55 milhões de toneladas. Esta já é a terceira safra em que o consumo ultrapassa a produção.

Em contrapartida, os estoques sofreram retração, variando de 17,37 para 16,41 milhões de toneladas, representando uma queda de 6%.

O aumento de área se dá principalmente pelo acréscimo de 12% nos EUA, 7% na Índia e 3% na China, que impulsionados pelas cotações mais elevadas da safra 16/17 elevaram a produção mundial. Caso o cenário seja confirmado, o comitê projeta que as cotações médias internacionais variem entre ¢US$ 51,00/lp e ¢US$ 80,00/lp.

Fonte: Agrolink

Safra brasileira de grãos deve alcançar 288,2 milhões de toneladas em 10 anos

A produção brasileira de grãos deverá chegar a 288,2 milhões de toneladas nos próximos 10 anos, um acréscimo de 51 milhões de t em relação à atual safra (2016/2017), de 237,2 milhões, o que representa um incremento de 21,5%. Milho e soja continuarão puxando a expansão dos grãos até 2026/27. A previsão de crescimento da área plantada de todas as lavouras (grãos e culturas permanentes) é de 13,5%, saindo de 74 milhões de hectares para 84 milhões de hectares. Já área de grãos deve aumentar 17,3% neste período.

As estimativas fazem parte do estudo de projeção da produção agropecuária brasileira para a próxima década, divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Mapa) nesta sexta-feira (21). A pesquisa envolve 29 produtos, como grãos, carnes (bovina, suína e aves), leite, frutas, fumo, celulose, papel e outros.

De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, José Garcia Gasques, o crescimento da produção agrícola no Brasil continuará sendo impulsionado pela produtividade no campo, pelo aumento do consumo do mercado interno e pela expansão das exportações.

O crescimento com base na produtividade deverá ocorrer nas novas regiões agrícolas do Brasil, no Norte e no Centro-Nordeste. O estudo, segundo Gasques, aponta que os investimentos em infraestrutura e logística nessas regiões têm dado segurança para o novo cenário agropecuário.

Produtos mais dinâmicos

Os produtos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro deverão ser algodão em pluma, milho, carne suína, carne de frango, soja grão. Entre as frutas, os destaques são manga, uva e melão.

A expansão de 13,5% na área plantada de lavouras no país está concentrada em soja (+9,3 milhões de hectares), cana-de-açúcar (+1,9 milhão) e milho (+1,3 milhão). Entretanto, segundo Gasques, algumas lavouras, como café, arroz e feijão, devem perder área, mas a redução será compensada por ganhos de produtividade.

Ainda conforme publicação do Mapa e da Embrapa, a expansão de área de soja e cana-de-açúcar deverá ocorrer pela incorporação de áreas novas, de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder espaço.

A produção de carnes (bovina, suína e aves), entre 2016/17 e 2026/27, deverá aumentar em 7,5 milhões de toneladas, com acréscimo de 28% em relação à produção de carnes de 2016/2017. As carnes de frango (33,4%) e suína (28,6%) devem apresentar maior crescimento nos próximos anos. A produção de carne bovina deve aumentar 20,5% entre o ano base e o final das projeções.

Em 2026/27, 40% da produção de soja serão destinados ao mercado interno. A produção de milho (+55,5%) e de café (+45%) também deve ser consumida internamente. “Haverá, assim, dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, devida ao crescimento do mercado interno e das exportações do país”, observa Gasques.

Projeções regionais

As projeções regionais indicam que os maiores aumentos de produção e de área da cana-de-açúcar devem ocorrer em Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, embora estes três últimos sejam ainda estados de produção pequena da cultura. Mas São Paulo, como maior produtor nacional, também projeta expansões elevadas de produção e de área do produto.

Os estados da Bahia e Tocantins devem liderar o crescimento da produção de milho nos próximos anos. Entre os grandes produtores, Mato Grosso deve continuar liderando a expansão da produção de milho e soja no país, com aumentos previstos de 41,4% e 34,1%, respectivamente. O acréscimo da produção de milho deve ocorrer especialmente pela expansão da segunda safra.

A soja deve apresentar forte expansão em estados do Norte, especialmente no Pará e em Rondônia. “Contribuem para isso a atração que a cultura apresenta e a abertura de novos modais de transporte nos próximos anos”, projeta o coordenador-geral de Estudos e Análises.

Gasques pondera que um dos fatores de incerteza são as mudanças climáticas. Segundo a Embrapa, algumas lavouras, como café, feijão e laranja, podem ter redução de produção e produtividade devido ao abortamento das flores, ocorrido com as mudanças climáticas.

Confira aqui o estudo.

Fonte: Mapa

Rondônia recebe segunda edição do concurso do café

Sucesso entre os cafeicultores, o concurso de qualidade e sustentabilidade do café realizado no ano passado pelo governo estadual projetou Rondônia entre os maiores estados brasileiros produtores. O destaque como o maior produtor do País e segundo no cultivo de Conilon é resultado de um trabalho dedicado dos cafeicultores rondonienses incentivados pelas políticas públicas de incentivo do governo do estado.

A segunda edição do concurso, que agora leva o nome de Concafé de Rondônia, será lançada na próxima segunda-feira (20), a partir das 13h, no auditório da Governadoria, no 9º andar do Edifício Pacaás, no Palácio Rio Madeira, em Porto Velho. O evento já atrai cafeicultores de todas as regiões do estado.

Ao criar um concurso para identificar e premiar produtores de café de Rondônia, o governo estadual agregou instituições como Empresa Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RO) e a Câmara Setorial do Café, incentivando, assim, maior investimento em tecnologias para a melhoria da qualidade da cultura na região. O concurso realizado em 2016 surpreendeu revelando a superioridade do café rondoniense.

Em sua segunda edição, o concurso abre caminhos para aprimorar a excelência da produção de café no estado, em todas as suas etapas. Para o governo estadual, tão importante quanto aumentar a produção de grãos é melhorar a qualidade do produto, assim, a expectativa é que este ano mais de três milhões de mudas de Conilon sejam distribuídas para os pequenos produtores rurais.

As inscrições para o Concafé estarão abertas a partir do dia 10 de abril nos escritórios locais da Emater-RO em todos os municípios. Serão R$ 25 mil em prêmio distribuídos para as três primeiras colocações, na categoria qualidade da bebida e no melhor café produzido com sustentabilidade em Rondônia. O produtor interessado em participar do Concafé de Rondônia poderá, em breve, acessar o regimento do concurso no portal da Emater-RO pelo link.

Fonte: Portal Amazônia

RO: Prazo para produtores cadastrarem lavoura de soja na Agência Idaron será encerrado na sexta-feira, dia 30

O cadastro é obrigatório e a falta dele  pode acarretar em multa de R$ 1.221,80

O prazo para os produtores de soja cadastrarem suas áreas produtivas na Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) encerra-se na próxima sexta-feira (30). O cadastro deve ser feito por área produtora e pode ser efetivado em uma unidade da Idaron ou através do site da instituição (www.idaron.ro.gov.br). De acordo com a Gerência de Defesa Vegetal, mais de 90% dos produtores cadastram suas áreas pela internet.

O objetivo do cadastro é atualizar informações das áreas produtoras e dos agricultores. Os dados subsidiam a fiscalização durante o período de vazio sanitário da soja e a aplicação das medidas fitossanitárias de controle da ferrugem asiática, além de embasarem políticas públicas para o setor.

Segundo informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa de produção da safra 2016/2017 é de 811 mil toneladas, representando um aumento de 6,15% em relação à safra 2015/2016. Também há expectativa de crescimento da área plantada de 252 mil hectares para 261 mil hectares.

O presidente da Idaron, Anselmo de Jesus, ressalta a importância da soja para a economia do Estado. “A soja é o segundo produto mais exportado por Rondônia. Mais de 80% das exportações do Estado vem do campo”.

Entre janeiro e novembro deste ano, foram exportados 766.114.119 quilos de soja, movimentando US$ 276.592.724, o que representou 33% de tudo que foi exportado pelo Estado.

Fonte: Governo de Rondônia

RO: Deputado promove intercâmbio entre produtores rurais de Vilhena e Alvorada do Oeste
Cerca de 30 pequenos produtores rurais de Vilhena e acadêmicos de agronomia participaram de um intercâmbio com produtores de Alvorada do Oeste no último sábado (11).

O encontro, promovido pelo deputado Luizinho Goebel (PV), teve como objetivo aproximar os produtores da agricultura familiar de Vilhena e região com o plantio já consolidado do café em Alvorada do Oeste, principal atividade agrícola daquele município, secundada pelo inhame e a horticultura.

 Depois de palestra aplicada pelo técnico da Emater, Geovane Tomiazzi Soares, onde técnicas de plantio, desenvolvimento da planta e a colheita foram repassadas para os produtores na propriedade da família Alves Moreira, os produtores vilhenenses conheceram a lavoura onde modernas técnicas de adubação, plantio, irrigação, desenvolvimento da planta e colheita já são aplicados.

“Cometemos muitos erros até alcançar a atual produtividade, algo que vocês não repetirão mais”, disse Claudinei Alves Moreira, um dos produtores da família cujos membros, cerca de 60 pessoas, vivem e produzem na mesma propriedade.

Também participaram do evento o secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani e o gerente regional da Emater, Luciano Brandão.

O café de Rondônia já é considerado o segundo melhor do país. Tais resultados demonstram as potencialidades da tecnologia do café devido a associados com um bom preparo da área com adubação, manejo de hastes, desbrotas, irrigação, controle de plantas invasoras, controle fitossanitários e podas.

 No Espírito Santo, está a maior área, com 286,4 mil hectares, seguida de Rondônia, com 94,6 mil hectares e da Bahia, com 48,6 mil hectares.

Para o deputado Luizinho a importância do intercâmbio está na troca de informações e de conhecimento da cultura do café, que o governo do Estado, através da Secretaria de Agricultura está implantado em várias regiões de Rondônia, dentre elas, o cone Sul, distribuindo mudas e calcário gratuitamente.

“Nossa contribuição nesse processo é o de levar nossos produtores para conhecer a cultura onde ela está mais bem consolidada, como fizemos o ano passado trazendo produtores de Alvorada para conhecer nossa produção de hortifrutigranjeiros, viveiros e plantios de pinus e eucaliptos num processo de integração agrícola”, disse Luizinho Goebel.

 O deputado lembrou que a agricultura tem sido o pilar mais importante da economia de Rondônia. Ele  enfatizou a necessidade de investir cada vez mais no campo para que haja geração de empregos e renda nas cidades.

ALE/RO – DECOM.

Responsável por 25,5% da produção nacional, Mato Grosso deve colher quase 56 mi/t de grãos na safra 16/17

A produção de grãos em Mato Grosso deve chegar a 55,943 milhões de toneladas na safra 2016/2017. O volume significa um aumento de 28,8% ante as 43,425 milhões do ciclo passado. A perspectiva é que o aumento seja provocado caso as elevações previstas em 52,4% da 2ª safra de milho e de 16,6% da soja se concretizem. A produção estimada no Estado equivale a 25,5% das 219,609 milhões de toneladas apontadas para o Brasil.

Os números foram revelados pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) em seu quinto levantamento da safra 2016/2017. Segundo o estudo, a área destinada à produção de grãos cresceu 2,8% entre uma safra e outra e tende a chegar a 14,398 milhões de hectares. Em termos de produtividade as projeções apontam 3.885 quilos por hectare, uma alta de 25,3%.

O crescimento em 28,8% da produção de grãos mato-grossenses deverá ser puxado principalmente pelo milho 2ª safra, cuja perspectiva é de 22,966 milhões de toneladas. O volume significa 52,4% de aumento ante as 15,072 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2015/2016.

De acordo com a Conab, quanto à soja são esperadas 30,341 milhões de toneladas. Um incremento de 16,6% em comparação as 26,030 milhões colhidas na safra passada.

Em algodão a Conab prevê para Mato Grosso 2,387 milhões de toneladas, que após beneficiamento devem resultar 1,432 milhão de toneladas de toneladas de caroço e 954,8 mil toneladas de pluma. O aumento estimado é de 8,4% nesta safra.

Demais culturas

De acordo com a Conab, a produção de arroz deve subir apenas 0,2% e atingir 439,5 mil toneladas. Em feijão, somando as três safras, são aguardadas 373,7 mil toneladas, 59,7% acima das 234 mil colhidas no ciclo 2015/2016.

Quanto ao girassol salto de 35,6 mil toneladas para 41,9 mil toneladas.

Fonte: Olhar Direto

Rendimento da canola na atual safra ultrapassa 40 sacas por hectare em algumas lavouras da região de Ijuí/RS

A intensificação da colheita da canola acontece nesta semana em Ijuí e região. Juarez Neme da Costa, sócio-proprietário da Produtiva, empresa ijuiense que tem parceria com produtores em grande parte da cultura na região, disse que até o momento a colheita chega a cerca de 20%. Segundo ele, o rendimento é o melhor da história, visto que existem áreas com produtividade acima de 40 sacas por hectare.

Esse é o caso, por exemplo, de lavouras em Augusto Pestana e Santo Angelo. Em Ijuí, o rendimento da canola está acima de 30 sacas por hectare. Esse bom resultado decorre do investimento dos agricultores e das condições climáticas favoráveis.

 

Rádio Progresso de Ijuí
Autor: Jonas Vieira
Receita do setor agropecuário deve crescer 5,6% em 2017

A análise completa está detalhada no Boletim VPB – Edição Janeiro de 2017

Os produtores rurais voltarão a ter alta na receita neste ano. O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento “da porteira pra dentro” na atividade agropecuária, deve crescer 5,6% em 2017 na comparação com o ano passado e chegar a R$ 573 bilhões.

A estimativa é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O resultado é atribuído principalmente às boas perspectivas de aumento da safra 2016/2017 de grãos, de 15,3%. Desta forma, o setor agrícola terá elevação de 7,22% na receita bruta, que ficará em R$ 345,3 bilhões.

O VBP da pecuária também deve crescer 2,76% em relação a 2016, com estimativa de faturamento de R$ 202, 6 bilhões, diante do incremento da produção de carne, aves, suínos e leite.

Para a soja, responsável por quase 25% do VBP do setor agropecuário, o aumento da safra compensará a queda dos preços. Desta forma, o faturamento com a oleaginosa subirá 8,7% em relação a 2016, para R$ 139,2 bilhões.

A receita do algodão terá alta de 10,1% na receita. Já o valor bruto do milho crescerá 26,9% (R$ 64,7 bilhões), reflexo dos bons preços nos mercados interno e externo e do aumento da produção.

Para os produtos da pecuária, a estimativa é de incremento do faturamento de carne bovina (2%), frango (4%), leite (4,5%) e suínos (2%). Para estes segmentos, a estimativa é de aumento da produção em 2017 na comparação com 2016. A avicultura de postura (produção de ovos) deve ficar estável em relação ao ano passado.

 

Fonte: CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

Queda das exportações de milho em novembro

Em novembro, no parcial até a terceira semana, as exportações brasileiras de milho totalizaram 505,13 mil toneladas, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A média diária foi de 42,09 mil toneladas. O volume embarcado diminuiu 23,6% em relação à média diária de outubro deste ano e foi 82,3% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

A maior competitividade com o milho norte-americano na temporada 2016/2017 tem afetado as exportações brasileiras, o que colabora com a pressão de baixa sobre os preços do milho no mercado interno neste final de ano. Na região de Campinas-SP, segundo levantamento da Scot Consultoria, a saca de 60 quilos está cotada em R$36,50, para a entrega imediata, sem o frete, frente a negócios de até R$40,00 por saca na primeira semana do mês.

 

Fonte: Scot Consultoria

Prorrogada emergência por Helicoverpa armigera no Piauí

Está prorrogado por mais um ano, a partir do próximo dia 6 de Dezembro, o Estado de Emergência Fitossanitária em função do surto de Helicoverpa armigera no Estado do Piauí. A decisão consta na Portaria Nº 255 (de 23 de Novembro de 2016), de autoria do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e publicada do Diário Oficial de 30.11 (nº 229, Seção 1, pág. 7).

O Estado de Emergência possibilita a utilização de produtos à base de benzoato de emamectina para o controle da praga nas lavouras. O princípio ativo não é registrado no Brasil, mas foi aurtorizado em caráter provisório através deste despacho assinado pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

A decisão abrange os municípios piauienses de Alvorada do Gurgéia, Antonio Almeida, Baixa Grande do Ribeiro, Barreiras do Piauí, Bom Jesus, Corrente, Cristalândia do Piauí, Currais, Gilbués, Guadalupe, Jerumenha, Landri Sales, Marcos Parente, Monte Alegre do Piauí, Palmeira do Piauí, Piracuruca, Porto Alegre do Piauí, Regeneração, Redenção do Gurgeia, Ribeiro Gonçalves, Santa Filomena, São Gonçalo do Gurgéia, Sebastião Barros, Sebastião Leal e Uruçui.

Projeto estuda controle biológico de ácaros-praga com predadores

Está em desenvolvimento no estado de São Paulo um projeto para o controle biológico de ácaros-praga com uso de ácaros predadores. Com orçamento de R$ 127.994,40, o estudo tem como objetivo gerar informações visando programas de manejo em diversas culturas, incluindo ornamentais e citros.

O projeto “Resistência de ácaros fitófagos (Tetranychus urticae) e predadores (Phytoseiulus macropilis) a acaricidas e estratégias de manejo de ácaros-praga com uso de ácaros predadores (Phytoseiidae) em ornamentais e citros”, foi criado pelo Instituto Biológico, e terá o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“Um dos sérios problemas enfrentados pelos produtores tem sido a dificuldade para o controle de ácaros-praga por meio do uso de agroquímicos. O desequilíbrio biológico causado pela eliminação de inimigos naturais e o rápido desenvolvimento de resistência dessas pragas aos acaricidas estão entre as principais razões para essa dificuldade de controle”, disse o pesquisador do Laboratório de Acarologia, do Centro Experimental Central, do Instituto Biológico, e o responsável pelo projeto, Mario Eidi Sato.

O secretário de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, defende que “o controle biológico é uma boa alternativa ao uso de agroquímicos. Oferecer essa tecnologia é dar condições para que o produtor faça uma agricultura amiga do meio ambiente, como sempre nos orienta o governador Geraldo Alckmin”.

O projeto conta ainda com a colaboração de pesquisadores e técnicos de várias instituições brasileiras, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a (IB, UNICAMP, IAC, APTA (Monte Alegre do Sul), a Associação dos Floricultores da Região da Via Dutra  (Aflord), a Fundação Mokiti Okada, o Comitê Brasileiro de Ação à Resistência de Inseticidas (IRAC Brasil), e do Exterior, como United States Department of Agriculture (USDA) – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos,  Institut National de la Recherche Agronomique (INRA) – Instituto Nacional da Pesquisa Agronômica, da França, Queensland Museum, da Austrália e Universidade de Nagoya, do Japão.

 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
Programa fará mapeamento completo dos solos brasileiros

Um trabalho inédito de grandes proporções irá elevar o conhecimento sobre os solos brasileiros a toda a sociedade. Coordenado pela Embrapa, o Programa Nacional de Solos do Brasil (Pronasolos) pretende mapear o território brasileiro e gerar dados com diferentes graus de detalhamento para subsidiar políticas públicas, auxiliar gestão territorial, embasar agricultura de precisão e apoiar decisões de concessão do crédito agrícola, entre muitas outras aplicações. Orçado em até R$ 3 bilhões de reais, o Pronasolos deve gerar ganhos de R$40 bilhões ao País dentro de uma década, de acordo com especialistas.

O Programa envolverá diversos ministérios e órgãos federais em torno de um objetivo: fazer o mapeamento do solo de norte a sul do Brasil no período entre 10 e 30 anos, em escalas que tornem viáveis a correta tomada de decisão e estabelecimento de políticas públicas nos níveis municipal, estadual e federal – 1:25 mil, 1:50 mil, 1:100 mil, respectivamente. Isso significa que cada um centímetro do mapa corresponde a um quilômetro de área (na escala de 1:100 mil). A definição das escalas dependerá das prioridades governamentais. O maior detalhamento (de 1:25 mil) é desejável, por exemplo, para o planejamento de propriedades e na agricultura de precisão, o que vai influenciar diretamente na concessão de crédito rural.

O Brasil paga um preço alto por não conhecer melhor seu solo: falta de água no campo em grandes metrópoles; intensos processos erosivos do solo na área rural, que agravam enchentes e provocam desperdício de insumos agropecuários, entre várias outras consequências. Dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA) indicam que 140 milhões de hectares de terras brasileiras estão degradadas, o que corresponde a 16,5% do território nacional.

No mundo, 33% do solo sofre degradação de moderada a alta, segundo dados da  Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). São áreas que tiveram sua capacidade produtiva reduzida pela erosão, impermeabilização, salinização, poluição, entre outros. A quantidade de solo perdida por ano chega a 24 bilhões de toneladas, ainda segundo dados da FAO. Para agravar, daqui a pouco mais de três décadas, o mundo terá 9,6 bilhões de habitantes, exigindo que a produção de alimentos aumente em 65%.

Desafios e benefícios

“O Pronasolos deverá melhorar nossa competitividade no mercado externo de produtos agrícolas. Ao fim do projeto estaremos no mesmo nível de países mais avançados em mapeamentos, como Estados Unidos, que realizou essa identificação desde a década de 1960, e Austrália”, prevê o pesquisador José Carlos Polidoro, chefe de P&D da Embrapa Solos.

Está prevista a elaboração de um grande banco de dados para disponibilização à sociedade em linguagem acessível com todas as informações sobre o solo, ao fim do programa.

No entanto, o projeto para ser executado necessita de diversos fatores, tais como ampla rede de laboratórios, técnicos de campo, trabalho cooperativo de diversas instituições, formação de mão de obra especializada, etc.

A Embrapa Solos está à frente de um projeto especial da Embrapa, que contará com a participação efetiva de várias instituições parceiras, cujo objetivo é mostrar o caminho para a implantação e implementação do Pronasolos.

Segundo Polidoro, o Projeto Especial visa dar subsídios em 12 meses para a implantação do Pronasolos. Só então será possível executar o megaprograma. “A Embrapa assumiu a coordenação dessa rede de parceiros por sua tradição em levantamentos de solos, sua história e por ter sido nominalmente citada no Acórdão do Tribunal de Contas da União [que originou o Programa]“,  explica Polidoro.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Solos, Daniel Vidal Pérez, a Casa Civil da Presidência da República já demonstrou interesse pelo assunto e recentemente reuniu representantes das instituições e ministérios responsáveis pela execução do Pronasolos.

“A implantação dos Pronasolos deverá proporcionar ganhos na produtividade, economia nos insumos e auxiliar na sustentabilidade do sistema agrícola, diminuindo as emissões de gases do efeito estufa”, acredita a pesquisadora Maria de Lourdes Mendonça, atual chefe-geral da Embrapa Cocais (MA).

Efeitos ambientais

De acordo com o Terceiro Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em 2010 a agricultura foi o setor que mais contribuiu para as emissões de gases de efeito estufa no Brasil, com 32% das emissões totais, sendo seguido pelos setores de energia (29%), uso da terra, mudança do uso da terra e florestas (28%), processos industriais (7%) e tratamento de resíduos (4%). “No entanto, a análise simples desses dados, pode levar a uma interpretação errônea sobre a agricultura brasileira. A importância relativa do setor foi aumentada nesse último Inventário, devido à mitigação das emissões proveniente da redução do desmatamento, em especial da Amazônia”, explica Renato de Aragão Ribeiro Rodrigues, pesquisador da Embrapa Solos, especialista em mudanças climáticas. “O manejo adequado do solo é uma poderosa ferramenta de mitigação das emissões, reduzindo a necessidade por fertilizantes nitrogenados – principal fonte de emissão de óxido nitroso”, acrescenta.

Para o pesquisador, o correto manejo do solo é capaz de melhorar a quantidade e qualidade do alimento oferecido aos animais em pastagens. “Isso é importante porque a emissão de metano por fermentação entérica de ruminantes, em especial, bovinos, é a principal fonte de emissão da agricultura brasileira”, afirma Aragão.

Segundo dados da FAO, o Brasil possui 140 milhões de hectares com diferentes níveis de erosão (o equivalente a mais de nove milhões e 500 mil Maracanãs) e precisa reverter esse quadro o quanto antes. Com o Pronasolos será possível evitar que novas degradações aconteçam e facilitará na recuperação de áreas degradadas. “A erosão faz o solo perder seus atributos químicos, físicos e biológicos. Também provoca a perda de qualidade e disponibilidade de água especialmente para consumo humano”, enumera Aluísio Granato de Andrade, pesquisador da Embrapa Solos com trabalhos voltados para  uso, manejo, conservação e recuperação do solo. Sem cobertura florestal, a água não consegue penetrar corretamente nos lençóis freáticos, causando diminuição na quantidade de água.

Uma área de terras degradadas faz com que as populações sejam forçadas a tentar produzir em terras marginais, não aptas para lavouras ou pastagens, ou avancem em direção a terras mais frágeis (Amazônia e Pantanal, por exemplo), multiplicando desesperadoramente a degradação

A atividade humana sem conhecimento dos recursos naturais – solo, água e biodiversidade −, a falta de planejamento em diferentes escalas, o uso de sistemas não adequados de manejo, o desmatamento incorreto, a exploração do solo acima de sua capacidade (superpastoreio, agricultura extensiva), além do crescimento urbano e industrial desordenados dão origem a uma sequência de ações que influem sobre as propriedades e a natureza do solo, tornando-o mais susceptível às forças naturais de degradação e afetando consideravelmente a quantidade e qualidade da água.

Com um terço de suas terras degradadas, nos Estados Unidos a erosão causa prejuízos anuais na ordem de 10 bilhões de dólares ao ano.

Mudar essa realidade no Brasil deverá ser uma prioridade fundamental para a agricultura do País nos próximos anos.

Histórico

Levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2015 constatou uma série de problemas com as informações sobre solos no País. O conhecimento atual não é insuficiente, há dificuldade no acesso aos poucos dados disponíveis, inconsistências nas informações oficiais de ocupação do território, sobreposição e lacunas de atuação governamental, complexidade e dispersão da legislação brasileira sobre o assunto.

A expectativa é de que o Pronasolos contribua para solucionar o problema. O TCU elaborou um acórdão no fim do ano passado envolvendo vários ministérios e que indica a Embrapa como uma dos principais responsáveis por esse levantamento. Nos Estados Unidos, desde 1966 há uma legislação sobre solo e água e o território daquele país é todo mapeado em escalas que chegam a 1:15 mil. No Brasil, há apenas 25 quilômetros quadrados em todo o seu território com detalhamento similar. O Programa Nacional de Solos do Brasil surge como um importante passo para superar essa lacuna.

Uma tecnologia que trará grande agilidade na identificação dos solos é a SpecSolo, desenvolvida pela Embrapa Solos. Por meio dela, dezenas de parâmetros de fertilidade (carbono orgânico do solo, pH, cálcio, magnésio, fósforo, potássio dentre outros) e física do solo (argila, silte e areia) podem ser analisados simultaneamente em apenas 30 segundos. A análise convencional demora dias para apresentar os mesmos parâmetros.

Uma nota técnica enviada em maio de 2015 para a Presidência da Embrapa, assinada pela equipe de Pedologia da Embrapa Solos (RJ), traçou um raio-x sobre a falta de informação sobre os solos brasileiros, os consequentes prejuízos à nação e a proposta de criação do Pronasolos. A nota técnica passou por diversas esferas do governo federal e, em agosto de 2015, o TCU emitiu um acórdão no qual consta uma série de recomendações a serem cumpridas por diversos ministérios e pelo governo federal no sentido de promover o levantamento e disponibilização de informações sobre solos no Brasil. “O Tribunal de Contas nos deu um prazo de 120 dias para a elaboração de um plano de providências para atender às recomendações contidas no relatório de Auditoria Operacional de Governança de Solos”, afirmou Polidoro. Em dezembro, uma equipe formada por 11 Unidades da Embrapa, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal do Piauí (UFPI) e Ministério da Agricultura. Pecuária e Abastecimento (Mapa) disponibilizaram a primeira versão do documento que servirá de base para a implantação do Pronasolos.

Fonte: Embrapa

Programa estadual para regularizar terras chega ao Noroeste de Minas

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda), em parceria com a Emater-MG, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e lideranças locais, iniciou mais uma etapa do programa estadual de regularização fundiária rural, com a realização de audiência pública no município de Arinos, no Noroeste de Minas Gerais.

Durante o encontro foi apresentado o plano de trabalho para o mutirão de recadastramento das famílias, que será realizado entre os dias 28 de novembro a 2 de dezembro, no salão da Adesa – Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Arinos. Com a retomada do programa nesta gestão – estava paralisado desde 2011 -, o Governo de Minas Gerais espera atender cerca de 250 famílias de agricultores da região, que aguardam há anos pela regularização de terras devolutas (sem registro).

O secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário, Professor Neivaldo, lembrou que o título de posse da terra é fundamental para que os trabalhadores e trabalhadoras rurais possam acessar políticas públicas que lhes garantam mais emprego e renda. “Queremos que os homens e as mulheres do campo tenham dignidade”, completa.

Balanço

Desde o ano passado, já haviam sido realizadas 21 audiências públicas em outros municípios de sete Territórios de Desenvolvimento: Norte, Alto Jequitinhonha, Médio e Baixo Jequitinhonha, Metropolitano, Mucuri, Caparaó e Vale do Aço. De acordo com a Superintendência de Acesso à Terra (SAT), cerca de seis mil famílias já foram cadastradas e mais de 4.500 medições já foram contratadas.

Nesta semana, também será realizada audiência pública nos municípios de Bonfinópolis de Minas (nesta quarta-feira, 23/11) e Paracatu (quinta-feira, 24/11). Nessas cidades, o mutirão de recadastramento das famílias também acontecem entre os dias 28 de novembro e 2 de dezembro.

Fonte: Emater/MG

Prognóstico de chuvas para os próximos dias deixa produtores de arroz em alerta

Com mais de 50% da área plantada com variedades de ciclo médio ou longo, semeadura no Rio Grande do Sul pode acontecer fora da janela ideal

O prognóstico de ocorrência de um grande volume de chuvas no Sul do país para os próximos dias, de acordo com as previsões de institutos de meteorologia, está deixando produtores de arroz gaúchos e catarinenses em alerta. Sobretudo aqueles que utilizam sementes de ciclo longo. O início da semeadura, que normalmente acontece na segunda quinzena de setembro, está atrasado, principalmente no Rio Grande do Sul.

Segundo as informações divulgadas pela Climatempo, o tempo deve continuar fechado no Sul do país, com a possibilidade de garoas até o final do mês. Diante desse cenário, a tendência é de que a semeadura do arroz nas lavouras gaúchas inicie, de fato, apenas a partir de outubro, prejudicando o desenvolvimento das sementes de ciclo longo, como destaca o engenheiro agrônomo da RiceTec, Cyrano Busato. “O ciclo longo leva mais tempo para florescer, por isso se planta mais cedo. No momento em que a semeadura acontece mais tarde, a planta vai florescer numa janela onde existe maior probabilidade de entrar uma frente fria, menor irradiação solar e isso vai acarretar em perda de produtividade”, explica.

Por outro lado, produtores que utilizam sementes com ciclo curto ainda podem aguardar um pouco mais antes de iniciar a semeadura da safra 2017/2018. “O ciclo curto pode ser plantado um pouco mais tarde e mesmo assim ele cumpre o ciclo vegetativo mais rápido e ainda consegue encaixar a floração até a primeira quinzena de fevereiro. A partir da segunda semana de fevereiro começa aumentar a probabilidade de temperaturas baixas para as plantas, como acompanhamos historicamente”, afirma Busato.

Apesar de não existir um levantamento preciso sobre o ciclo da variedade utilizada no Rio Grande do Sul, especialistas do setor estimam que mais de 50% da área plantada no Estado adota cultivares de ciclo médio e longo. Apesar disso, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a semeadura segue dentro do programado, mas admite que as chuvas podem atrasar o plantio em algumas regiões.

Fonte: Agrolink com inf. de assessoria

Produtores rurais já podem aderir ao Garantia-Safra 2016/2017

Agricultores familiares da Região Nordeste e parte de Minas Gerais e do Espírito Santo já podem se inscrever no Garantia-Safra 2016/2017. Nesta quinta-feira (25), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) uma portaria que altera o calendário de plantio para três, dos 11 estados que fazem parte do programa. A adesão ao Garantia-Safra deve ser feita antes do início do plantio, conforme a lei que instituiu o benefício.

Segundo a coordenadora-geral do Garantia-Safra, Dione Freitas, a proposta de alteração foi um dos temas mais tratados nas reuniões do Comitê Gestor do programa, realizadas em junho e julho deste ano. “Nós solicitamos ao Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) que nos fornecessem subsídios para verificarmos se o calendário que existia no Garantia-Safra permanecia adequado ou não. Basicamente, houve alterações nos estados do Ceará, Maranhão e Piauí”, diz.

Dione Freitas explica, ainda, que o calendário de plantio é fundamental para todos os processos que ocorrem na ação. “O período de plantio organiza todo o processo de inscrição, homologação, adesão do agricultor; bem como a etapa em que a gente faz os processos de verificação de perdas nessas regiões. Temos o calendário de plantio e o cronograma de operacionalização do Garantia-Safra”.

Como acessar?
Para aderir ao programa, o agricultor precisa verificar se seu município participa do Garantia-Safra. Se for participante, o agricultor familiar deverá procurar o escritório local de assistência técnica ou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais da região, onde fez a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e fazer sua inscrição ao Garantia-Safra.

Depois desse passo, ele deve procurar a prefeitura municipal para receber um boleto, que na safra 2016/2017 será no valor de R$ 17, e que deve ser pago em uma agência da Caixa Econômica Federal ou correspondente bancário, até  a data limite posta no boleto. Com o pagamento efetuado, o agricultor terá realizado a adesão ao programa na safra 2016/2017.

Para ser beneficiário do Garantia-Safra é preciso que a família tenha renda mensal de até um salário mínimo e meio, possuir área plantada entre 0,6 e 5 hectares com pelo menos uma das culturas cobertas: algodão, arroz, feijão, mandioca e milho; e ter tido perdas de, no mínimo, 50% da produção por falta ou excesso de chuva, de acordo com a Portaria MDA nº42/2012.

O benefício é pago com recursos do Fundo Garantia-Safra, composto por contribuições do agricultor, do município, do estado e da União. No Plano Safra da Agricultura Familiar 2016-2017 está previsto que poderão ser beneficiadas até 1,35 milhão de famílias com o Garantia-Safra.

Acesse aqui a resolução.  E saiba mais sobre o programa neste link.

Fonte: Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Produtores rurais já contrataram R$ 33,4 bi de crédito para a safra 2016/2017

Financiamentos para comercialização e investimento foram os que mais cresceram

As contratações do crédito rural da agricultura empresarial na safra 2016/2017, entre julho e setembro, alcançaram R$ 33,4 bilhões. Do total, R$ 20,7 bilhões são para custeio, R$ 7,2 bilhões, para comercialização e R$ 5,6 bilhões, para investimento. Os desembolsos representam 18% dos R$ 183,9 bilhões programados para o ciclo agrícola 2016/17.

A modalidade investimento cresceu 19,1% em comparação ao mesmo período do ano passado, saindo de R$ 4,7 bilhões para R$ 5,6 bilhões. O crédito para comercialização também teve uma elevação de 17%, saltando de R$ 6,12 bilhões para R$ 7,16 bilhões.

Entretanto, as aplicações em custeio caíram 27,8%, de R$ 28,6 bilhões para R$ 20,6 bilhões. Segundo a Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a redução decorreu da antecipação das contratações realizadas nos meses de maio e junho de 2016, da ordem de R$ 10 bilhões, a título de pré-custeio.

Três linhas de financiamento continuam se sobressaindo: Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Isso, de acordo com a SPA, sinaliza a almejada retomada dos investimentos no campo.

A contratação de recursos destinados ao Moderfrota apresentou crescimento da ordem de 127%, chegando a R$ 2,3 bilhões contra R$ 997 milhões da safra passada.

O programa de capitalização de cooperativas agropecuárias também teve bom desempenho. Foram aplicados nesta linha de financiamento R$ 733 milhões, aumento de 106%.

Já os créditos de investimentos do programa de apoio ao médio produtor rural ficaram em R$ 331 milhões, o que corresponde a 62% a mais do que o aplicado no período de julho a setembro de 2015 (R$ 204 milhões)

LCA

As contratações com recursos procedentes da emissão da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) foram de R$ 4,5 bilhões. Deste total, R$ 2,1 bilhões são a juros controlados e R$ 2,4 bilhões a taxas de juros livres.

Confira aqui o estudo sobre o financiamento agropecuário na safra 2016/2017.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Produtores de MT esperam regularização de chuvas para plantar

Lavouras começaram a ser semeadas, mas há paralisação dos trabalhos aguardando a regularização das chuvas

A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso informou, ontem que,  as equipes do Circuito Tecnológico Etapa Soja, que estão viajando por Mato Grosso para verificar a situação da safra de soja, relatam a apreensão dos agricultores com as precipitações neste início de plantio. Em muitos municípios, as lavouras começaram a ser semeadas, mas há paralisação dos trabalhos aguardando a regularização das chuvas.

De acordo com o diretor técnico da Aprosoja, Nery Ribas, neste período é preciso muita atenção e busca de informações quanto à questão climática, pois com o alto custo de produção não se pode correr riscos. “É um olho na plantadeira e outro nas previsões climáticas”, afirma Ribas.

O plantio de soja em Mato Grosso segue avançando, porém em ritmo mais lento nesta semana. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), 42,27% da área de 9,3 milhões de hectares já foi semeada. Os produtores rurais estão aguardando as chuvas se regularizarem para finalizar a semeadura da safra 2016/17.

O agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima, informa que as chuvas ocorrerão durante toda a semana, mas em forma de pancadas irregulares. “Os agricultores devem estar atentos neste momento de plantio, porque não há garantias de que as chuvas ocorrerão nas áreas de lavouras”, alerta. No início de novembro é que as chuvas começam a regularizar no Centro Oeste.

A informação é da assessoria da associação.

Fonte: Agronotícias MT

Produtores de maçã e batata constituem a Cooperativa dos Campos de Palmas

O setor produtivo do município de Palmas, sul do Paraná, conta com nova cooperativa. Foi realizada na noite de ontem (23) a Assembleia de constituição da Cooperativa dos Campos de Palmas(Coocampal) que reúne, inicialmente, vinte associados vinculados à produção de maçã e batatas. O objetivo é reduzir custos de armazenagem dos produtos primários para potencializar as atividades no município.

Além de apresentação do estatuto, foi realizada a eleição da primeira diretoria tendo sido aclamado presidente, Ivanir Dalanhol; vice, Marcelo Kusman; secretária, Kaise Anne Fonseca e tesoureiro, Deoclecir Marim, além de membros titulares e suplentes do Conselho Fiscal

Os produtores se associaram como forma de viabilizar a participação no projeto da Companhia Paranaense de Desenvolvimento Agropecuário( Codapar) de transferir a gestão e exploração da unidade frigorífica de Palmas à iniciativa privada, com preferência aos próprios produtores, conforme discussões em andamento.

A ideia de participação local na empresa de economia mista vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento – SEAB, surgiu ainda em 2014, durante articulações do Movimento Palmas e Desenvolvida sendo uma das reivindicações constantes da Carta de Palmas.

Conforme destacou o vice-presidente da entidade, o objetivo da Coocampal não é gerar lucro, mas,  fortalecer o setor produtivo através de melhor estruturação e redução de custos operacionais. “Está sendo formalizada por que se visualiza uma boa perspectiva de negócios para a cooperativa, produtores e para o município”, frisou Kusman

Em julho ocorreu reunião entre Diretores da Codapar e produtores em que se discutiu a perspectiva de uma parceria público privada para a unidade local.  Na ocasião, o Diretor Presidente, Silvestre Dimas Staniszewski, destacou que o movimento da sociedade é salutar, visto que, o custo de manutenção da unidade é alto e a proposta apresentada vem de encontro aos projetos de reestruturação da Companhia. Na ocasião, junto ao Diretor Técnico da Companhia, Silval Reis, definiu-se pela criação de comissões entre os produtores e técnicos para análise de viabilidade. Também foi sugerida a constituição de uma cooperativa, fato consolidado na noite de ontem.

O presidente eleito na noite desta terça-feira no Auditório da ACIPA, Ivanir Dalanhol, destacou que a formalização da Coocampal é o início da construção de uma sólida parceria com a Codapar, para que ela continue funcionando no município. “A cooperativa é o caminho para a viabilidade de parceria entre produtores de Palmas e a Companhia”, disse ele. A Unidade Frigorífica da Codapar em Palmas, localizada às margens da PRC 280, tem capacidade para armazenar 7.000 toneladas em 19 câmaras frigoríficas e 03 antecâmaras.

Em 2015 os produtores de maçã de Palmas colheram aproximadamente 12.000 toneladas. Já a produção de batatas alcançou as 42 mil toneladas somente nas lavouras do município. Os bataticultores plantam em outros municípios desta região próxima e trazem a produção para as unidades de beneficiamento aqui instaladas.

Uma das maiores preocupações dos produtoress é com relação ao elevado custo para armazenagem na estrutura da Companhia local, bem acima dos valores praticados em outras unidades privadas instaladas na região. Com a participação destes no gerenciamento, através da cooperativa, os preços atualmente pagos pelos serviços cairiam aumentando a possibilidade de competição dos produtos no mercado e motivando a novos investimentos no setor de hortifrutigranjeiros.

Fonte: RBJ

Produtor rural terá até março de 2017 para adotar nota fiscal eletrônica

O governo do Rio Grande do Sul divulgou nesta quarta-feira que prorrogou o prazo para que o produtor rural adotar a nota fiscal eletrônica em substituição ao talão. Após ouvir relatos das entidades da produção primária sobre as dificuldades de internet em determinadas regiões do Estado, a Secretaria da Fazenda definiu que a data limite para a implantação deixou de ser dia 1º de outubro e passou a ser 31 de março de 2017.

O prazo de adoção da NF-e para produtores rurais com CNPJ, com exceção da silvicultura, segue no dia 1º de dezembro. A saída do segmento da pecuária por vendas, inicialmente programada para 1º de janeiro, também ficará para o final de março.

“O objetivo segue adotar a Nota Fiscal Eletrônica dentro do menor prazo possível, pois trata-se de um mecanismo importante para o Estado, para o próprio produtor rural e aos mais diferentes segmentos econômicos. Mas precisamos reconhecer a dificuldade técnica que é a falta do sinal da internet”, destacou o secretário adjunto da Fazenda, Luiz Antônio Bins.

A substituição gradativa do talão de produtor segue um cronograma diferenciado conforme o tipo de transações. A implantação no Rio Grande do Sul começou em junho de 2013, com a obrigatoriedade da emissão para o produtor rural nas operações interestaduais com arroz em casca. O prazo final estabelece para janeiro de 2019 que todas as operações efetuadas por produtores ou microprodutores rurais estejam.

A utilização da NF-e vai substituir as mais de 8 milhões de notas fiscais de produtor que circulam anualmente, reduzindo o custo do Estado de R$ 3,5 milhões/ano na confecção e distribuição dos modelos em papel. Além de maior agilidade e segurança, os produtores igualmente terão despesas menores, não precisando mais se deslocarem até as prefeituras para retirar e devolver talões. Outras informações podem ser obtidas no site do governo do Estado.

Fonte: Correio do Povo

Produção mundial de trigo deve ser 2� recorde

A produção total de trigo no Mundo está projetada em 737,8 milhões de toneladas, o segundo recorde da história. É o que aponta o novo Boletim de Oferta e Demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O suprimento global de trigo para 2017/18 deverá cair levemente, diante de estoques iniciais maiores do que a redução da produção, que foi recorde no ano passado. Por conta destes números, as cotações da Bolsa de Chicago para o vencimento de Dezembro 2017 fecharam em alta moderada de 3,75 cents/bushel.

O consumo mundial de trigo está estimado um pouco menos do que o recorde do ano passado, diante da redução do uso como ração e dos resíduos e parcialmente compensado com um leve aumento do uso como consumo humano. As importações globais devem ser recordes pelo quinto ano consecutivo.

Com isto, projeta a Consultoria Trigo & Farinhas, os estoques globais devem atingir um recorde de 258,3 milhões de toneladas, cerca de 2,9 milhões a mais do que os de 2016/17.

Fonte: Agrolink

Produção de soja pode cair de 8% a 10% em Mato Grosso do Sul
Estimativa é de queda entre 8% e 10,2% em relação à safra anterior, segundo a Conab
Produção de soja em Mato Grosso do Sul deve ter redução de 8% a 10,2% na safra 2017/2018 em relação à anterior, recuando de 8,57 milhões de toneladas para um volume situado entre 7,70 milhões e 7,89 milhões de toneladas. A projeção, divulgada na semana passada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio do 1º Levantamento de Safra de Grãos 2017/2018, aponta ainda que a cultura deverá sofrer queda de produtividade no Estado, passando dos atuais 3.400 quilos por hectare para 3.009 quilos por hectare, o que representa retração de 11,5%. Apesar dos decréscimos, é esperado crescimento de 1,5% a 4% na área cultivada da oleaginosa, saindo dos 2,52 milhões de hectares plantados na safra passada para números aproximados de 2,56 milhões a 2,62 milhões de  hectares.

 

Conforme o estudo da Conab, os preços baixos, aliados ao grande volume de produto ainda por comercializar da safra anterior, estimado em 2 milhões de toneladas, têm desestimulado os produtores. Apesar desses problemas, os sojicultores têm dívidas em longo prazo e necessitam plantar, até porque não há outra opção de cultura na primeira safra em substituição à oleaginosa.

 

COMERCIALIZAÇÃO
Até o fechamento do 1º levantamento da safra 2017/2018, aproximadamente 15% da safra atual havia sido comercializada em Mato Grosso do Sul. “Com valores variando entre R$ 56,00 e 60,00, os produtores estão optando pela espera por melhores preços para a comercialização, pois nesse patamar está difícil o fechamento do custo de produção, prevendo-se redução do pacote tecnológico nas áreas que operam com custos mais elevados”, destacou o estudo.

Produção de milho deve cair quase pela metade no Paraná

O Paraná deve produzir menos na safra de verão 2017-18 do que no mesmo período do ano passado. Quem indica é o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado, que divulgou nesta quinta-feira (31) sua primeira estimativa para a temporada.

A expectativa de produção é 2% menor para a soja, mesmo com aumento de 3% na área de plantio. O especialista em conjuntura geral do Deral, Marcelo Garrido, afirma que não há motivo para preocupação: “Devemos ter apenas um ajuste. A safra passada foi acima do esperado, com condições excelentes de clima”.

O complexo soja teve produção de 19,7 milhões de toneladas na safra 2016-17, e pelos cálculos do Deral deve concluir a primeira safra, que inicia as plantações em 11 de setembro, com uma produção de 19,4 milhões de toneladas. “Isso se as condições climáticas forem boas, mas se elas forem excelentes vai ficar acima. Nosso intervalo inicial de produção vai de 18,4 a 20,4 [milhões de toneladas]. Esse valor (19,4) é a média”, explica Garrido.
Menos milho na safra 2017-18

Apesar do otimismo, o milho paranaense vai certamente ter produção menor. Os produtores do Paraná reduziram sua área de plantio de 513,6 mil hectares para 344,5 mil – 33% a menos. Já a produção deve passar de quase 5 milhões de toneladas para 3,1, ou seja, 37% menos milho.

O problema passa pelo preço e pelas montanhas de milho que acumularam nas cooperativas e fazendas, além da alta produtividade e disponibilidade do produto em todo o mundo.

No ano passado, a saca estava em torno de R$ 35 e neste ano chegou a cair para R$ 17 devido à supersafra, explica o especialista do Deral: “Essa perda de área de produção é compensada pela soja. É uma opção do produtor, que deve aumentar sua produção de milho na segunda safra”.

Garrido conta que a opção pelo milho deve ficar mesmo para a segunda safra (safrinha) de 2018. Se a área de cultivo for similar nesse segundo período, ela pode chegar perto de 2,5 milhões de hectares, com produção de quase 14 milhões de toneladas.

O terceiro item mais relevante da safra de verão, o feijão, deve leve aumento da área de plantio (1%), próximo a 196 mil hectares, e crescimento de 3% na produção, chegando a quase 380 mil toneladas, conforme a estimativa do Deral.

A variação total da safra, contabilizando todos os produtos, deve ter produtividade 8% menor.

Fonte: Gazeta do Povo

Produção de grãos no Nordeste crescerá 85% na safra 2016/2017

O Nordeste produzirá 18,2 milhões de toneladas de grãos, na safra 2016/2017. O resultado representa crescimento de 85% em relação à safra anterior. A estimativa é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os Estados que apresentarão maior variação positiva segundo a Conab são Sergipe (317,1%) e Ceará (182,1%). Bahia, Maranhão e Piauí continuam sendo os grandes produtores da Região.

Segundo pesquisa do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), que analisa dados da Conab, o aumento deve-se à melhoria climática, sem ocorrência de veranicos nos períodos mais importantes do ciclo das culturas, e à melhoria da produtividade nas culturas mais representativas. O Etene é o órgão de pesquisas do Banco do Nordeste.

O maior crescimento ocorrerá na produção de feijão (111,2%), com previsão de produção de 714,6 mil toneladas. Nessa cultura, a Bahia é o quinto produtor nacional e maior da Região, com produção prevista de 283,8 mil toneladas, aumento de 106% em relação ao ano-safra anterior, quando registrou incremento de área de 15% e de produtividade de 79,6% (de 354 quilos por hectare para 635 quilos por hectare).

O estudo também aponta incremento na produção de milho (93,1%), soja (89,3%), caroço de algodão (27,7%) e arroz (10%) na Região.

Alagoas

Alagoas, mesmo não estando entre os maiores produtores, aponta crescimento esperado de 68% nessa safra, com produção de cerca de 75 mil toneladas de grãos. A maior alta será na produção do feijão (230,5%), acima da média regional, seguida por milho (58,6%).

Para o gerente de Desenvolvimento Territorial do BNB em Alagoas, em exercício, Juliano Hermann, o aumento da produção reflete também o trabalho da Comissão de Grãos de Alagoas, do Governo do Estado e parceiros, da qual o Banco faz parte. “Desenvolvemos diversas ações para estimular o produtor a inserir novos cultivares de grãos, com a distribuição de sementes selecionadas, além de disseminarmos a introdução da cultura da soja, ainda pouco praticada no Estado, e darmos apoio creditício, com taxas e prazos diferenciados”, ressalta.

Fonte: Tribuna Hoje

Produção chinesa de grãos cai pela primeira vez em 13 anos

Pela primeira vez desde 2003, a China deve ter uma redução na sua produção total de grãos de 0,8%, atingindo 616,2 milhões de toneladas, segundo dados oficiais divulgados nesta semana. A queda reflete uma diminuição da área plantada de 0,6% e uma redução de produtividade de 0,1%. O milho, principal cultivo chinês, teve um recuo de produção de 2,3% para 224,6 milhões de toneladas.

De acordo com o governo chinês, a menor produção se deve a uma adaptação à nova política agrícola do país, modificada neste ano. Em março, a garantia de preço mínimo do milho foi removida e alguns produtores sentiram-se menos incentivados a produzir grãos.

Para alguns analistas, o impacto poderia ser pior porque muitos produtores já haviam comprado insumos no momento do anúncio. Além disso, o impacto no mercado internacional não deve ser alto porque as importações chinesas do cereal já estão baixas em função da desvalorização local.

Fonte: Agrolink

Previsão de aumento da produção de milho na segunda safra

00milho_07No relatório de março, a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) estimou a produção brasileira de grãos em 210,31 milhões de toneladas em 2015/2016, frente as 210,29 milhões de toneladas estimadas no relatório anterior.

O volume previsto é 1,3% maior que as 207,67 milhões de toneladas colhidas na temporada passada.

No caso do milho de primeira safra, cuja colheita está em andamento no país, a produção está estimada em 28,24 milhões de toneladas, frente as 30,08 milhões de toneladas colhidas anteriormente.

Para o milho de segunda safra, a produção foi estimada em 55,17 milhões de toneladas este ano, 1,3% mais que as 54,59 milhões de toneladas colhidas na safra passada.

A previsão de uma oferta maior no final do primeiro semestre é um fator de baixa para os preços no mercado interno.

Fonte: Scot Consultoria

Preços da soja avançam pela 4ª semana consecutiva

O fim da colheita de safra nacional chegou ao fim e ainda assim, os preços da soja seguem avançando pela 4ª semana consecutiva. De acordo com o Cepea o impulso foi dado pela retração vendedora, que é justificada por preços considerados não atrativos.

Já a sustentação veio da firme demanda externa, que agora, é a maior procura doméstica que puxa as cotações, em disputa com o mercado internacional, por conta da maior paridade de exportação, devido à valorização do dólar.

Os produtores brasileiros estão focando a atenção ao clima desfavorável ao semeio de grãos nos Estados Unidos, que poderá favorecer a comercialização da oleaginosa brasileira. Entre 28 de abril e 5 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná subiu significativos 2,56%, fechando a R$ 64,88/sc de 60 kg na sexta, 5. O Indicador Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa finalizou a R$ 69,71/sc de 60 kg na sexta, aumento de 2,8% em relação à sexta anterior.


Fonte: Agrolink

PR: Previsão é de clima bom durante plantio da 1ª safra

A previsão do tempo para os três últimos meses do ano, período de plantio das safras de verão como soja, milho primeira safra e feijão, é de normalidade no Paraná, depois de um 2016 de preocupações com o fenômeno La Niña. Apesar de a distribuição de chuvas não ser homogênea, é pequeno o risco de ocorrências de seca ou de chuva em excesso, conforme o relatório de probabilidades de setembro do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar).

No Paraná, o plantio da primeira safra de milho está 68% finalizado, o de feijão, 54%, e o de soja, 27%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab). A expectativa é que a safra de grãos atinja 23,1 milhões de toneladas na safra 2016/2017, 14% a mais do que os 20,2 milhões de toneladas da colheita que está próxima de se encerrar, justamente pelas perdas causadas por La Niña. O volume previsto para o próximo ano no relatório do Deral do último dia 26 é de normalidade diante da mesma área plantada, de 5,9 milhões de hectares.

A tendência para o trimestre de outubro a dezembro é de diferentes possibilidades para cada região do Paraná. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Sul tendem a ter precipitação normal neste ano. A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) deve ter chuvas pouco acima da média para o período, enquanto o Centro-Oeste ficará levemente abaixo.
A expectativa é um pouco pior para o Oeste e para o Norte Pioneiro, onde deve ocorrer clima mais seco, e para o Litoral, mais chuvoso. De acordo com o boletim do Simepar, as diferenças se devem às características dos principais sistemas meteorológicos que provocam chuvas em cada local.
Segundo o chefe do Deral, Francisco Carlos Simioni, o plantio tem ocorrido em condições razoáveis até o momento. “Se pede um pouco de chuva no Sul do Estado, para homogeneizar em relação às outras regiões, mas o pessoal do Centro-Sul está contente porque estão colhendo trigo sem problemas”, explica. No caso, ele se refere a uma das últimas em colheita no Estado, com 54%.
Contudo, Simioni lembra que é preciso calma antes de fazer previsões otimistas. “Temos a previsão de um frio ainda intenso em alguns lugares nos próximos dias e o frio nessa época não é bom para o desenvolvimento do feijão e do milho. Claro que não se espera uma massa polar intensa, mas ainda não entramos no calor da primavera, com noites frias.”
A colheita de feijão, que começa em dezembro, pode ser um indicativo do andamento da próxima safra, diz. Houve quebra de safra do grão neste ano de 151 mil toneladas na última colheita, justamente por problemas climáticos. O problema faz com o preço do feijão de cor esteja 250% mais caro do que no mesmo período do ano passado, assim como o preto, que está 133% maior.

Menor risco
Conforme o relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade (IRI, na sigla em inglês), citado pelo Simepar, a análise sobre a área de monitoramento do fenômeno El Niño, no Oceano Pacífico Equatorial, aponta que o trimestre entre agosto e outubro marca o fim da diminuição das temperaturas causadas pelo La Niña, quando passam a ser constantes até o próximo ano, quando volta a esquentar. No entanto, mostram neutralidade em relação a possíveis efeitos futuros do El Niño.
Vale destacar que o fenômeno El Niño – Oscilação Sul (ENOS) é caracterizado por aquecimento da temperatura da superfície do oceano em questão, diferentemente do La Niña, quando ocorre esfriamento. Ambos afetam a precipitação de chuvas em regiões tropicais e de latitudes médias, mas de forma oposta, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

Fonte: Folha de Londrina

Poucas chuvas atrasam plantio da soja em Mato Grosso

No último final de semana os produtores no Estado iniciaram a semeadura da soja, no entanto, o ritmo dos trabalhos a campo apresenta-se abaixo ao dos últimos anos. A constatação foi divulgada, nesta segunda-feira, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Os especialistas estimam que até a última semana tenha sido semeada 0,15% da área total, o que corresponde a 14,2 mil hectares. No ano passado, nesta mesma semana, cerca de 1,2% da área total já estava a campo, representando 112 mil hectares. A principal justificativa para o atraso na safra 2017/18, conforme o Imea, se dá em virtude dos baixos volumes pluviométricos registrados. “Por causa disso, grande parte do percentual semeado ocorreu em áreas irrigadas”.

Neste momento, de acordo com o instituto, a região mais avançada é a Oeste, com 0,4%, justificado por grande parte das áreas semeadas estar sendo antecipada para dar lugar posteriormente ao cultivo do algodão. “Nesta semana espera-se que alguns municípios iniciem as atividades a campo, no entanto, a intensificação dos trabalhos tende a ocorrer apenas em meados de outubro”.

Fonte: Agronotícias MT

Plantio do milho está sendo adiado no RS

Apesar de parecer precoce, o início do plantio está sendo retardado em função da possibilidade de geadas tardias. Algumas
entidades, como sindicatos e cooperativas, avaliam que poderá haver diminuição na oferta de milho grão e uma manutenção com leve tendência de aumento de área destinada à silagem, não diferenciando na área total semeada com a
cultura.

De acordo com a Emater/RS, na região do COREDE Fronteira Noroeste já iniciaram os primeiros cultivos, sendo que na área de abrangência do Regional Santa Rosa a semeadura já atingiu aproximadamente 10 mil hectares. Esse cenário também se verifica na região de Tenente Portela e em Crissiumal com o plantio da cultura destinada à comercialização de milho verde.

Produtores realizam aplicações de dessecantes para o manejo químico das coberturas de inverno, porém com resultados insatisfatórios devido à baixa umidade relativa do ar.

O preço do produto continua desestimulante, podendo influenciar na área a ser cultivada na próxima safra desta região. Os preços vêm sendo praticados entre R$ 20 e R$ 28/ sc. de 60 quilos. O preço médio


Fonte: Agrolink

Plantio de soja já começou em Goiás e a expectativa inicial é produzir 10,38 milhões de toneladas

O início da safra 2016/17 de grãos em Goiás está sendo marcado pela cautela. Autorizado desde o dia 1º de outubro, o plantio ainda segue lento devido à irregularidade de chuvas nas principais áreas de produção. Muitos agricultores que começaram a semeadura após as primeiras chuvas deste mês interromperam os trabalhos no campo com receio da descontinuidade das precipitações.

A recomendação é aguardar a umidade adequada, evitando assim a formação desuniforme da população de plantas, que pode levar à necessidade de replantio, um processo caro, trabalhoso e possivelmente dificultado este ano em função da reduzida oferta de sementes. Para a região Sudoeste, há expectativa de avanço no cultivo mais ao final de outubro. Já no Centro-Norte goiano, o plantio deve se firmar em novembro.

Com a ocorrência do fenômeno climático La Niña é esperada a maior regularidade de chuvas, o que sinaliza previsões mais animadoras de produtividade. O primeiro levantamento da safra 2016/17 realizado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), calcula a produção recorde de 10,38 milhões de toneladas de soja em 3,35 milhões de hectares, área praticamente estável em relação ao último ciclo.

No caso do milho verão, a tendência em Goiás é de ampliação das lavouras para 260 mil hectares. A estimativa de incremento de 10% na comparação com o ano anterior é justificada pelo cenário de preços ainda remuneradores do cereal e também pela necessidade de cumprimento de contratos da safrinha encerrada em agosto, que apresentou quebra de até 50% em alguns municípios. Segundo os números da Aprosoja-GO e Faeg, a primeira safra de milho deve chegar a 1,95 milhão de toneladas.

Dificuldades

Apesar das boas perspectivas de produção de grãos em Goiás, os produtores estão enfrentando dificuldades de acesso ao crédito e expectativa de menor rentabilidade, pois as cotações futuras já se mostram inferiores às negociadas nos últimos meses. “Temos um cenário de preços baixos e custos altos. Nessa safra, o produtor vai trabalhar no limite. Por isso, a importância da gestão e de se obter maior produtividade”, destaca o presidente da Aprosoja-GO, Bartolomeu Braz Pereira.

Segundo ele, a renegociação das dívidas contraídas por causa da estiagem em 2016 têm sido um processo moroso e muitos produtores estão com o nome negativado. Bartolomeu explica que o Conselho Monetário Nacional (CMN) está exigindo para a revisão dos débitos que os decretos de emergência municipais tenham sido reconhecidos pelo Ministério da Integração Nacional, o que tem travado os processos.

Entidades ligadas aos produtores estão dialogando com o Ministério da Agricultura para revogar essa exigência e aceitar que os laudos emitidos por responsáveis técnicos ou órgãos estaduais e municipais sejam documentos suficientes para a renegociação. “É muito importante que estes produtores consigam renegociar seus débitos, pois dependem de novos financiamentos para custear as lavouras”, afirma o presidente da Aprosoja-GO, que também é vice-presidente institucional da Faeg.

Fonte: Aprosoja Goiás

Plantio da soja no Brasil atinge 5% da área prevista, diz AgRural

O plantio de soja para a safra 2016/17 no Brasil alcançou 5 por cento da área estimada, ante 3 por cento no mesmo período em 2015, informou a consultoria AgRural nesta sexta-feira.

Apesar do índice acima do ano passado e do histórico de cinco anos, as chuvas abaixo da média em alguns Estados preocupam, como no Paraná, onde produtores esperam precipitações para a próxima semana, disse a consultoria.

Em Mato Grosso, principal produtor de grãos no país, que teve atraso no plantio no ano passado em razão da falta de umidade, o cenário para este ano é positivo, uma vez que o Estado tem recebido chuvas em algumas regiões.

O plantio de soja chegou a 6 por cento em Mato Grosso, ante 2 por cento no mesmo período no ano passado.

Já no Paraná, a estimativa é que o plantio alcançou 17 por cento, ante 16 por cento no mesmo período em 2015.

A AgRural também fez pequenos ajustes em relação à estimativa anterior, divulgada em 29 de julho, para a área de plantio. A estimativa ficou em 33,52 milhões de hectares, ante 33,54 milhões no relatório passado. Na colheita, estimou 100,6 milhões de toneladas, mesmo volume previsto em julho.

Segundo a consultoria, dois fatores estão pesando sobre a área de plantio da soja: o aumento da área de milho verão na região Sul do país e a dificuldade que produtores estão enfrentando para obter crédito nas regiões de fronteira, como no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

A área do milho verão no centro-sul do Brasil deve crescer para 3,38 milhões de hectares na safra 2016/17, alta de 6,8 por cento, segundo a AgRural. Em julho a previsão era de plantio de 3,404 milhões de hectares na região.

A alta de preços no primeiro semestre levou alguns produtores a plantarem milho em áreas de originalmente destinadas à soja.

O trabalho plantio do milho verão no centro-sul alcançou 29 por cento até 29 de setembro, ante 33 por cento no mesmo período em 2015.

Fonte: Reuters

Plantio da soja avança 10,8% em uma semana no estado, segundo a Aprosoja/MS

O plantio de soja da safra 2016/2017 atingiu 16,2% das lavouras do estado, de acordo com informações levantadas pelos técnicos do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga MS), ferramenta desenvolvida pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS).

Desde o primeiro levantamento realizado pelo Siga MS nesta safra a semeadura evoluiu aproximadamente 10,8% no estado, ou seja, cerca de 250 mil hectares foram plantados em uma semana. Esses números foram divulgados nesta segunda-feira (17) e constam na Circular Técnica n° 180.

Porcentagem por região

A região sul do estado é a mais avançada na semeadura da oleaginosa, com 25% da área plantada. Somente os municípios de Aral Moreira e Sete Quedas já plantaram em mais de 50% da área. As demais cidades desta região encontram-se com porcentagens inferiores.

Já nas regiões norte e centro, o processo de plantio é bem mais lento, com menos de 3% da área plantada: norte, com 2,7% e, centro, com 2%.

Isso se deve à escassez de chuvas nessas regiões, que tem levado produtores a adiar o início do plantio. De acordo com a Aprosoja/MS, foram plantados até então aproximadamente 374 mil hectares em Mato Grosso do Sul.

Estimativas

Até o momento, estima-se aumento de 2,4% da área plantada em Mato Grosso do Sul, passando de 2,46 milhões de hectares na safra 2015/16, para 2,52 milhões de hectares. Além disso, também é projetado acréscimo de 2,4% na produção do grão, passando de de 7,601 milhões de toneladas na safra anterior, para 7,787 milhões de toneladas na safra 2016/2017. Já a produtividade deverá se manter estável, em 51,5 sc/ha.

As informações completas da Circular Técnica podem ser obtidas por meio de cadastro gratuito no link: http://www.sigaweb.org/ms/sistema/.

Fonte: Aprosoja MS

Plano Safra chega a Minas Gerais

Nesta quinta-feira (17) foi a vez de Minas Gerais receber a equipe da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) para o lançamento estadual do Plano Safra da Agricultura Familiar 2017/2020. O evento, realizado na cidade de Uberlândia e promovido pela Delegacia Federal de Desenvolvimento Agrário de Minas Gerais (DFDA-MG), teve como objetivo apresentar para os agricultores familiares os números do estado em relação ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O secretário da Sead, José Ricardo Roseno, participou do encontro e ressaltou a importância da plurianuidade do novo Plano Safra. “É uma sinalização para o mercado de que o Governo garantirá as condições mínimas de produção para os anos seguintes”, explicou Roseno.

Ele ainda ressaltou que o Plano vai além do crédito rural e traz, também, 10 eixos principais de atuação da Sead: crédito e seguros da produção; Novo Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF); titulação de terras; regulamentação da Lei da Agricultura Familiar; agroecologia; apoio à modernização produtiva da agricultura familiar; comercialização dos produtos da agricultura familiar; assistência técnica e extensão rural; agricultura urbana e periurbana; e ações integradas no Semiárido.

Números do Pronaf

O diretor substituto do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção da Subsecretaria de Agricultura Familiar (Sead/SAF), José Carlos Zukowski, foi o responsável por apresentar o Plano Safra 2017/2020 aos produtores de Minas Gerais. Na ocasião, foi anunciado para o ano safra 2017/2018 o crédito de R$2,3 bilhões para a agricultura familiar. “Minas é o quarto maior estado do país em contratações do Pronaf, mas é uma região com potencial para crescimento e isso deve ser trabalhado”, afirmou Zukowski. O diretor da Sead também comentou sobre os avanços do programa na região. “Na safra 2016/2017, os agricultores familiares do estado contrataram aproximadamente R$2,5 bilhões do Pronaf. Os recursos foram distribuídos em mais de 164 mil contratos”, disse.

Também participaram do  evento deputado federal Zé Silva (SD-MG), o presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Valmisoney Jardim, entre outras autoridades e representantes de movimentos sociais.

Plano Safra 2017/2020

O Plano Safra foi lançado nacionalmente no final de maio. O objetivo é auxiliar os agricultores familiares a produzirem, cada vez mais e melhor. A medida reafirma o compromisso do Governo Federal na ampliação da produção de alimentos e garantia de crédito mais barato para aqueles que produzem a comida que chega às mesas das famílias brasileiras. Atualmente, a agricultura familiar é responsável por mais de 50% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, além de corresponder a mais de 30% do PIB Agropecuário. Leia mais aqui.

Agricultura familiar em Minas Gerais

Segundo o último Censo Agropecuário, 27% dos estabelecimentos da área rural do estado são de agricultores familiares. Outro dado é que 62% das ocupações no meio rural são provenientes da agricultura familiar. Dentre os produtos que são destaques da atividade no estado está a mandioca, onde 84% da produção do tubérculo são oriundas da agricultura familiar. Seguida pelo milho, 47%, e pelo leite, 45%. De acordo com a Subsecretaria de Agricultura Familiar da Sead, o estado possui atualmente mais de 295 mil Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) ativas.

Fonte: Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário

PIB do agronegócio cresceu 1,79% nos primeiros seis meses de 2016

Ao mesmo tempo, a atividade pecuária apresentou pequena queda, de 0,26%, comparado com os números de 2015

Nos primeiros cinco meses de 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, estimado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cresceu 1,79%, em comparação com o mesmo período de 2015. O bom desempenho ocorreu devido ao comportamento do ramo agrícola, que cresceu 0,37% em maio e 2,73% de janeiro a maio. Já o ramo pecuário apresentou pequena queda de 0,07% no mês, acumulando queda de 0,26% nos cinco primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2015.

Na análise por segmentos, no ramo agrícola, o destaque foi o primário com crescimento de 0,71% no mês de maio, seguido por serviços (0,35%), insumos (0,27%) e indústria (0,17%). No acumulado, os segmentos do ramo agrícola mantiveram-se em crescimento e o segmento primário também foi destaque, com elevação de 3,55%. O setor de serviços, a indústria e de insumos também apresentaram índices positivos de crescimento no período analisado: 2,80%, 2,53% e 1,28%, respectivamente.

Com relação ao ramo pecuário, o desempenho foi menos intenso. Houve queda acumulada nos primeiros cinco meses de 2016 devido ao recuo na produção dos seguintes segmentos: primário (-0,24%), industrial (-0,74%) e de serviços (-0,53%), tendo em vista que houve elevação para o segmento de insumos (0,59%). No caso específico do mês de maio, os segmentos primário, indústria e serviços apresentaram desempenho negativo de -0,10%, -0,10% e -0,12%, respectivamente, enquanto o segmento de insumos apresentou alta de 0,14%.

Já o segmento de insumos agropecuários apresentou alta de 0,22% em maio, acumulando aumento de 0,99% até maio de 2016. A variação acumulada é ainda mais modesta em comparação a outros segmentos, mas a variação mensal já mostra maior equilíbrio. Entre as indústrias acompanhadas neste segmento, para fertilizantes e adubos, ocorreu redução anual de 8,89% no faturamento. Esses números refletem a estimativa para a produção: 3,38% menor no ano e queda de 5,71% dos preços nos primeiros cinco meses de 2016, em relação ao mesmo período de 2015.

De acordo com os números da equipe Custos Agrícolas/Cepea, a desvalorização do dólar nos últimos meses resultou em queda nos preços dos fertilizantes no mercado interno, seguindo a tendência já destacada no relatório de abril. Esse cenário tem elevado o ritmo de aquisição de insumos por parte dos produtores, que estava enfraquecido desde o ano passado, por conta da alta das cotações dos fertilizantes com o dólar elevado e das dificuldades de acesso a crédito.

Fonte: CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

PIB do agronegócio cresce 2,45% no primeiro semestre

O resultado foi impulsionado pela cadeia produtiva da agricultura

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 0,62% em junho e acumula alta de 2,45% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O resultado foi impulsionado pela cadeia produtiva da agricultura, que teve alta de 3,64% em seis meses na comparação com janeiro a junho de 2015. A pecuária recuou 0,14%.

Todos os segmentos do agronegócio apresentaram expansão no primeiro semestre, com destaque para o primário, que se refere ao desempenho da atividade “da porteira pra dentro”, cuja expansão foi de 3,05%. O comportamento deste setor, segundo a CNA e o Cepea, foi atribuído à alta de preços agrícolas de janeiro a junho, que compensaram o recuo na produção, com destaque para as seguintes culturas: algodão, banana, batata, cacau, café, cana-de-açúcar, cebola, feijão, laranja (25,85%), mandioca, milho, soja e trigo.

O PIB da agroindústria subiu 2,28% nos primeiros seis meses de 2016 em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pela indústria de processamento vegetal, que elevou seus preços no semestre. Os serviços, que abrangem a comercialização e distribuição de produtos primários e agroindustriais, tiveram alta de 2,27%, também puxados pelos produtos agrícolas. Já os insumos cresceram 1,84%, sustentados pela indústria de rações, que deve ter aumento de receita neste ano, reflexo da alta dos preços e da produção.

No segmento agrícola, que cresceu 3,64% em seis meses na comparação com o primeiro semestre de 2015, o desempenho foi ainda melhor, com alta de 5,58% do segmento primário. Serviços, indústria e insumos tiveram altas de 3,55%, 2,77% e 2,40%, respectivamente. A retração do PIB na cadeia produtiva da pecuária, de 0,14%, foi puxada pelo recuo dos segmentos primário (0,06%), industrial (0,94%) e serviços (0,54%). Apenas os insumos tiveram crescimento, de 1,04%.

Fonte: CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

PIB Agro CEPEA-USP/CNA

O PIB do agronegócio brasileiro acumulou alta de 2,45% no primeiro semestre do ano frente a igual período de 2015. O destaque segue sendo o ramo agrícola, que cresceu 3,64% no período, enquanto o ramo pecuário caiu 0,14%. Tal movimento reflete o elevado patamar de preços de vários produtos de origem vegetal, notadamente do segmento primário (alta de 17,12% na média ponderada do segmento). Agroindústrias como a de açúcar, etanol e óleos vegetais também seguem em destaque.
No ramo pecuário, destaca-se a alta de 9,5% no preço do leite cru que seguiu em elevação em junho, motivado pela baixa oferta do produto no mercado – com impacto direto sobre a indústria de laticínios. Os mercados de animais vivos e carnes seguem em baixa, refletindo a redução da demanda interna – neste contexto, o alívio segue com as exportações, que têm atingido elevados patamares, beneficiadas pelo dólar ainda valorizado.
Com relação ao ambiente macroeconômico, o cenário continua desfavorável. No segundo trimestre deste ano, houve recuo de 0,6% do PIB Brasileiro com relação ao primeiro trimestre e 3,8% com relação ao mesmo período do ano passado, segundo o IBGE. Com relação à variação para o ano, o mercado prevê queda de 3,20% no PIB, conforme levantamento do último relatório Focus do Banco Central . Tal perspectiva contrasta com o resultado positivo observado no agronegócio. Verifica-se alta principalmente nas atividades que tem rentabilidade baseada nas vendas para o mercado externo, que se beneficiam do alto patamar do dólar frente ao real, levando-se à tendência de valoração de preços verificada principalmente no ramo agrícola. Ao consumidor final, no entanto, o aumento nas cotações de produtos agropecuários tem se refletido em inflação. Mesmo com o PIB brasileiro em queda e com a demanda do consumidor contraída, os preços gerais da economia seguem em alta. O IPCA acumulou elevação de 4,42% de janeiro a junho deste ano, sendo que o grupo de produtos relacionados a alimentos e bebidas apresentou avanço de 0,71% em junho, responsável por 0,18 ponto percentual do IPCA de junho, a maior contribuição entre os grupos avaliados, destacando-se altas em importantes produtos da cesta básica.

(Cepea)

Paraguai lança soja resistente à ferrugem

O Instituto de Biotecnologia Agrícola (Inbio) lançou no Paraguai sua segunda variedade de soja resistente à ferrugem asiática (Phakopsora phachyrhizi). De acordo com a engenheira agrônoma Estela Ojeda, assessora técnica da instituição, a oleaginosa Sojapar R24 estará disponível para a próxima temporada comercial.

O Inbio já havia lançado a primeira variedade paraguaia de soja resistente à ferrugem, a Sojapar R19, que foi plantada na safra atual. Segundo Estela, as duas cultivares foram totalmente desenvolvidas no país vizinho, mediante uma aliança público-privada entre a entidade e o Instituto Paraguaio de Tecnologia Agrária (IPTA).

“A variedade Sojapar R24 está na fase de multiplicação, enquanto a Sojapar R49 e a Sojapar M42 estão em fase final, mas próxima, de pesquisa”, ressaltou a assessora do Inbio. Ela explica que a variedade lançada agora também é resistente à doença conhecida como “Podridão cinza da raiz” (Macrophomina phaseolina).

 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
Orgulho que vem do campo

Em todas as regiões do Brasil vivem milhares de trabalhadores rurais que cumprem um papel muito importante para o dia a dia da economia do nosso país. Os agricultores familiares são responsáveis por 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros. Na Associação Colônia Agrícola do Lamarão, a 80 km de Brasília (DF), vive Daniel Antônio da Silva, de 35 anos, que cumpre muito bem esse função: ele planta alimentos saudáveis que saem do campo e chegam fresquinhos às casas de dezenas de brasilienses. Graças ao trabalho dele, os 7,5 hectares da propriedade da família produzem abóbora, tomate, repolho, pimentão e limão.

Ele afirma que o resultado vale o esforço: “Do início de 2015 até o primeiro semestre de 2016 vendemos aproximadamente 500 caixas de tomate para a Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF)”, comenta, para exemplificar, já que toda a produção varia muito de uma safra para a outra, e por isso ele não sabe precisar o total que colhe nas lavouras.

Além de ser apaixonado pela agricultura familiar, Daniel conta que sabe aproveitar bem as políticas públicas do Governo Federal voltadas para o meio rural. Ele tem a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e, graças a esse cadastro, ele pode recorrer a programas como o Programa e Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Fiz um empréstimo de quase R$ 20 mil pelo Pronaf e apliquei em minha propriedade para fazer uma pequena barragem que me auxilia na irrigação”, explica o agricultor.

Bem perto dali mora o gerente de logística da Fazenda Malunga, Willian Alexandre, de 30 anos, que também é agricultor familiar e, como Daniel, tem orgulho do que produz no campo. Ele conseguiu quebrar barreiras e ampliar os negócios com o apoio de linhas de créditos do Pronaf Mais Alimentos, destinadas à modernização de pequenas propriedades rurais. “Antes para solicitar alguma coisa era a maior burocracia, hoje é muito fácil. Já solicitei o crédito em duas ocasiões. A primeira foi um financiamento de R$ 10 mil para beneficiamentos na minha propriedade. E a segunda vez foi um empréstimo de proximamente R$ 80 mil para aquisição de um trator”, contou orgulhoso.

Fonte: Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Óleo de neem pode controlar mais de 500 espécies de insetos e ácaros

“Diversos resultados de pesquisas realizadas a campo e em laboratório têm demonstrado a ação inseticida do óleo de neem (Azadirachta indica) em várias lagartas-pragas”. A informação é de Gerson Adriano Silva, professor de Entomologia Agrícola do Laboratório de Entomologia e Fitopatologia – Universidade Estadual Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF).

Segundo ele, a ação inseticida do óleo de neem já foi comprovada em mais de 500 espécies de insetos e ácaros. O professor destaca os resultados obtidos contra insetos pertencentes a espécies de lagartas, besouros, mosca, pernilongos, moscas-brancas, cochonilhas, percevejos, pulgões, tripes, pulgas, ácaros e carrapatos.

“O óleo de neem pode ser utilizado para o controle de pragas na agricultura orgânica e convencional. Dentre as lagartas controladas pelo óleo de neem destaca-se a traça-do-tomateiro (Tuta absoluta), broca-pequena (Neoleucinodeselegantalis) e broca gigante (Helicoverpa zea) no tomateiro, lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) no milho, bicho-mineiro (Leucopteracoffeella) no café, larva-minadora-das-folhas (Phyllocnistiscitrella) em citros e traça-das-crucíferas (Plutellaxylostella) no repolho; o complexo de lagartas que atacam a soja, o algodão e fruteiras”, alista.

O especialista explica que a ação inseticida do óleo de neem deve-se, em grande parte, a dois grupos de moléculas: os triterpenos e os limonoides. A azadirachtina é o triterpeno com maior atividade inseticida presente no óleo. A ação inseticida do óleo de neem sobre os insetos deve-se à inibição da alimentação; ação repelente à oviposição; efeitos neuroendócrinos, inibição do desenvolvimento de insetos imaturos e pode causar a morte por intoxicação aguda.

O óleo de neem é extraído da prensagem a frio de sementes da árvore de neem, uma planta originária da Ásia e caracterizada por apresentar crescimento rápido, tolerância ao estresse hídrico e a solos pobres em nutrientes. De acordo com Gerson Silva, uma planta adulta pode chegar a 20 metros de altura e a 80 cm de diâmetro de tronco. A produção de sementes inicia com três a cinco anos de plantio, com média de produtividade superior a 25 kg/planta.

“É importante salientar que o óleo de neem apresenta ação potencializada contra lagartas em estágios iniciais de desenvolvimento, e à medida que lagartas aproximam do momento de empupar a suscetibilidade ao óleo diminui. Uma das grandes vantagens do óleo de neem no controle de lagartas, em relação aos inseticidas convencionais, é o baixo risco de desenvolvimento de resistência, graças à composição complexa do óleo, formado por mais de 150 compostos biologicamente ativos”, conclui.

Oferta abaixo da esperada limita desvalorização da raiz da mandioca

Condições climáticas favoráveis nas regiões produtoras de mandioca acompanhadas pelo Cepea possibilitaram o avanço dos trabalhos de campo nos últimos dias. Porém, a baixa disponibilidade de raízes de 2º ciclo e a prioridade de plantio mantiveram a oferta para a indústria abaixo da esperada para o período.

Segundo agentes consultados pelo Cepea, houve dificuldade em adquirir a quantidade de mandioca necessária para manter o volume de processamento na última semana. Entre 28 de agosto e 1º de setembro, o valor médio nominal a prazo para a tonelada da mandioca posta fecularia foi de R$ 489,98 (R$ 0,8521 por grama de amido), ligeira queda de 0,9% frente à média da semana anterior. Já o preço médio de agosto subiu 3,1% em relação ao de julho (deflacionamento pelo IGP-DI de julho/2017).

Fonte: Cepea/Esalq

O clima está em pauta

Nesta quinta, representantes da Diretoria da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) visitam a unidade da Embrapa Monitoramento por Satélite, em Campinas. A agenda complementa a reunião do início da semana com o diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Francisco de Assis Diniz. Na pauta, o uso de tecnologia para aperfeiçoar as previsões climáticas.

“O clima é um importante item na composição dos fatores de produção. Do ano passado para cá, especificamente, ficou mais clara essa tendência devido ao impacto prejudicial que a forte seca causou nas lavouras. Se até então era possível contar com certeza de sol e chuva nas horas certas, agora o agricultor tem que ficar sempre atento a como está o tempo lá fora”, observa o diretor técnico da Aprosoja, Nery Ribas.

O diretor do Inmet trouxe boas novas. Antecipou que, em 2017, o instituto irá ampliar sua base com a inclusão de mais cinco novas estações meteorológicas. Mas a grande notícia é a possibilidade de adicionar no sistema do órgão as mais de 100 estações meteorológicas privadas já existentes e em funcionamento por todo o estado. “O que nos daria maior acuidade nas previsões”, afirma Ribas.

A possibilidade é grande, mas há desafios tecnológicos. Os equipamentos devem ter conexão com o sistema adotado pelo Inmet, e, para checar alguns exemplos na prática, a Aprosoja realizou uma rápida visita com os técnicos do instituto a Campo Verde. O objetivo era verificar a tecnologia adotada em algumas estações em funcionamento no município, que fica a 130 km de Cuiabá.

Assis Diniz revelou também que, nos próximos dias, o Inmet lançará de forma gratuita um aplicativo de previsões climáticas para celular. Inicialmente na plataforma Android, mas com posterior ampliação. “A intenção é deixar a previsão do tempo a um clique da mão”, disse Nery.

Já a visita à Embrapa Monitoramento por Satélite, que ocorre nesta quinta (3) terá uma função complementar à conversa iniciada com o Inmet. A Aprosoja será recebida pelo Dr. Evaristo Miranda, chefe geral, com o foco de conhecer todas as soluções de tecnologia aplicada na área de clima e meteorologia.

“De todas essas aproximações, sairão ideias para o nosso planejamento de 2017, que já está em curso. A ideia é identificarmos o que há de melhor para podermos oferecer ao nosso associado no quesito meteorologia”, explica o diretor técnico.

Além de Nery, participam da visita à Embrapa Monitoramento por Satélite o diretor administrativo e vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola, Alexandre Schenkel. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Instituto Mato-grossense do Algodão (Ima) também participam das agendas com representantes.

Fonte: Aprosoja

Neutralidade climática marcará a primavera

Após um inverno seco, a primavera, que começa às 17h02 nesta sexta-feira (22.09), deve trazer temperaturas mais altas e um pouco mais de umidade em seu final, embora ainda nos primeiros dias o clima permaneça seco. A estação inicia sem influência dos fenômenos El Niño e nem La Niña, sendo marcada pela neutralidade climática.

A tendência é que ao longo da primavera o fenômeno La Niña ocorra durante a primavera e verão de 2017 e 2018. Diferentemente do El Niño, o fenômeno consiste na diminuição da temperatura das águas do Pacífico. Conforme o meteorologista do INMET – Instituto Nacional de Meteorologia, Luiz Renato Lazinski, o fenômeno deverá influenciar o clima ao longo de toda safra de verão.

A primavera deste ano também deve terminar com o fenômeno da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que proporciona chuva volumosa para várias regiões do país.

O aumento do calor e da umidade da estação provocam pancadas de chuva no final da tarde ou da noite nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A estação também traz poucas alterações nos números mensais de chuva na região Sul. Já nas regiões Norte e Nordeste, costuma haver pouca variação de temperatura.

Para o centro-sul do Brasil, as chuvas deverão continuar apresentando irregularidade na distribuição, intercalando períodos de muita precipitação e alguns com pouco volume ou até mesmo sem nenhuma.

As temperaturas na primavera ainda continuam apresentando grandes variações, ainda sem frio tardio que possa prejudicar a agricultura. Durante o verão as temperaturas voltam ao padrão normal, sem grandes variações.

Para as áreas ao norte da região centro-oeste e áreas produtoras de grãos do nordeste do Brasil, as chuvas que estão atrasadas, deverão ser mais regulares e abundantes.

Para a primavera de 2017, não há expectativa de massas polares fortes. Assim, não devemos ter eventos de frio atípico como no ano passado.


Fonte: Agrolink

Nesta safra, SEAF já chegou a 12 mil agricultores familires

A safra 2015/2016 ainda não terminou de ser colhida e 12 mil agricultores já foram amparados pelo Seguro da Agricultura Familiar (SEAF) devido às perdas que tiveram na lavoura. Os prejuízos foram causados por fatores climáticos como seca, granizo, geada e chuva excessiva. Ao todo, R$ 237 milhões já foram pagos pelo seguro a esses agricultores, e esse montante deve aumentar. Outros 15 mil laudos de perdas estão em fase de análise e se, comprovado o prejuízo, esses agricultores também devem receber o seguro até o fim do ano.  Ao todo, mais de 340 mil agricultores estão assegurados na safra 2015/2016. O valor total segurando nessa safra é de R$ 9,4 bilhões.

Os recursos do SEAF vêm do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Ele é destinado aos agricultores familiares que acessam o financiamento de custeio agrícola vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).  O valor segurado é calculado da seguinte forma: 80% da receita bruta esperada da lavoura, limitado ao financiamento, mais R$ 20 mil.

O seguro é feito na hora em que o agricultor acessa o financiamento de custeio. “A análise de risco e a definição do valor segurado são feitas com base em procedimentos e planilhas técnicas utilizadas para o financiamento da lavoura.” explica José Carlos Zukowski, diretor substituto do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção (DFPP) da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF).

O seguro opera em todo o Brasil e podem ser beneficiados agricultores familiares que plantam culturas do zoneamento agrícola e acessam o crédito do Pronaf. “A adesão é feita no contrato de custeio agrícola do Pronaf. A adesão é automática, mas é preciso fazer o financiamento da lavoura para ter o seguro”, explica Zukowski.

A região Sul é a que concentra o maior número de beneficiários do SEAF.  É que essa região concentra o maior número de agricultores familiares integrados ao mercado.  O público alvo do seguro são os agricultores que produzem para vender, cultivam a lavoura como um empreendimento viável, tem acesso ao mercado e ao crédito.  Para agricultores familiares com baixa integração ao mercado, há outros programas como o Garantia Safra, que concentra sua atuação na região Nordeste.

Recebimento

O pagamento do seguro poderá ser feito se houver perdas superiores a 30% na lavoura, causadas por evento amparado. Para receber o seguro, o agricultor familiar deve comunicar ao banco o mais rápido possível que teve perdas na lavoura. “Ele tem que fazer a comunicação na época própria, depois que aconteceu o evento. Se for granizo, geada, ou coisas assim, tem que ser logo após o evento”, explica José Carlos Zukowski. “Se for seca, entre duas e três semanas antes da fase de colheita”, acrescenta.

Feito o comunicado, o banco envia um perito que vai até a lavoura e elabora um laudo. O documento segue para o banco que vai analisar e calcular a indenização. “A solicitação é mandada ao Banco Central que envia os recursos e paga o agricultor”, explica Zukowski. “Uma parte vai para a conta do financiamento, para pagamento da dívida, e a outra parte vai para a conta corrente do agricultor, que é a parte que corresponde à renda liquida”, acrescenta.

Cuidados

É importante o agricultor se atentar para alguns fatores que levam à perda da lavoura. Ele é responsável por adotar medidas que podem evitar prejuízos. Se na vistoria for verificado que tais cuidados não foram tomados por parte do agricultor, ele poderá perder a cobertura do seguro.

Um exemplo prático disso pode-se ver no milho safrinha, que é recomendado para cultivares de ciclo curto. É comum plantá-lo em fevereiro para colher entre final de maio e junho. “Se o agricultor plantar cultivares de ciclo médio e longo, a lavoura fica em campo por mais tempo, exposta a riscos climáticos muito altos nessa época do ano”, explica Zukowski. “Em junho e julho é comum a ocorrência de geada, vendaval, chuva excessiva e até mesmo seca na região Sul, causando perdas na lavoura, quando a colheita já era para ter sido encerrada”, complementa ao informar que também é preciso ficar atento ao tempo correto de plantio para diminuir os riscos de perda.

A época apropriada para a colheita é outra questão que requer atenção.  A cobertura do seguro termina no final da fase de colheita definida pelo ciclo da cultura.  Quando os grãos ou frutos estão em condições de serem colhidos, a colheita precisa ser feita.

A colheita não pode ser postergada, deixando produção no campo exposta a riscos climáticos, fungos e pragas.

É importante destacar que o agricultor é responsável pela boa condução da lavoura e por medidas de prevenção ou mitigação dos impactos do clima.  Se a vistoria de comprovação de perdas indicar que não houve a atenção devida, a indenização do seguro pode sofrer suspensão ou a lavoura pode perder totalmente a cobertura. “É preciso fazer a adubação correta, usar sementes de qualidade, cuidar bem do solo e respeitar o zoneamento agrícola, são cuidados básicos”, pondera Zukowski.

No site da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário é possível encontrar diversas informações e cuidados que devem ser tomados para evitar a perda do segundo. Acesse o link e fique informado de como proteger a lavoura.

Fonte: Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Negócios na Agrishow 2017 alcançam R$ 2,2 bilhões

Número de visitantes também obteve crescimento, além da alta qualificação destacada pelos expositores

A Agrishow 2017 – 24ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola, que se encerra nesta sexta-feira (5/5),obteve um resultado positivo, com a realização de negócios da ordem de R$ 2.204 bilhões, o que significa uma recuperação de 13% em relação à edição anterior. Por segmento, o crescimento na intenção de compra de máquinas e equipamentos é: armazenagem (11%), grãos (12%), pecuária (11%), irrigação (20%) e outros (19%). No entanto, contando os fechamentos dos bancos, bem como os negócios iniciados em Ribeirão Preto, mas finalizados nos próximos meses, a expectativa é que o valor será maior.

A 18ª Rodada Internacional de Negócios reuniu fabricantes brasileiras de máquinas, implementos agrícolas, pecuária e equipamentos de irrigação, com compradores (importadores, distribuidores e representantes) procedentes da Argélia, Chile, Colômbia, Egito, Etiópia, EUA, Nicarágua, Nigéria e Peru. Foram 12 compradores estrangeiros, que durante três dias reuniram-se com 38 empresas brasileiras, em uma ação de promoção comercial que resultou em cerca de 300 reuniões e mais de US$ 17 milhões, entre negócios fechados e futuros para os próximos 12 meses. Denominada Projeto Comprador, a Rodada Internacional de Negócios foi organizada pelo Programa Brazil Machinery Solutions, uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

Em relação ao número de visitantes da Agrishow 2017, também apresenta um crescimento, chegando a 159 mil pessoas ante 152 mil do ano anterior. Além da elevação de 4,6% na quantidade de público, as mais de 800 marcas expositoras nacionais e internacionais ressaltaram a qualificação desses visitantes, formada, sobretudo, por compradores e produtores rurais de pequeno, médio e grande portes do Brasil e do exterior.

A Agrishow 2017 é uma iniciativa das principais entidades do agronegócio no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio, Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos, Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB – Sociedade Rural Brasileira, e é organizado pela Informa Exhibitions, integrante do Grupo Informa, um dos maiores promotores de feiras, conferências e treinamento do mundo com capital aberto.

A próxima edição da Agrishow será promovida de 30 de abril a 04 de maio de 2018.

Fonte: Agrolink com inf. de assessoria

Mundo precisa do algodão brasileiro

Realizado pela Abrapa, o 11° Congresso Brasileiro do Algodão foi aberto oficialmente na noite desta terça-feira (dia 29/08), no Centro de Convenções de Maceió/AL. A solenidade contou com a participação do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Arlindo de Azevedo Moura, do diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o embaixador João Almino, e do representante do presidente da Embrapa, o chefe-geral da Embrapa Algodão, Sebastião Barbosa. O evento, uma realização da Abrapa, acontece até sexta-feira (dia 01/09), com a expectativa de reunir cerca de 1,2 mil participantes.

Em seu discurso, Arlindo Moura destacou a conjuntura favorável para o Algodão, tanto do ponto de vista agronômico, pelo bom desempenho da safra que está finalizando agora (2016/2017) e pela expectativa otimista para 2017/18, quanto pelo aspecto mercadológico, que motiva os produtores a pensar em ampliar área plantada e os fornecedores da cadeia produtiva do Algodão a prover os insumos e tecnologias necessários a uma provável expansão. Moura também frisou a liberação gradativa dos estoques chineses, que sugerem a sustentação dos preços atuais da commodity em torno de US$0,70 a libra peso.

“A política de proteção aos agricultores chineses se tornou, literalmente, um “fardo” – caro e ruim – mantido a um custo insustentável de US$1,2 por libra-peso. O país importava quatro milhões de toneladas de pluma. Passou para um milhão e, este ano, comprou 1,2 milhão. Particularmente, acredito que ela possa voltar aos patamares de três ou quatro milhões de toneladas em dois anos”, disse o presidente. “O mundo não só quer, como precisa, do nosso Algodão. E nós temos todas as condições para suprir essa demanda de forma escalonada e sustentável”, disse.

O chefe-geral da Embrapa Algodão, Sebastião Barbosa, representando o presidente da entidade, Maurício Lopes, destacou a tradição do CBA na cotonicultura e a presença da Embrapa desde os primórdios do Congresso, quando ainda se chamava Reunião Nacional do Algodão. “As colheitas revelam alta produtividade e maturidade do Algodão brasileiro para abastecer a nossa indústria têxtil e de mais de 100 países no mundo todo. O Algodão pode ser plantado em quase todo o território brasileiro e com tecnologia de produção é possivel fazê-lo voltar ao semiárido, assim como novos métodos de cultivo e de máquinas para a pequena agricultura”, afirmou. De acordo com Barbosa, a Embrapa trabalha para o Algodão, seja ele transgênico, convencional, branco, ou colorido. “É um esforço diuturno para competir com a fibra sintética e, na próxima semana, assinaremos um convênio com a Abrapa e IMAmt para o desenvolvimento de Algodão transgênico resistente ao bicudo do algodoeiro”, revelou.

O secretário da Agricultura do estado de Alagoas, Álvaro Vasconcelos, falou sobre a importância do resgate da cultura do Algodão no estado, que já esteve em destaque no Brasil. “Queremos diversificar nossa agriculta com a reintrodução do Algodão, para gerar emprego e renda para o estado e contribuir para economia alagoana e brasileira”, concluiu.

Luxo brasileiro

Primeira parceria oficial do movimento Sou de Algodão, liderado pela Abrapa, para fomentar o consumo no mercado interno, a estilista alagoana Martha Medeiros, convidada especial da noite, empolgou a plateia com o relato de sua trajetória de empresária, desde o tempo em que começou a mostrar o seu trabalho como vendedora na feira de artesanato de Pajussara, em Maceió, e que agora se estende até uma loja própria em Los Angeles, nos Estados Unidos. Suas criações, hoje exportadas para mais de 30 países, sempre tiveram relação estreita com o Algodão, pois é baseado na renda e no bordado tradicionais do seu estado natal. A estilista aposta no Algodão como uma forma de fazer moda com qualidade, responsabilidade social e respeito ao consumidor.

“Fui desafiada pela Abrapa a fazer uma coleção, que acabo de lançar, com ênfase no Algodão. Poderia ter utilizado qualquer fibra sintética, mas acredito que o futuro tem um coração antigo. Uma roupa de Algodão é uma forma de abraço”, comparou. Martha Medeiros também falou da importância para seu trabalho para a vida de 400 mulheres rendeiras que atuam organizadas em cooperativas. “Só trabalho com mulheres cooperativadas. Onde não existe essa forma de organização, nós criamos. Queremos que elas trabalhem com dignidade e auto estima”, concluiu.

Fonte: Agrolink com inf. de assessoria

MS: preço da soja e do milho se mantém estável em setembro

O sojicultor sul-mato-grossense recebeu, em média, R$ 71,38 pela saca de soja em setembro deste ano, com leve alta de 0,18% em relação ao que era cotado no mês. Os dados são do último Informativo Casa Rural, elaborado pelo Departamento de Economia do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve retração nominal de 1,44%.

O analista econômico do Sistema Famasul, Luiz Eliezer Gama, explica que um dos motivos para a estabilidade do preço da soja é a comercialização lenta. “Dentro do mês de setembro, houve um crescimento de apenas 1,07 ponto percentual do volume comercializado nesta safra. O produtor está muito focado no plantio da oleaginosa e não está olhando tanto para o mercado”, avalia.

Simultaneamente, para Gama, há influência dos Estados Unidos, que está em época de colheita. “Essa contraposição ao avanço do plantio no Brasil causa maior lentidão no mercado interno”, explica o economista.

A expectativa para os próximos meses ainda é de relativa estabilidade. “Os Estados Unidos terão produção recorde, o que poderá influenciar os preços no mercado brasileiro. Conforme a colheita americana avança, a projeção é de que os preços se mantenham em torno de R$ 70 em Mato Grosso do Sul, mas vai depender também do movimento da taxa de câmbio”, evidencia Luiz Eliezer.

Milho

A saca de milho encerrou o mês de setembro negociada em média a R$ 32,13, com alta de 0,59%. No comparativo com setembro de 2015, houve alta de 37,3%. O analista econômico do Sistema Famasul explica que o aumento das exportações resultou na escassez do mercado interno. “Com a valorização do dólar, o milho ficou muito competitivo, o que ocasionou a aceleração das exportações”, afirma. No acumulado de janeiro a setembro deste ano em relação ao ano passado, houve crescimento de 37,14% no volume exportado.

Outro ponto a considerar é a quebra da safra do milho em mais 30% em Mato Grosso do Sul. A expectativa inicial era colher mais de 9 milhões de toneladas, os números atuais se mantêm em 5,9 milhões, o que resulta na manutenção do preço ainda elevado no mercado interno.

Para acessar os dados completos sobre o mercado da soja e do milho, clique em: http://famasul.com.br/public/area-produtor/10644-boletim-agricultura-setembro-edicao-28-2016

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Movimentação no Corredor de Exportação cresce 129% em julho

A movimentação no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá aumentou 129% em julho, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em 2016, haviam sido exportadas 801.071 toneladas de produtos agrícolas, como soja, milho e trigo. Neste ano, a quantidade mais que dobrou, passando de 1,8 milhão de toneladas. Esse é o melhor julho de todos os tempos.

“O aumento na produtividade aponta que a agricultura do Paraná está em um excelente momento e que o nosso Porto está conseguindo atender mais e melhor os seus clientes”, afirmou o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

PRODUTOS EXPORTADOS - Entre os itens exportados, a soja desponta como o principal. No total, mais de 1 milhão de toneladas foram embarcadas, o que representa quase três vezes a mais que a quantidade registrada no mesmo mês de 2016, quando 375.245 toneladas foram escoadas.

Em segundo lugar, aparece o milho, cuja quantidade exportada foi de 358 mil toneladas. Esse volume representa mais que o dobro do registrado no ano passado, quando 177 mil toneladas foram embarcadas.

MOTIVOS DO AUMENTO – De acordo com informações da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), as duas principais razões para o aumento das exportações no mês passado são o grande volume de soja produzido no primeiro semestre e o começo da segunda safra do ano, chamada de safrinha, que ocorre entre julho e agosto. Nessa etapa, o principal produto colhido é o milho.

“Na primeira e maior safra, que ocorre entre os meses de janeiro e abril, o grande destaque é a soja. A superprodução do produto, registrada neste ano, levou a uma lotação dos armazéns. Com o começo da segunda safra, os produtos que estavam armazenados precisaram ser escoados, para dar lugar aos que passaram a ser colhidos”, explicou o gerente técnico da Ocepar, Flávio Turra.

COLHEITAS NO PARANÁ - No Paraná, além das duas primeiras etapas, existe mais uma safra, que tem como destaque o trigo. A colheita ocorre entre os meses de setembro e novembro. Em 2017, o estado deverá produzir aproximadamente 42 milhões de toneladas de soja, milho e trigo, expectativa que tem sido confirmada pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

“Depois da exportação histórica de soja, que tivemos nos primeiros seis meses, esses dados preliminares do segundo semestre apontam que essa produtividade deve continuar”, disse o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

CONFIANÇA PARA EXPORTAR - Segundo o diretor-presidente da Appa, outro fator que contribuiu muito para o recorde alcançado no Corredor de Exportação no mês de julho foi a confiança do produtor na capacidade de escoamento da produção pelo Porto de Paranaguá, ampliada com novas obras de infraestrutura.

“Os picos de escoamento determinados, que aconteciam anos atrás, já não existem mais. A safra agora está se distribuindo ao longo da cadeia e, confiando que o Porto vai exportar e atender o mercado, o produtor acaba retendo a mercadoria para exportar nos momentos de alta do preço”, explicou o diretor-presidente.

Nos últimos sete anos, o Porto de Paranaguá recebeu R$ 620 milhões em investimentos destinados à modernização e ampliação da sua estrutura terrestre e marítima. “Como resultado, ampliamos a potencialidade do porto, dando condições de escoamento adequadas para a agricultura do Paraná e do Brasil”, acrescentou Dividino.

Fonte: Agência Estadual de Notícias – Paraná

Monsanto quer fatia do mercado digital

A partir de 2017, a multinacional de agricultura e biotecnologia Monsanto quer ser conhecida e reconhecida no Brasil para além da produção do herbicida glifosato (Roundup) da qual é líder mundial. A norte-americana está dando um passo além da biotecnologia para fazer a ponte com a agricultura digital, ao apresentar durante um almoço para a imprensa em São Paulo, na última quarta-feira, serviços digitais a campo, que grosso modo podem ser resumidos como uma evolução da agricultura de precisão, aquela que gera dados e que agora por meio de uma nova ferramenta, o Climate FieldView, poderá trabalhar cada informação dentro de cada hectare, de cada fazenda por cada produtor.

 

De forma experimental, 100 produtores de atual safra, a 2016/17, estão testando o sistema nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia. O lançamento efetivamente comercial, que deverá ser vendido em forma ‘pacotes’, que poderá ser negociado em hectares, está previsto para ocorrer em até 18 meses.

Como explica o líder da The Climate Corporation para a América do Sul, Mateus Barros, o FieldView é uma solução digital que permitirá ao produtor obter e gerenciar informações de sua lavoura por meio da geração automática de mapas e relatórios de plantio e colheita, marcações georreferenciadas de monitoramento e integração de informações de diferentes fontes. “Produtores de quatro estados que é composta por um aplicativo, sensores e ipads instalados nas máquinas agrícolas, que captam as informações do campo e as transferem para a nuvem na internet por meio de banda larga. Como apenas 10% das lavouras brasileiras têm 3G ou wifi no campo capacitamos a plataforma para também armazenar dados mesmo sem sinal de internet”, completa.

Mateus Barros pontua ainda que a ideia é que o produtor rural tenha relatórios com mapas e coordenadas geográficas de sua propriedade que mostrem a performance das máquinas e o potencial produtivo de cada área da fazenda, permitindo avaliar maneiras de aumentar a produtividade, entre elas, está o momento mais crítico da lavoura o plantio. “Como monitorar a velocidade das plantadeiras e saber a te que ponto a velocidade está impactando ou não na distribuição das sementes, o que poderia a vir a prejudicar a população das plantas e comprometer a produtividade. Com a tecnologia nas mãos, qualquer problema é detectado na hora podendo ser revertido a tempo”.

 

A The Climate Corporation foi adquirida pela Monsanto e passou e ser uma subsidiária da Monsanto Company. Nos Estados Unidos, o conjunto de soluções Climate FieldView já caminha para atingir mais de 37 milhões de hectares cadastrados na plataforma. São 100 mil agricultores registrados que, além de utilizar os serviços gratuitos da Climate, requisitaram serviços pagos para 6 milhões de hectares que já estão mapeados em alta resolução.

Dobradinha – Para quem esperava um anúncio em biotecnologia de soja ou de milho para a safra 2017/18, por exemplo, se surpreendeu com a declaração de líder (CEO) da Monsanto na América Latina, Rodrigo Santos, quando apresentou a plataforma FieldView, deixando claro a diversificação da multinacional. Como ele mesmo explicou que tudo, desde as pesquisas nos laboratórios, até o lançamento da Intacta, a variedade mais demandada da Monsanto atualmente, como a nova plataforma digital, converge para um único objetivo: ampliar a produção por meio do ganho de produtividade, e é claro, fidelizar o produtor. “Em Mato Grosso, por exemplo, onde se faz duas safras, um produtor toma cerca de 100 decisões por ciclo e quanto mais acesso à tecnologia ele tiver, mais acertos ele terá e isso tudo vai impactar positivamente na produtividade e na rentabilidade dele. Nosso objetivo é permitir cada vez mais o ganho de produtividade pela melhoria na tomada de decisão e isso vimos ser possível pela fusão da agricultura digital com a biotecnologia”.

Como esclarece Santos, as decisões que precisam ser tomadas durante a safra vão desde a escolha do tipo de semente, a adubação, o uso de defensivos até a época de colheita, a escolha de equipamentos, o armazenamento, transporte e comercialização. “O uso da tecnologia da informação, com algoritmos e redes neurais, possibilita analisar as áreas dos talhões de cultivo para entender suas características e fornecer informações relevantes sobre a produtividade do todo e de cada uma delas de forma separada”.

 

Ele assevera que ao aproveitar a particularidade de cada metro quadrado de um talhão é possível maximizar a produção, o que se faz cada vez mais fundamental diante do desafio de alimentar mais de 9 bilhões de pessoas em 2050. “O avanço da ciência de dados na agricultura será fundamental para auxiliar na adaptação da atividade junto aos desafios complexos impostos pela crescente demanda por alimentos, bem como pelas mudanças climáticas, que trarão ainda mais ameaças à segurança alimentar e aos sistemas agrícolas”.

Sobre os investimentos em biotecnologia, Rodrigo Santos deixou bem claro que a agricultura digital não se sobrepõe à atividade que é o carro-chefe da companhia, “ela maximiza o resultado de outras tecnologias”, afirmou. Ele disse que uma nova geração de sementes transgênicas de soja está em fase de pesquisa, com lançamento previsto para 2020 ou 2021. (* Viajou a convite da Monsanto)

Monocultura dá lugar a produção diversificada em assentamento da Paraíba

Na região da Zona da Mata paraibana, conhecida pelos grandes canaviais que abasteciam antigos engenhos de cana-de-açúcar, a monocultura deu lugar a uma produção diversificada que garante sustento e qualidade de vida a famílias do Assentamento Santana II, no município de Cruz do Espírito Santo, a cerca de 25 quilômetros de João Pessoa.

 

A área de reforma agrária está localizada em terras habitadas pelos índios Tabajaras antes da conquista pelos portugueses, que implantaram engenhos e iniciaram o plantio de grandes canaviais ainda no século XVI.

Com a criação do Assentamento Santana II pela Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Paraíba, em 1996, o solo rico e fértil da várzea do Rio Paraíba, que viu nascer o poeta Augusto dos Anjos e o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, hoje produz abacaxi, feijão, milho, batata-doce, macaxeira, cenoura, hortaliças e frutas variadas.

Uma das 55 famílias assentadas em Santana II – a grande maioria ex-posseiros da antiga Usina Santana –, é a de Carlos Pedro dos Santos, 51 anos, e Nadilza Maria dos Santos, 54 anos, que transmitem aos três filhos o amor pela terra onde nasceram.
“Sempre digo a meu filho que o dinheiro que nós temos vem da agricultura. Antes, quando aqui era uma usina, a gente não conseguia conquistar nada”, afirmou Santos.

Após ser assentada, a família, que hoje tem renda mensal de aproximadamente R$ 1,5 mil, comprou motocicleta, carro e todos os utensílios da casa com a produção agrícola. “Não posso reclamar da reforma agrária”.
80% da parcela plantada

Quase toda a área da parcela da família de Santos – cerca de 80% dos seis hectares – está plantada com abacaxi, macaxeira, milho, feijão, fava e com espécies frutíferas como o coco, laranja e tangerina. Tudo irrigado por sistema de aspersão implantado com recursos próprios. Para diminuir a exaustão do solo, os agricultores usam a rotação de culturas.

 

A produção é vendida em feiras-livres da região, a atravessadores, ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para quem, em épocas de maior produção, a família já chegou a fornecer cerca de 25 toneladas de macaxeira através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

“Aqui antes todo mundo era obrigado a plantar cana-de-açúcar para a usina. Agora, a gente tem liberdade para trabalhar onde quer, com a cultura que a gente quer”, contou Santos, acrescentando que atualmente a família também possui algumas cabeças de gado, ovelhas e galinhas.
A mudança de vida foi total, segundo o assentado, e se reflete na alimentação e na saúde da família. “A gente agora se alimenta muito melhor e só pensa coisas boas sobre o futuro porque nós seremos donos do lugar onde vivemos e trabalhamos”, concluiu Santos.
Permanência no campo

Primo de Dona Nadilza, Antônio Carlos Soares, 48 anos, também nasceu na área do Assentamento Santana II, onde vive com a esposa, Ana Maria Melo, dois filhos e um genro.

“Aqui a gente tem de tudo para comer. Na rua tudo é comprado. Não deixaria de morar aqui para morar na cidade de jeito nenhum”, afirmou Soares.

O desejo de permanecer no campo e de viver da agricultura é compartilhado com seu genro, Samuel Braz, 20 anos, casado há oito meses com Larissa, 19 anos, filha de Antônio e Ana Maria. O jovem vivia com a família no vizinho Assentamento Campo Verde.

“Aqui é um paraíso para quem quer trabalhar. Aqui a gente tem tranquilidade e não se preocupa com nada”, disse Braz.

A família tem renda mensal de até R$ 2 mil com a venda de abacaxi, batata-doce, macaxeira, feijão e milho nas feiras-livres de João Pessoa e de Santa Rita, a atravessadores e ao Pnae. Toda a produção é irrigada com água de uma vazante que percorre a parcela por gravidade.

 

“Às vezes ficamos adubando e aguando as plantas até as 20h”, comentou Braz, explicando que um motor a diesel leva a água às áreas mais elevadas da parcela, assim como acontece na parcela da família Santos.
“Planto de tudo”

A família de Maria Soares, 68 anos, tia de Dona Nadilza, também é assentada em Santana II. Junto com o marido, Arnaldo Domingos Soares, 72 anos, cujo avô também já vivia nas terras da usina, planta macaxeira, feijão, fava, milho, batata-doce, abacaxi e coco. A produção, que também já foi comercializada via Pnae, atualmente é vendida na feira-livre de Santa Rita e a atravessadores.

“Quando acordo, tomo o meu café e minha vontade é logo pegar a enxada. Planto de tudo porque a terra é boa e gosto de trabalhar”, afirmou Seu Arnaldo, que acorda às 5h. “Só vou na cidade para tirar dinheiro. Mas fico logo querendo voltar para a minha terra”, disse.

Monitores de pragas do algodoeiro iniciam treinamento dia 15

Está chegando a hora de os monitores técnicos de campo atualizarem seus conhecimentos sobre pragas, doenças e nematoides, plantas daninhas e outros temas presentes no dia a dia das lavouras de algodão. No próximo dia 15 (quarta-feira), a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) iniciarão o treinamento de monitores de praga do algodoeiro em todos os núcleos regionais de produção em Mato Grosso.

“O sistema produtivo adotado hoje na maior parte das regiões produtoras do estado é bastante complexo e dinâmico, por isso é muito importante que os profissionais que atuam no dia a dia das fazendas procurem se atualizar com os pesquisadores do IMAmt”, afirma Alexandre Schenkel, presidente da Ampa. Segundo ele, a atuação dos monitores técnicos de campo vai definir a eficácia do trabalho de prevenção e controle de pragas, doenças, nematoides e plantas daninhas, evitando ou minimizando danos às lavouras, aumentando a produtividade e melhorando a qualidade do algodão, com menores custos de produção.
A programação do treinamento será sempre aberta com uma palestra do fitopatologista do IMAmt Rafael Galbieri, que falará sobre manejo de doenças e nematoides na cultura do algodoeiro. Em seguida, o pesquisador Edson Junior apresentará as novidades sobre identificação, monitoramento, controle e resistência de plantas daninhas. Coordenador de Projetos e Difusão de Tecnologias do IMAmt, Márcio de Souza foi escalado para falar sobre mastigadores e sugadores, o que inclui o controle de pulgões, percevejos e da maior praga do algodoeiro: o bicudo. Encerrando a programação, o entomologista Jacob Netto abordará o tema lepidópteros, apresentando pragas e inimigos naturais na cultura do algodoeiro.

O treinamento para monitores de pragas do algodoeiro será iniciado em Sorriso, no Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica do IMAmt (BR-163 km 726), no dia 15 (quarta-feira). No dia 16, será a vez de Campo Novo do Parecis receber a equipe do IMAmt na Câmara Municipal de Vereadores. No dia 17, o treinamento acontecerá em Sapezal, também na Câmara Municipal de Vereadores.

Após uma breve pausa, a programação será retomada no dia 21, em Rondonópolis, no auditório da Fazenda Torre (BR-364, km 127, na Serra da Petrovina, em Pedra Preta). No dia 22, a equipe do IMAmt estará em Primavera do Leste, no Hotel Tezla (Rua Olivério Porta, 910) e a rodada de treinamento será encerrada no dia 23, em Campo Verde, no auditório da Acicave (Centro Empresarial de Campo Verde).

O treinamento será iniciado às 7h, com a inscrição dos participantes, e será encerrado sempre às 17h com a entrega de certificados. Os interessados poderão fazer sua inscrição prévia ou buscar mais informações com os assessores técnicos regionais (ATRs). Os treinamentos serão realizados com apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

Programação:

7h às 8h – Inscrição dos participantes
8h às 9h:30m – Doenças e nematoides: Manejo de doenças e nematoides na cultura do algodoeiro – Rafael Galbieri – IMAmt
9h:30m às 9h:45m – Coffee Break no local do evento
9h:45m às 11h:15m – Plantas Daninhas: Identificação, monitoramento, controle e resistência – Edson Junior – IMAmt
11h15m às 12h:30m – Almoço no local do evento
12h:30m às 14h – Mastigador/Sugadores – Sintomatologia, biologia e controle do bicudo, pulgão e percevejos no algodoeiro – Márcio de Souza – IMAmt
14h às 15h – 1ª parte – Lepidópteros – Pragas e inimigos naturais na cultura do algodoeiro – Jacob Netto – IMAmt
15h às 15h:15m – Coffee Break no local do evento
15h:15m às 16h:15m – 2ª Parte – Lepidópteros – Pragas e inimigos naturais na cultura do algodoeiro – Jacob Netto – IMAmt
16h:15m às 17h – Entrega de certificados e encerramento.

Locais dos treinamentos:
Sorriso:
Data: 15/02/17
Local: Centro de Treinamento do IMAmt
BR-163 Km 726 – Sorriso-MT

Campo Novo do Parecis:
Data: 16/02/17
Local: Câmara Municipal de Vereadores

Sapezal:
Data: 17/02/17
Local: Câmara Municipal de Vereadores

Rondonópolis:
Data: 21/02/17
Local: Auditório da Fazenda Torre – BR-364, Km 127 – Serra da Petrovina – Pedra Preta-MT

Primavera do Leste:
Data: 22/02/17
Local: Hotel Tezla
Rua Olivério Porta, 910 – Primavera I
Primavera do Leste – MT

Campo Verde:
Data: 23/02/17
Local: Auditório da Acicave
Centro Empresarial de Campo Verde
Rua Campo Grande n° 390 – Jardim Cidade Verde
Campo Verde/MT

Fonte: 24 Horas News

Monitoramento de pragas começa na fase inicial das lavouras

Hora de plantar a segunda safra nas lavouras e também de monitorar as diferentes pragas que podem afetar o sistema de produção. Nesta época, o milho, o sorgo e o milheto são opções para o produtor de grãos, silagens e sementes. Segundo o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Paulo Afonso Viana, o aumento da população de insetos, em especial das lagartas, acontece em razão do uso intensivo de culturas, associado ao clima favorável. “Inicialmente, as lavouras são atacadas por lagartas que danificam a base do colmo das plantas. Posteriormente, ocorrem as pragas de hábito aéreo, que atacam as folhas, o colmo e as espigas”, diz.

Uma das principais espécies de insetos-praga da fase inicial das lavouras de milho, sorgo e milheto é a lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus). Esta praga causa sérios prejuízos a essas culturas e a diversas outras das famílias das gramíneas e das leguminosas, principalmente quando ocorre um período de estiagem logo após a emergência das plantas.

Outras pragas que também merecem destaque, pela importância econômica dos danos que podem causar, são a larva-alfinete (Diabrotica speciosa), para o milho; a larva-arame (Conoderus spp., Melanotus spp), para o milho, o sorgo e o milheto; os corós (Diloboderus abderus, Eutheola humilis, Dyscinetus dubius, Stenocrates sp, Liogenys, sp.) e os percevejos barriga-verde (Dichelops furcatus e D. melacanthus), para o milho.

Para fazer um controle mais eficaz e evitar danos econômicos, o produtor deve pensar no complexo de pragas do sistema de produção como um todo e monitorar a praga desde o início, nas diversas culturas. “Para isso é necessário conhecer o histórico da área a ser cultivada, identificando os principais problemas fitossanitários apresentados ao longo dos últimos anos”, explica o pesquisador.

O segundo passo é realizar o monitoramento populacional da praga no campo e conhecer suas principais características biológicas. “É importante ressaltar que uma identificação incorreta do inseto pode acarretar insucesso nas medidas de controle”, afirma Viana.

Outras pragas

Existem outras pragas iniciais de ocorrência esporádica que também podem trazer prejuízos. As principais são a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), atacando a base do colmo da planta; a lagarta-rosca (Agrotis ípsilon), secionando o colmo; os tripes (Frankliniela williamsi), raspando o limbo foliar; e os cupins de hábitos subterrâneos dos gêneros Proconitermes e Syntermes, atacando as raízes. Em determinadas condições, essas espécies podem demandar medidas de controle antes de atingirem elevados níveis populacionais.

Para saber mais informações sobre as principais pragas que atacam as culturas, clique nos links: milho, sorgo, milheto.


Fonte: Embrapa

Ministro quer criar aplicativo que facilite informações sobre o tempo voltado aos produtores

O ministro interino da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, visitou à sede do Inmet (Instituto nacional de Meteorologia) nesta quinta-feira (1). Ele questionou aos técnicos do órgão sobre a possibilidade de que seja desenvolvido um aplicativo sobre a previsão do tempo voltado ao setor produtivo.

O diretor do Inmet, Francisco de Assis Diniz, disse que o órgão possui técnicos capacitados para desenvolver o aplicativo. Ele apresentou o sistema ao ministro interino e disse que o Inmet possui informações precisas sobre o tempo que podem ajudar bastante aos agricultores.

A ideia é que os agricultores possam acessar, por meio do celular, informações sobre a temperatura, previsão de chuvas, umidade do ar, solo, entre outros dados disponíveis no Inmet de forma simples e rápida.

Segundo Novacki, o ministro Blairo Maggi revelou que pretende fortalecer o Inmet por entender ser um órgão de fundamental importância para o setor produtivo.

Em reunião com os diretores do Inmet, Novacki disse que para viabilizar alguns projetos irá propor parceria com o setor produtivo. “Em um momento de crise como esse temos que ser criativos. Vamos procurar as associações e federações do agronegócio e tentar firmar parcerias que possibilitem a melhoras ao órgão”, afirmou.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Ministro incentiva superintendentes federais de Agricultura a tomarem decisões de gestão

Blairo Maggi se reuniu com os servidores, quinta-feira (25), para falar sobre modernização da pasta

O ministro Blairo Maggi participou, nesta quinta-feira (25), em Brasília, de reunião com os 27 superintendentes federais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para discutir o planejamento de ações de modernização e diretrizes para 2017 e o alinhamento com a gestão atual. Durante o encontro, Maggi incentivou os superintendentes a não terem medo de tomar decisões. “Quando a gente toma as decisões dentro da normalidade das regras e com bom senso é muito difícil que você seja atropelado.”

O ministro se referia ao fato de muitas superintendências esperarem por determinações de Brasília para adotar medidas que poderiam solucionar problemas locais. Blairo Maggi lembrou ainda que o papel do Mapa é equilibrar e regular o sistema e precisa ser ágil nessa atribuição.

A fala do ministro está em sintonia com o espirito do Plano Agro +, lançado nessa quarta-feira (24) durante solenidade com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto. O plano é voltado à desburocratização, à modernização e a maior eficiência do Mapa, a fim de que possa contribuir com o aumento da competitividade do setor produtivo agropecuário, o que deve ter resultado nas exportações do país.

“O bom de trabalhar é ver as coisas funcionarem. Ver as coisas andarem. Vocês não são importantes porque dizem não, mas sim porque dizem sim, porque buscam soluções, buscam alternativas”, reforçou Blairo Maggi.

Pontos em comum das regiões

Na reunião, foram analisados pontos em comum de cada região com o objetivo de alinhar ações que permitam a modernização e autonomia das superintendências, a desburocratização de processos e aproximação entre esses órgãos.

A coordenadora-geral de Apoio às Superintendências, Lizane Soares Ferreira, disse que a postura favorável do Mapa em relação à autonomia possibilita agilidade e redução de custo. “Assuntos e ações que, eventualmente, estão centralizados no Mapa podem ser decididos por meio dos superintendentes e suas equipes. Desburocratizar esses processos permite melhorias na gestão em cada estado”, acrescentou.

No planejamento de diretrizes para 2017, estiveram na pauta a redução de custos por meio da terceirização de frotas de veículos que vão a campo e também a simplificação de procedimentos realizados entre as superintendências e o Mapa.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Ministério atualiza dados sobre produtos agropecuários

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atualizou em seu site as informações sobre o mercado agrícola até julho deste ano. São dados, cotações e gráficos sobre dez produtos agropecuários: arroz, café, algodão, complexo carne, complexo soja, milho, trigo, feijão, leite e laranja.

Os interessados poderão encontrar, por exemplo, os números de produção do Brasil e do mundo, importação, exportação, preço mínimo de garantia, preço médio mensal e calendário de plantio e colheita.

A atualização é feita todos os meses pelo Departamento de Comercialização e Abastecimento Agrícola e Pecuário (Deagro) da Secretaria de Política Agrícola (SPA).

Sumário Executivo de Produtos Agropecuários

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Milho: mercado realiza lucros e exibe queda de 8 pts

Durante as negociações desta terça-feira (14), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram as perdas. As principais posições do cereal exibiam quedas entre 8,25 e 9,50 pontos, por volta das 12h53 (horário de Brasília). O vencimento setembro/15 era cotado a US$ 4,32 por bushel.

Segundo informações reportadas por agências internacionais, o mercado passa por um movimento de realização de lucros, após atingir as máximas dos últimos 12 meses no pregão desta segunda-feira. No dia anterior, os fundos de investimentos voltaram à ponta compradora do mercado em meio às especulações sobre a safra de milho norte-americana.

“As altas verificadas nas últimas semanas já permitem aos players uma realização de lucros. Podemos observar que no período de 30 dias, os ganhos acumulados estão na faixa de 20% a 22%. Ou seja, um ótimo momento para realizar lucros”, explica o analista de mercado da Cerrado Corretora, Mársio Antônio Ribeiro.

Conforme os últimos dados do boletim de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o último domingo, cerca de 69% das lavouras do cereal estão em condições boas ou excelentes. O percentual é o mesmo divulgado na semana anterior pelo órgão. Contudo, o número ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, de 76%.

Paralelamente, em torno de 22% das plantações estão em situação regular e 9% em condições ruins ou muito ruins. Na semana anterior, os números estavam em 23% e 8%, respectivamente.

Por enquanto, as previsões ainda indicam chuvas para o Meio-Oeste dos EUA. Conforme o último mapa divulgado pelo NOAA – Serviço Oficial de Meteorologia do país -, as precipitações nos próximos sete dias no Corn Belt devem ser intensas. Em estados como Indiana, Iowa, Illinois e Missouri, os acumulados podem ficar entre 50,8 e 101,6 mm.142c99537ea77cf37d6de6f6e403bd3e

Chuvas nos EUA entre os dias 14 a 21 – Fonte: NOAA

“Estamos em um momento que o clima tem um peso muito grande nas tendências de curto prazo. Mas em linhas gerais, no médio e longo prazo a tendência é mesmo de um recuo nas cotações, principalmente devido aos estoques finais mundiais e a segunda safra de milho no Brasil”, acredita o analista de mercado.

Por outro lado, outro fator que deve ser observado pelos produtores é o mercado financeiro. “Os acordos fechados com relação ao refinanciamento da dívida da Grécia pode provocar um movimento de capitais saindo de commodities e retornando ao mercado financeiro”, explica Ribeiro.

Fonte: Notícias Agrícolas
Milho segue subindo com forte demanda – Análise Agrolink

O preço do milho na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na sexta-feira (20.01) alta de 3,50 centavos de Dólar nos contratos de Março/17, fechando os US$ 3,6975 por bushel. As demais posições em destaque da commodity na CBOT fecharam a sessão com valorizações entre 2,75 e 3,50 pontos.

O mercado norte-americano do milho fechou a semana com ganhos nas principais cotações dos futuros, sustentado – mais uma vez – pela forte demanda internacional. As exportações semanais do cereal, divulgadas na sexta pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), confirmaram as projeções dos investidores.

Fonte: Agrolink

Milho e feijão têm colheita favorecida pelo clima no RS

O clima tem sido favorável para a colheita do milho no Rio Grande do Sul. À medida que a cultura atinge o ponto ideal para colheita, os agricultores colhem e implantam novo cultivo de milho ou soja nesta área. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as produtividades apresentam grande variação, em consequência das precipitações irregulares ocorridas durante o ciclo da cultura. Nas lavouras onde ocorreu déficit hídrico, as produtividades são inferiores a 100 sacas/ha. Já nas lavouras bem conduzidas e em que não houve falta de umidade, as produtividades estão próximas a 10 mil kg/ha e as lavouras irrigadas vêm produzindo entre 13 mil e 15 mil kg/ha. A área destinada à produção de silagem, em nível estadual, já atinge 50% do total plantado para este fim (371 mil ha), atingindo produtividades ao redor de 42 mil toneladas de massa verde.

A colheita do feijão 1ª safra também evolui e se aproxima dos 60% das lavouras gaúchas. Mesmo que as produtividades estejam variáveis, a média deverá ser bem acima da inicialmente prevista, que é de 1.337kg/ha. Os produtores estão comercializando o feijão da safra, aumentando a oferta no mercado. Nos Campos de Cima da Serra, as áreas são semeadas após a colheita do trigo, interpondo-se entre as duas safras, ainda que seja considerada dentro da primeira. Naquela região houve menos chuvas e as temperaturas altas favoreceram o desenvolvimento vegetativo das lavouras, que apresentam ótimo aspecto visual, com expectativa de excelente rendimento de grãos. O plantio da safrinha se encontra em andamento, com bom desenvolvimento vegetativo, e as lavouras mais precoces já entram em floração.

A soja evolui rapidamente para a formação de vagens e início da formação de grão, com bom desenvolvimento e baixa incidência de pragas e doenças. Embora as condições climáticas estejam favoráveis ao desenvolvimento da cultura, em locais onde as precipitações foram de baixo volume as plantas apresentam sintomas de déficit hídrico. Na região administrativa de Ijuí, apesar de pouca expressão, o plantio de soja em janeiro e fevereiro em sucessão ao milho apresenta 32% da área prevista implantada.

No arroz, as lavouras evoluem de forma bastante satisfatória nos últimos dias, sem problemas de água para a irrigação e beneficiadas pelo clima quente e de boa insolação com padrão e potencial produtivo dentro do esperado (ao redor dos 7 mil kg/ha). A atual safra já registra as primeiras áreas colhidas. São lavouras plantadas muito cedo (início de setembro) no Vale do Taquari, que representam menos de 1% do total semeado. Estas têm alcançado marcas (produtividades) dentro do esperado (entre 7 e 8 mil kg/ha), com bom rendimento dos grãos no engenho. Cabe ressaltar que o percentual colhido é ínfimo, não servindo para estabelecer parâmetros para a totalidade das lavouras.

FRUTAS
Uva – Na região do Vale do Taquari, segue a colheita de uva das variedades americanas, ou do grupo das comuns, como Concord, Bordô, Niágaras branca e rosada. Em função das chuvas frequentes, houve bom desenvolvimento de folhas, ramos e bagas, mas consequências desfavoráveis à produção, como maior incidência de doenças fúngicas e redução do grau glucométrico, que corresponde à quantidade de açúcar na uva. No período de maturação houve excesso de chuvas, que se prolongaram por vários dias, proporcionando perdas na quantidade da fruta.

Figo - A colheita do figo verde, cuja principal variedade cultivada é a Roxo de Valinhos, está em andamento na região do Vale do Caí e no município de Poço das Antas, no Vale do Taquari. No Vale do Caí, o figo é colhido verde na maior parte dos municípios de Brochier, Maratá e São Pedro da Serra. A colheita está no início, tendo sido colhidos 15% dos figos das lavouras. Está sendo um ano regular para a cultura do figo, visto que a cultura exige bastante água para o seu desenvolvimento. Neste sentido, as chuvas têm colaborado com a cultura. No entanto, as poucas horas de sol favoreceram o estiolamento da planta e aumentaram o espaçamento entre as frutas. A expectativa é de que a previsão de tempo bom se confirme e esta situação melhore.

CRIAÇÕES 
Com a sequência de chuvas e altas temperaturas das últimas semanas na região Sul, as pastagens têm boa resposta na taxa de crescimento. Os produtores que realizaram fenação nas pastagens de trevo e cornichão estão manejando as áreas de melhor potencial produtivo com objetivo de produção de sementes. As pastagens perenes de verão (braquiárias, panicuns e tiftons) também estão com ótimo desenvolvimento, assim como as pastagens anuais de verão, em utilização pelos animais.

Ovinocultura - Com a melhoria dos campos nativos, ocorre o cio das matrizes, o que para muitos produtores é sinal de rebanho em bom estado nutricional. Os problemas de casco foram reduzidos, mas devem ser redobrados os cuidados com os parasitas, especialmente as verminoses, pois o clima quente e úmido proporciona condições ideais para o desenvolvimento dos mesmos. Nesse sentido os produtores realizam manejos estratégicos para o controle da verminose ovina, com dosificações de acordo com a necessidade ou conforme a condição corporal do rebanho.

Está encerrada a tosquia e a lã já foi praticamente toda comercializada. Com a desmama dos cordeiros, as matrizes ganham peso para encarneiramento nos meses de março e abril. Entretanto alguns rebanhos estão sendo encarneirados a partir da metade de fevereiro, prioritariamente das raças Merino e Ideal.

Época de classificação dos rebanhos, seleção de borregas para o próximo encarneiramento e descarte das matrizes velhas ou com defeitos da reprodução. Época também de feiras de verão e remates para venda de carneiros, como a XXIII Feovelha, realizada no final de janeiro no Parque de Exposições Charrua, em Pinheiro Machado, considerado o maior evento da ovinocultura brasileira, e constitui excelente oportunidade para os ovinocultores adquirem animais de alto padrão genético para melhorarem seus rebanhos. O faturamento total foi de R$ 570.165,00, com 1.405 animais vendidos, sendo 50% a menos que 2016, com comercialização de R$ 854.425,00. O evento foi realizado com apoio da Emater/RS-Ascar, que também é parceira na realização do Concurso Regional de Artesanato e Borregas, que acontece dia 28 de abril, no município de Herval.

Fonte: Emater – RS

Milho é destaque nas vendas externas brasileiras nos primeiros nove meses de 2016

As exportações do produto foram maiores em razão da safra recorde no ano anterior

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Brasília (06/10/2016) – Dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta segunda-feira (03/10) mostram que, no acumulado de janeiro a setembro de 2016, o saldo da balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 36,18 bilhões, acumulando US$ 139,3 bilhões em exportações e US$ 103,1 bilhões em importações. Esse saldo acumulado é mais de três vezes superior ao do mesmo período de 2015 (US$ 10,25 bilhões).

Apenas o mês de setembro gerou superávit de US$ 3,8 bilhões, maior resultado para o período desde 2006. Esse saldo foi, entretanto, 8,1% inferior ao de agosto deste ano, principalmente pelas quedas de 7,1% (US$ 1,2 bilhão) nas exportações e de 6,7% (aproximadamente US$ 900 milhões) nas importações. Se comparadas com setembro de 2015, as exportações apresentam queda de 2,2%, especialmente pela redução na entrada dos produtos na Ásia (-9,6%), Mercosul (-6,3%), América Central e Caribe (-2,4%), e, mais especificamente, China (queda de 29,6%, US$ 2,5 bilhões).

Apesar desta queda, no agregado de janeiro a setembro, a China se manteve como principal compradora de produtos brasileiros, importando 21,5% das vendas externas do país (US$ 30 bilhões). Esse valor foi 2,5% inferior ao do mesmo período de 2015, quando o país vendeu US$ 30,4 bilhões para o gigante asiático. Só em setembro foram exportados US$ 2,5 bilhões para a China, 16% das exportações brasileiras no mês.

Os cinco principais fornecedores do Brasil em setembro de 2016 foram: União Europeia (US$ 2,51 bilhões), Estados Unidos (US$ 2,21 bilhões), China (US$ 2,09 bilhões), Argentina (US$ 0,79 bilhões), e Coréia do Sul (US$ 0,37 bilhões), como demonstrado no gráfico:

No agregado de janeiro a setembro de 2016, 40% das exportações brasileiras foram pautadas por 18 produtos do agronegócio. A soja em grãos foi o principal produto exportado pelo Brasil, representando 13% do valor total das exportações do país.

Dos US$ 56,38 bilhões obtidos com a venda dos 18 principais produtos do agronegócio que constituíram 40% das exportações brasileiras, os principais produtos desse segmento foram a soja em grão (17%) e açúcar em bruto (5%).

Um dos produtos que apresentaram grande variação na comparação entre os acumulados de 2016 e 2015 foi o milho em grãos. O valor de exportação expandiu em 42,3% e a participação nas exportações anuais aumentou, de 1,51% para 2,25%. As exportações do milho foram maiores em razão da safra recorde no ano anterior.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no entanto, espera que ao final de 2016 as exportações totais do produto sejam inferiores às de 2015, em razão da diminuição das exportações prevista para os próximos meses, principalmente devido à ocorrência de adversidades climáticas como seca e altas temperaturas que afetaram as lavouras e também pela redução do estoque do produto. O milho em grãos representa 2% da pauta exportadora brasileira. Seu principal destino no ano tem sido a Ásia, que importou 55% de todo o milho vendido pelo produtor brasileiro ao exterior.

 

Fonte: CNA

Publicado em 06/10/2016 11:50

Mercado internacional de pluma é tema de Workshop da Qualidade do Algodão

Qual é a percepção do mercado internacional a respeito da pluma brasileira em comparação com o produto de outros países que lideram o ranking exportador, como Estados Unidos e Austrália? Em que os cotonicultores mato-grossenses, responsáveis por mais de 60% do algodão produzido no Brasil, podem avançar em termos de qualidade? Essas serão algumas das questões a serem debatidas no IV Workshop da Qualidade do Algodão, que acontecerá em Cuiabá, na manhã desta sexta-feira (7 de outubro).

Promovido pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), com apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), o workshop reunirá na capital mato-grossense lideranças de vários elos da cadeia produtiva do algodão, como o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Marco Antonio Aluisio. Ele representará o setor exportador, ao lado de outro diretor da Anea, Henrique Snitcovski, da Louis Dreyfus Company, na primeira Mesa do dia, cujo tema será “Cenário presente e futuro da qualidade do algodão”.

“Hoje, os principais concorrentes do Brasil no mercado internacional do algodão são os Estados Unidos (o maior exportador) e a Austrália por adotarem um sistema de cultivo semelhante ao brasileiro. É importante sabermos onde nós nos situamos e onde podemos melhorar para garantirmos a posição do País nesse ranking. Isso afeta diretamente a rentabilidade do produtor mato-grossense já que hoje grande parte da produção do estado (63%, segundo dados do Instituto Mato-grossense da Economia Agropecuária – Imea) é destinada à exportação”, comenta Aluísio.
O debate será conduzido também por Fernando Pimentel, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), e outros representantes do setor têxtil Walter Hamaoka, gerente comercial e classificador de algodão da Kurashiki do Brasil; e Alex Kurre, da Santista S.A.

Na Mesa 2, marcada para 11h, serão apresentadas ações do projeto Qualidade de Fibra (Ampa/IMAmt), que vem sendo implementado em Mato Grosso desde 2012.  Em primeiro lugar, o professor e pesquisador Renildo Luiz Mion, do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Rondonópolis, fará um relato das atividades que vêm sendo realizadas em parceria com a Texas Tech University, de Lubbock (referência mundial em termos de tecnologias voltadas para a cotonicultura).

Em seguida, o pesquisador do IMAmt Jean Louis Belot, coordenador do projeto Qualidade de Fibra, falará sobre as perspectivas para a safra 2016/17, fazendo também um balanço da safra recém-concluída. O encerramento dessa Mesa será feito por Erik Trench Alcantara Santos, representante da Ultragaz, que falará sobre atividades da parceria que está sendo firmada entre a empresa e Ampa/IMAmt visando aperfeiçoar a gestão nas usinas de beneficiamento de algodão.

O público-alvo do IV Workshop sobre a Qualidade do Algodão é formado por profissionais que atuam na cotonicultura, sejam eles produtores, técnicos, pesquisadores, etc. Os produtores e colaboradores do setor algodoeiro que quiserem fazer sua pré-inscrição podem enviar seus dados para o email do engenheiro agrônomo Amândio Pires, do IMAmt (amandiopires@imamt.com.br).

Serviço
O que: IV Workshop da Qualidade do Algodão
Quando: Dia 7 de outubro (sexta-feira), a partir de 8h
Onde: Auditório do Edifício Cloves Vettorato (Rua Engº Edgard Prado Arze, 1777, Quadra 03, Setor A), no Centro Político Administrativo, Cuiabá-MT

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Menor oferta e novo PIS/Cofins impulsionam hidratado em SP

Os preços do etanol hidratado subiram no mercado paulista na última semana. Segundo pesquisadores do Cepea, as altas estão atreladas à menor oferta do produto e ao anúncio do novo valor do PIS/Cofins sobre os preços do biocombustível, da gasolina C e do diesel (a medida passou a valer no dia 21).

Assim, o valor do PIS/Cofins do etanol passou de R$ 0,12/litro para R$ 0,1309/l no segmento produtor. Já na distribuidora, esse imposto, que era zerado, passou a ser de R$ 0,1964/litro. Entre 17 e 21 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou a R$ 1,3020/litro (sem ICMS e sem PIS/Cofins), alta de 2,28% frente à semana anterior. Já o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol anidro teve média de R$ 1,4127/litro, sem PIS/Cofins, praticamente estável (-0,37%) na mesma comparação.

Fonte: Cepea/Esalq

Mapa prepara plano de contingência para evitar entrada de novo fungo que ataca plantações de banana

Um dos maiores produtores mundiais de banana, o Brasil trabalha para manter a sanidade das áreas de plantio da cultura. Até o final de agosto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Embrapa Mandioca e Fruticultura devem anunciar o Plano Nacional de Contingência para o Mal do Panamá – doença considerada hoje como a principal ameaça aos bananais em todo o mundo. Em 2016, as exportações brasileiras da fruta somaram US$ 21,04 milhões, o equivalente a 64,4 mil toneladas.

De acordo com o Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) do Mapa, o plano prevê a adoção de medidas para evitar a introdução de nova raça de fungo do Mal do Panamá no Brasil. Trata-se de uma nova raça de fungos 4 tropical que está causando grandes perdas no sul da Ásia, Oriente Médio e Moçambique.

O Brasil convive desde a década de 1950 com as raças 1, 2 e 3 do fungo, lembra o chefe da Divisão Prevenção e Vigilância e Controle de Pregas do DSV, Ricardo Kobal. “O Mal do Panamá atinge as variedades das bananas prata, maçã (com maior intensidade), nanica e nanicão. No continente americano, a raça 4 ainda não foi encontrada e a sua introdução poderia trazer sérios problemas à produção da fruta.”

Por meio do plano de contingência, o Mapa e a Embrapa vão dar informações aos produtores e ao público em geral sobre quais precauções devem tomar para prevenir a entrada da doença no território nacional. Brasileiros que pretendam viajar ao sul da Ásia, Oriente Médio e Moçambique, locais de maior ocorrência do fungo, também precisam estar atentos e evitar objetos feitos com palha de bananeira, por exemplo. Segundo Kobal, a Embrapa já desenvolveu um kit para identificação rápida da raça 4 tropical.

O mal-do-Panamá é causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense que está disseminada em regiões produtoras de banana do mundo. O fungo pode sobreviver no solo por mais de 20 anos ou ainda em hospedeiros intermediários. No Brasil, diversas variedades tradicionais, como a banana maçã, são susceptíveis à doença.

As principais formas de disseminação são o contato das raízes de plantas sadias com plantas doentes, pelo uso de material de plantio infectado ferramentas de desbaste transportando solo contaminado. O fungo também é disseminado por água de irrigação, de drenagem e de inundação, assim como pelo homem, por animais, pela movimentação de solo.

Fonte: Mapa